Vou buscar o balde!

É um título curioso para um artigo espiritual, não lhe parece? Pois, corre o sério “risco” de se tornar o meu novo mote e, quem sabe, talvez também o seu, caro/a leitor/a!😉​ Hoje, na praia, assisti a uma situação muito engraçada e que acabou por se transformar numa lição espiritual por causa das mensagens que recebi nesse momento.

Uma família, como tantas outras, estava na praia com duas crianças, uma maiorzinha e outra que devia ter os seus 3 anitos de idade. A dada altura, o menino de três anos correu a toda a velocidade para a areia molhada com uma pá na mão. Retirou um bocado de areia com a pá e começou a fazer o trajecto de volta para a toalha, que ficava ainda a uma distância considerável. Primeiramente, começou a correr com muito vigor e pressa, mas depois percebeu que a areia começava a cair da pá, então ajustou o passo e, à medida que avançava naquele bambolear característico dos 3 anos, olhava atentamente para a areia na pá coordenando os movimentos para que a areia não caísse. Levou ainda bastante tempo até conseguir chegar à toalha, onde, todo satisfeito, depositou a areia dentro do balde que ali tinha. Depois, voltou a correr para a areia molhada com a pá na mão. Achei aquela cena uma delícia, porque era observável todas as aprendizagens que o menino estava a fazer acerca das leis da Natureza que o forçavam a fazer ajustes e aprender a coordenar o corpo e o foco.

Nestas deambulações, a Energia entrou pela minha mente e, por um breve instante, senti como os Anjos, os nossos Guias, tantas vezes nos observam nestes movimentos em que tomamos o caminho mais longo, árduo e complicado, em vez de pararmos, meditarmos e, finalmente, percebermos que… afinal, bastava pegar no balde, levá-lo até à areia molhada e, aí, usar a pá para o encher. Depois, poderíamos levar o balde já cheio para onde quiséssemos.

Esse instante em que a Energia me mostrou como o Ser humano funciona muitas vezes fez-me reflectir sobre todas as acções que já tomei em projectos que, inicialmente me pareciam inspirados divinamente e que, ao longo do caminho, se tornavam tão complicados e, muitas vezes, interferiam com o meu bem-estar. Claro que o menino de 3 anos está a fazer exactamente aquilo que é suposto e próprio da sua idade, é por isso que é tão delicioso observar as crianças na sua inocência. Porém, quando crescemos e continuamos a alimentar este padrão, ou seja, vivemos com pouca Consciência do que nos move ou da intenção por detrás das nossas acções, acabamos por complicar muito as nossas vidas.

Os Anjos não tecem qualquer julgamento, apenas nos querem orientar para caminhos que nos podem trazer mais facilidade e tranquilidade. Nós temos livre-arbítrio, por isso podemos complicar ou simplificar a nossa vida o quanto quisermos, sem sermos julgados pelo Divino por causa disso. A questão é que criamos muito sofrimento para nós. Em vez de pegarmos no balde, passamos muito tempo, investimos muito esforço e energia a ir buscar a areia molhada e trazê-la, sem a deixarmos cair, para o seu sítio devido. É por isso que insistem tanto connosco sobre a importância de pararmos, de criarmos espaço no nosso dia-a-dia para o silêncio.

Repare, caro/a leitor/a, a culpa não é sua. Não é você que escolhe deliberadamente complicar a sua vida, mas enquanto não se focar em expandir a sua Consciência, continuará a fazê-lo sem ter noção do esforço e do tremendo cansaço que está a criar para si próprio. No artigo anterior (A Vida mostra-nos, mas Ver depende de nós), falei sobre como tantas vezes escolhemos focar-nos noutras coisas, mesmo quando os Anjos/a nossa Alma/Deus/Fonte nos enviam mensagens muito directas sobre os próximos passos a dar. Porque é que fazemos isto? Porque vivemos tão mergulhados nos problemas, focamo-nos tanto naquilo que nos preocupa mais, que perdemos o Olhar abrangente que nos permitiria deixar de olhar tão fixamente para a pá e perceber que podemos ir buscar o balde.

É uma metáfora, claro, mas é muito relevante para nós, adultos. Ao ficarmos tão obcecados, com visão de túnel, convencidíssimos de que sabemos quais as soluções exactas para os nossos problemas, mantemo-nos no terreno da Mente e não permitimos que a Energia Divina nos guie. O que é irónico é que nós pedimos tanto que nos ajudem a simplificar a nossa Vida, porque nos sentimos assosserbados, e depois quando vemos sinais que nos indicam para implementar acções simples no nosso dia-a-dia, descartamos por achar que são simples demais e que não nos trarão as tais soluções de que precisamos.

Falo muito sobre a aceitação do Presente, porque esse é sempre, a meu ver, o primeiro passo. Por muito que nos pareça injusto ou impossível, o que nos começa a trazer alguma Paz é aceitar (e começar a acreditar) de que estamos exactamente onde é suposto estarmos. E eu sei, porque já passei situações muito difíceis, como é quase insuportável começar a fazer esta aceitação do Presente, até parece que estamos a tentar engolir pedregulhos de tão custoso que é. 🤨​

É preciso nesses momentos alimentar um Olhar mais expandido sobre a nossa Vida, o nosso Presente. A Vida é dinâmica, o que é verdade hoje, não o será amanhã. Porém, se continuarmos a alimentar os mesmos padrões que nos trouxeram até aqui, as circunstâncias podem mudar, mas os desafios manter-se-ão e, mais tarde ou mais cedo, voltaremos a passar pelos mesmos sofrimentos que nos acossavam há anos atrás. Assim, ficar muito zangado/a, irritado/a, triste, com o Presente actual só nos mantém o Olhar na tal pá metafórica e, subitamente, o caminho irá parecer-nos demasiado longo, árduo e esforçoso, de tal forma, que nem nos apetecerá começar.

Os Anjos, a nossa Equipa Divina, estão aqui para nos ajudar a trilhar o caminho, mas também a guiar-nos para rotas que nos podem ser mais fáceis e simples. O trabalho que temos é primeiro aceitar o ponto onde estamos, porque só assim poderemos largar a bagagem da contrariedade que tanto nos pesa, respirar fundo, pedir ajuda e ficar depois atento/a aos pequenos e simples passos sugeridos por Eles. E, cada pessoa recebe as mensagens de formas diferentes e sempre ajustadas à sua personalidade/estado emocional actual, por isso de cada vez que ficar muito confuso/a sobre se uma mensagem é divina ou não, tente observá-la e faça as seguintes perguntas: é uma ideia de execução simples? É uma sugestão de acção que posso tomar já hoje ou, o mais tardar, amanhã? Esta acção sugerida visa o meu bem-estar, promove o meu silêncio interno, ou só irá contribuir para a minha ansiedade e sensação de pressão?

E, quando fazemos estas observações, até podemos chegar à conclusão de que afinal a ideia original era muito simples, só que a Mente interviu e levantou inúmeras questões “extra” que de repente nos parecem muito importantes.
Por exemplo, vamos imaginar que temos uma ideia inspirada divinamente de começarmos a caminhar todos os dias. É uma ideia simples: simplesmente sair e caminhar. Porém, quando a Mente intervém, começa a criar outros problemas:

“E quanto tempo devo caminhar? Dizem que 10.000 passos por dia é o que se devia fazer… mas, isso, em média, demora cerca de 1h30m, como é que vou arranjar tempo para caminhar 1h30m? Mas também menos do que isso, nem vale a pena sair. Lá estou eu a criar desculpas, eu devia era andar os 10.000 passos e deixar-me de preguiças, tenho de conseguir arranjar tempo no meu dia, dê lá por onde der. Mas, esta semana já vai ser difícil, já me comprometi a várias coisas, as pessoas contam comigo e quando estiver despachado/a, já é muito tarde, está escuro lá fora, é perigoso e acabo por me deitar demasiado tarde. Então, talvez pense esta semana sobre a melhor estratégia e para a semana que vem já terei equipamento melhor, se calhar uma roupa/calçado mais adequado, organizarei melhor a minha vida, e blá blá…”

Até fiquei cansada só de escrever este pequeno excerto, mas é para demonstrar como complicamos coisas simples. Quem disse que era suposto caminhar 10.000 passos por dia? Quem dá importância ao equipamento “certo”? Nós! Pegámos em informações ditas por outros e colámos a nós como metas a atingir. Não existe qualquer meta, na verdade. Quando sentimos cá dentro que é suposto fazer caminhadas todos os dias ou que é suposto comer um pouco mais de fruta, temos de ficar atentos para observar se a Mente não começa a intervir colocando entraves. E, se colocar, podemos escolher não ouvir! E, se realmente tivermos muitas dúvidas sobre se serão entraves ou indicações importantes a considerar, então podemos olhar para cada uma delas e perguntar se realmente está a simplificar a nossa vida ou se está a complicar uma acção que deveria ser simples!

A não ser em casos muito extremos, os Anjos geralmente fazem sugestões que primam pela sua simplicidade e facilidade de implementação. Se sente que deve começar a comer mais bananas, não comece a planear como poderá fazer e comer uma gigante salada de frutas todos os dias, coma uma ou duas bananas, só! 🤣Tal como caminhar 10 min ou 5 min todos os dias tem um valor infinitamente maior do que baralhar a sua vida toda para poder andar 1h30m e só conseguir fazê-lo duas vezes por mês…

Os Anjos sabem como nos sentimos pressionados e cansados, por isso as sugestões de mudança serão sempre simples e promotoras de maior tranquilidade, silêncio e conexão com o Divino, onde nos sentimos aconchegados, inspirados e com mais vitalidade. Eles ajudam-nos a lembrar que o Poder reside em nós e, se mudarmos um pouco a perspectiva, iremos Ver que podemos ir buscar o balde e, sem pressa nem esforço, enchê-lo com areia antes de nos movermos novamente para o próximo passo. 😉​

Muita Luz,

Sofia

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A Vida mostra-nos, mas Ver depende de nós!

Uma das mais relevantes lições que os Anjos me têm passado prende-se com o Foco e a Percepção. Às vezes, mostram-me como se os nossos Anjos da Guarda nos abanassem a solução à frente dos olhos e nós olhássemos sempre para o lado oposto. Porquê? Porque não gostamos da solução que nos apresentam!🤣

Há vários anos que tiro cartas, faço canalizações e cheguei a trabalhar lendo cartas e passando as mensagens dos Anjos para as pessoas. Hoje em dia, faço-o raramente e de forma esporádica, abrindo de vez em quando um período em que aceito pedidos de leituras e fecho-o passado pouco tempo. O que vou dizer a seguir não é crítica, é apenas uma constatação com a esperança de que o/a leitor/a retire para si algum entendimento acerca daquilo que pode estar a impedi-lo/a de avançar.

Uma das grandes ânsias que nós, seres humanos no caminho espiritual, temos prende-se com a necessidade de querer saber quais os passos certos a tomar. Atravessámos montes e vales, chegámos à conclusão de que a nossa vida não está de acordo com a nossa verdadeira natureza e, na busca dessa verdadeira natureza, queremos que a nossa Vida se modifique para se alinhar com a nossa Verdade. A ânsia é real e existe uma aparente determinação em procurar avançar e evoluir, porém não é de todo verdade. De facto, o que queremos é a solução que melhor se encaixe na nossa realidade actual e que seja, ainda por cima, muito confortável para nós. A ideia de nos esforçarmos para sairmos da concha em que estamos, tão quente e familiar, é-nos detestável. Afinal de contas, já nos sentimos tão sofridos, já caminhámos tanto, queremos agora que a Vida se estenda perante nós como uma passarela vermelha.

Na nossa Mente, achamos que damos uma margem extensa ao Divino para fazer “o que quiser”, pensamos que somos capazes de aguentar sair da nossa casa, mudar de profissão, até de país, portanto achamos que estamos a ser muito razoáveis e abertos no que diz respeito às mudanças que poderão ocorrer… o problema ocorre quando nada disto é o que Divino pretende para nós. A Energia Divina foca-se naquilo que é real, não naquilo que é fantasia, porque isso é o reino da Mente. A Mente gosta de acreditar que sabe o que é que precisa e nem quer ouvir falar em soluções que não se encaixem nos parâmetros que desenhou. Se calhar, há pessoas que estão a ler estas palavras e começam a sentir-se enervadas, porque sentem que já fizeram muito, já pediram muito e, na verdade, pouco ou nada mudou… A questão aqui é que mudou, sim. Mas, mudou de tal forma que todas as coisas que nos impedem de evoluir foram colocadas em DESTAQUE pela própria Vida e é por isso que estamos tão frustrados e nos sentimos encalhados.

Porque, para nós, é aceitável que a Vida venha e nos mude de casa ou de país, mas talvez já não fiquemos tão satisfeitos se nos estiver constantemente a meter certas pessoas à frente que carregam os nossos botões e nos fazem arder por dentro de irritação. E pedimos ajuda, e voltamos a pedir, e volta e meia lá vem outra pessoa/situação para nos aborrecer. A Vida está a mostrar… mas, nós não queremos ver. Porque é terrivelmente doloroso aceitar que a razão pela qual não avançamos tem a ver directamente com a nossa postura interna, com as nossas emoções e conduta comportamental. Tudo começa em nós, já sabemos isso, mas quando a Vida vem e, em vez de mudar as nossas circunstâncias, insiste em nos confrontar com o nosso interior, ficamos muito zangados e aborrecidos. Esquecemo-nos, nesta alturas, que tudo começa nós, mas a Vida não esquece, a Energia Divina não esquece e, enquanto não nos rendermos e começarmos realmente a ver os padrões nos nossos relacionamentos connosco e com os outros, iremos continuar a passar pelas mesmas experiências uma e outra vez.

Referi há pouco a minha experiência com leituras de cartas, porque é muito relevante para este artigo. E referi também que a intenção não é de crítica, mas sim de observação para que talvez o/a leitor/a possa reflectir honestamente sobre esta temática. Imensas pessoas querem fazer leituras. Querem receber mensagens dos Seres Divinos, porque se sentem perdidas e desejam ardentemente que lhes digam quais os passos a tomar para criarem outra vida para si. Pedem uma leitura, pedem duas, pedem três, se preciso for. Já fiz leituras para imensas pessoas ao longo dos anos… sabe quantas pessoas realmente encararam a oportunidade de receberem mensagens Divinas como uma dádiva e seguiram as orientações? Posso contar pelos dedos de uma mão… Centenas de pessoas, algumas com mais do que uma leitura feita no espaço de meses e anos. Mas, conto pelos dedos de uma mão aquelas que realmente levaram os conselhos a peito e os aplicaram na sua Vida. Por isso, sim, a ânsia é real, mas a abertura para a mudança é muito pequenina na maioria das pessoas.

E, isso é triste. Triste porque sei como os Anjos se esforçam e como se as pessoas se permitissem largar as expectativas do que acham que a solução é, e seguissem as orientações, por mais simples que parecessem, a sua Vida começaria a mudar efectivamente e os padrões iriam ser alterados para não se repetirem uma e outra vez. Escrevo este artigo não como crítica, escrevo-o na esperança que alguém que o esteja a ler tenha um momento de paragem e seja honesto/a consigo próprio/a, largue o padrão das queixas, reconheça o seu Poder interior e compreenda que tudo começa em Si. Se amanhã a sua vida o levasse para outro país ou outro planeta, tudo aquilo que tem dentro de si, emocional e mentalmente, padrões comportamentais, formas de sentir limitadoras, tudo isso viajaria consigo, não iria magicamente desaparecer.

Por isso, quando a Vida lhe mostra, uma e outra vez, os desafios que tem de enfrentar e que tem de encarar de frente, confrontar-se com as suas próprias emoções/pensamentos/comportamentos, depende de si se escolhe Ver ou se continua a iludir-se olhando para outro lado, achando que a solução está noutro sítio que não dentro de si. Se calhar, outros terapeutas alternativos/psíquicos/etc. teriam uma abordagem sobre este tema mais suave e acomodativa, mas acredite, caro/a leitor/a, que não estarão a fazer-lhe nenhum favor. Só irão validar as suas próprias ilusões de que o externo é a grande solução para o seu labirinto actual. Há anos que trabalho com a Energia Divina, centenas de leituras, interagindo apenas com os Seres Divinos de alta vibração (nas leituras não contacto com espíritos, entidades ou outros seres de energia dúbia, que há vários), e nunca, em nenhum momento, a mensagem ou as orientações se focaram no exterior, nas circunstâncias ou nas pessoas que faziam parte de quem pediu a leitura. Foram sempre direccionadas para a Força interior, para as compreensões espirituais acerca da situação problemática, tudo na direcção da evolução da própria pessoa, de uma forma holística, para que ele/ela alcançasse a verdadeira cura e bem-estar a todos os níveis.

Tudo começa dentro. O exterior altera-se de acordo com o interior, não o contrário. E sim, temos de sair da nossa zona de conforto. Dizer “não me apetece” só nos irá manter no mesmo círculo, anos a fio. Os nossos Anjos amam-nos incondicionalmente, tal como Deus/Fonte, mas tal como escrevi num artigo anterior, a Vida é Nossa. As decisões são nossas, o nosso Foco somos nós que o decidimos. Se continuarmos a acreditar que não somos capazes, que nos falta algo, que tem de vir alguém, seja ele/ela celestial seja romântico para agarrar em nós e nos levar ao colo, porque achamos que somos inúteis… iremos continuar no mesmo sítio, porque os pés são nossos, se não formos nós a movê-los, quem o poderá fazer por nós? A decisão é nossa, a Vida só nos mostra o que devemos curar e de que forma evoluir, mas nós temos de ter a Coragem de Ver o que ela nos está a querer mostrar.
Com Coragem, caminhando lado a lado com a nossa Equipa Divina, Estamos cá para isso! ❤️

Muito Amor e Luz,

Sofia

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Em cada momento, decidimos!

Decisões pequenas, decisões grandes, achamos que umas são mais importantes que outras, mas serão realmente?

A cada momento, estamos a tomar decisões, mesmo quando decidimos não agir, essa é uma decisão também. Todos os pequenos momentos do dia em que escolhemos proferir determinadas palavras ou ter uma certa atitude vão levar-nos aos momentos das tais grandes decisões. As decisões que necessitam de muita reflexão, incluem muitos Medos e muita confusão sobre o caminho a tomar. Achamos que essas são as decisões que determinam o rumo da nossa Vida, quando na verdade são as mais pequenas que são as mais relevantes.

Aqueles momentos em que, em vez de escolhermos o Amor, escolhemos descarregar as nossas frustrações. As decisões que tomamos ao dizer palavras que sabemos que irão ferir aqueles que, noutros dias, dissemos amar e apoiar. A constante desarmonia de um dia estarmos luminosos e com o coração aberto e, no dia seguinte, sermos um Árctico que tudo congela e esmaga. Acharmos que se continuarmos a fazer as mesmas coisas que sempre fizemos, um dia a nossa Vida será diferente…

Tudo começa dentro e tudo começa com as mais pequenas coisas. Uma sensação que gera um pensamento, que depois alimentamos e que gera todo um estado de espírito e, sem sabermos como, já estamos dominados pelo nosso lado Sombra. É debaixo de grande pressão que os diamantes surgem e é assim connosco também, porque só quando estamos perante a intensidade das nossas emoções mais baixas é que poderemos ter mais Consciência da escolha.

Escolhemos entre o Medo, a necessidade de descarregar, a fúria, a raiva, a necessidade de ter razão e validação ou escolhemos ir mais fundo e compreender que essas emoções e esses estados de espírito só nos levarão ao mesmo sítio donde temos feito tanto esforço para sair? Quando estamos no caminho espiritual, ou seja, quando temos Consciência de que somos mais do que este corpo, esta mente e estas emoções, é natural que o Medo surja com toda a sua força quando começamos a integrar mais Luz nas nossas Vidas. É como um holofote que nos mostra onde estão os locais desarrumados e sujos, que antes não víamos com tanta clareza. E é difícil. Mas, é também uma oportunidade de escolhermos de forma diferente daquela que permitiu a acumulação dessa desarrumação e sujidade.

É preciso ter conversas profundas connosco mesmos, largar aquela vontade de que todos vejam como temos razão, a necessidade de justiça, porque, na verdade, trata-se apenas da necessidade de validação externa. Doutro modo, porque quereríamos que os outros reconhecessem que temos razão? As opiniões deles são assim tão importantes? Neste caso, estamos à procura de validação externa e não de justiça verdadeira, porque a justiça vem de sabermos que damos o nosso melhor, somos honestos, temos integridade, e não precisamos que ninguém nos diga que nos vê dessa forma. Só importa realmente a opinião que temos acerca de nós próprios e se essa opinião não é das melhores, então é altura de trabalharmos para mudar essa opinião e não a opinião dos outros, que realmente não controlamos.

Só temos influência sobre nós e poderemos eventualmente ter sobre os outros quando agimos a partir de uma Energia mais elevada, porque é essa Energia que, invisível, irá tocar as pessoas à nossa volta. Porém, se agirmos a partir da mente, essa é a energia que será gerada, por muito eloquentes/verdadeiros/sinceros que achemos estar a ser. Quando a opinião que os outros têm sobre nós nos deixa devastados, então é porque nós próprios temos pouca Consciência de Quem Somos.

Se todos somos a Alma a viver uma experiência humana, algumas pessoas têm mais ou menos Consciência disso e quanto menos têm, mais impulsivas se tornam, porque estão mais dominadas pela parte humana, com todos os seus instintos primários. Se realmente temos interiorizada a Consciência da Alma, então quando alguém expressa uma opinião de nós que é negativa ou que achamos não estar correcta, iremos sentir Compaixão, porque essa pessoa não só não consegue ver quem nós realmente somos, como escolhe ter uma acção tóxica contra nós. Essa pessoa está num local muito escuro da sua viagem. E… é esta pessoa que precisamos desesperadamente que nos dê razão e nos veja como realmente somos?🤔

Caro/a leitor/a, eu sei que irá fazer como achar certo, mas essa necessidade que sente de que o/a validem e que as opiniões dos outros sejam positivas em relação a si só irá trazer-lhe dissabores e tristeza, e ainda por cima não estará a dar atenção à opinião que realmente importa: a SUA. O que é que acha sobre si, sobre a sua conduta, sobre a pessoa que é? E, se vê que essa opinião não é das melhores… então, quem é que realmente está a querer convencer quando precisa que os outros lhe dêem razão? Está a querer convencer os outros da sua integridade/bondade/altruísmo… ou é a si próprio que está a tentar convencer?

Largar o controlo é o mais difícil, mas é também o que nos liberta. Compreender e aceitar que o controlo dos outros não está nas nossas mãos. E, melhor do que isso, as opiniões dos outros não têm nada a ver connosco. São formadas a partir das suas próprias Inconsciências, dos seus Medos, filtros e experiências e pouco têm a ver com a Verdade de Quem nós Somos. Por isso, largar o controlo é aceitar que os outros irão ter as suas opiniões, quer fiquemos sentados quer façamos o pino. 😂

Nós, em contrapartida, quando decidimos largar esse controlo, podemos começar finalmente a dar atenção e foco à nossa própria Vida interna, a construir o nosso jardim, a embelezar o nosso interior. A tomar decisões e acções que mudem o rumo actual em que nos encontramos. É um processo gradual, onde todos os dias temos de nos lembrar de largar esse controlo e, à medida que o tempo vai passando, o nosso Foco muda e, de repente, o que os outros acham ou dizem, deixa de ter importância.

Mas, é preciso ter coragem para: largar o controlo, pedir ajuda à nossa Equipa Divina, e trabalhar para mudar a opinião negativa que temos acerca de nós ou de aspectos de nós. Somos profundamente amados por aqueles que não têm lado Sombra e que têm plena Consciência Divina: os Anjos, os Seres Divinos, a nossa Alma, Deus/Fonte. E, se nos abrirmos ao Amor Divino dentro de nós, e de nós para nós, essa Energia trará para as nossas Vidas outros Seres Humanos que estão no caminho da Consciência e que trabalham para compreender e agir segundo a linguagem do Amor.

A escolha reside em nós, sempre. ❤️

Muita Luz,
Sofia

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Que a Vida trabalhe para nós, não contra nós!

Uma das maiores queixas que ouço de pessoas que estão no caminho espiritual é: porque é que a Vida está contra mim? Projectos que falham, relacionamentos que desmoronam, familiares que “carregam nos nossos botões”, eventos que perturbam e causam medo (ou mesmo pânico), permanente confusão acerca das decisões a tomar…

Lembro-me há uns anos atrás quando fui a um concerto fantástico da Deva Premal, o companheiro dela (tanto profissional como romântico), o Miten, estava a dedilhar as cordas da sua viola e, num inglês provocador, contou uma história engraçada sobre ele e o filho e, a dada altura, disse “e como nós sabemos, o caminho espiritual é super fácil…”, e toda a gente naquela audiência rebentou a rir (eu incluída)🤣.

Sejamos francos, o caminho espiritual não é nada fácil. No fundo, é um caminho que nos leva constantemente à “luta” entre o lado humano, tridimensional, e o lado espiritual, multidimensional. Este contraste entre as duas forças, no fundo, a nossa Dualidade, é muito difícil de navegar no dia-a-dia. Porém, é mais difícil quando nos tornamos muito resistentes a ela.

Estes desafios apresentados no caminho espiritual podem trazer muito desgaste, se não tivermos algum cuidado. E, o maior desgaste de todos acontece quando nos convencemos (sentimos e dizemos a nós próprios) que a Vida nos é madrasta e que parece trabalhar contra nós. É a maior queixa que ouço e compreendo porquê.

De facto, somos confrontados com desafios difíceis e que, muitas vezes, remexem as nossas feridas, trazem ao de cima traumas e fazem-nos sentir toda a intensidade emocional que fechámos cá dentro. Lidar com isso e com tudo o resto a que temos de dar atenção pode tornar-se avassalador, se perdermos a perspectiva do que se passa. Se, ao longo do tempo, resistirmos muito a estes desafios, querendo constantemente fugir da realidade presente, o desgaste será enorme para o nosso corpo, a nossa mente e o nosso coração. A Vida não trabalha contra nós, na verdade, trabalha para nós, mas como todos nós sabemos… o que importa realmente não é a Verdade, mas sim a nossa percepção da Verdade… Ou seja, um determinado evento pessoal ou colectivo pode ser fantástico, mas se nós o percepcionarmos como sendo prejudicial, então esta percepção é aquela que vence na nossa mente.

Já todos ouvimos falar no conceito de “benção escondida”, que representa um evento que aparentemente é negativo, mas que irá gerar uma cadeia de reacções que, no final, irá servir para o nosso Bem. No fundo, a Vida é uma Benção escondida. Toda ela. E isto é um conceito extremamente difícil de aceitar, porque para muitos de nós, os desafios que temos confrontado desde que nascemos são muitos, variados e, muitas vezes, incompreensíveis. Porque é que a Vida é tão complicada para nós? Aí está uma pergunta sem resposta! Faz parte do Mistério do Universo e do Mistério da própria Vida. Eu não sei.

Posso sempre argumentar que é através dos desafios que crescemos, que amadurecemos e que aprendemos a separar os véus da Ilusão de forma a melhor compreender o que é o Amor, a Alegria, a Compaixão, a Paz… Mas, também sei de pessoas cujos desafios foram tão grandes, que não foram capazes de os ultrapassar. E, o que dizer das crianças que são maltratadas, sofrem abusos ou nascem com condições clínicas complicadas? Não sou arrogante para afirmar que sei porque é que a Vida delas lhes trouxe essas circunstâncias e sei (porque os Anjos me dizem) que há pessoas que lêem estes artigos, que nunca comentam, nunca mandam mensagem, são anónimos da cabeça aos pés, mas que passaram muito na Vida e são assaltados por dúvidas tremendas sobre isso. A terrível pergunta do “Porquê?”.

Quero dizer-lhe, caro/a leitor/a, que não tenho resposta para o “Porquê”, mas sei que esta Energia indefinível, imperscrutável, misteriosa, chamada Vida, desde o momento da sua primeira inspiração até ao momento da sua última expiração, é SUA. Inteiramente SUA, e os eventos e circunstâncias que lhe aconteceram não definem o seu Valor, o seu Merecimento, o seu Lugar aqui nesta Terra. Não sei porque existe o Mal neste planeta, mas sei que cada um de nós tem o Poder para escolher. E também escolher não usar os nossos traumas e limitações como justificação para acções prejudiciais para os outros e para nós. É difícil de aplicar, mas no fundo é simples.

Se as dificuldades internas são muito grandes, então procuremos ajuda. Já que outros antes de nós não o fizeram, sejamos NÓS a quebrar o ciclo da violência, da crueldade, da indiferença. Porquê? Porque esta Vida é SUA. E, por muitos males que tenha sofrido, a Vida continua a ser SUA e todas as decisões que toma gerarão mais Luz ou mais Escuridão para si e para os outros. Deus/Fonte irá amá-lo/a sempre, mas se fechar o seu coração, a Luz não consegue entrar. Quando sentimos cá dentro que já basta deste caminho de resistência, de violência, da crença de que a nossa Vida é madrasta, mesmo sem saber como ou para onde ir, podemos deitar os nossos fardos sobre o solo e, numa atitude de receptividade e, no fundo, de rendição, pedimos ajuda. E, a ajuda está lá sempre à espera que nós nos abramos a ela.

Sim, os desafios deste caminho são grandes… mas, já pensou que talvez sejam proporcionais à sua Força? É muito fácil tornarmo-nos duros, insensíveis e até cruéis neste mundo… mas, a sua Força, a sua verdadeira Essência, traduz-se em atravessar os desafios procurando as lições, sempre com o intuito de gerar mais Luz e Amor para si e para os que o rodeiam.

Com base nesta perspectiva, poderá olhar para os desafios passados e presentes da sua Vida como estando a trabalhar para Si e não contra Si. Talvez a Vida não trabalhe para os seus objectivos pessoais, se calhar há projectos terrenos, relacionamentos e ideias que ficam para trás, mas em todo esse caminho, os ensinamentos estão lá encerrados para que aceda a uma Sabedoria muito maior do que a sua Mente humana consegue compreender e que irá, eventualmente, gerar resultados que lhe permitam viver aqui de uma forma mais Presente e Alinhada. É a sua Alma que lhe sussurra constantemente ao ouvido para que largue a resistência e procure a Verdade de Quem é.

Se se permitir abrir a esta Sabedoria, viverá a sua Vida sendo, em simultâneo, Aluno e Mestre. O Mestre que ensina através do exemplo, sem imposições, e o Aluno que está em estudo permanente, com humildade, nesta Escola da Vida.

Muita Luz,
Sofia


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Onde está a Alegria?

Sim, é verdade! Escrevi há pouco tempo sobre este mesmo tema, mas aparentemente é algo de que nos esquecemos com frequência e por isso os Anjos querem relembrar-nos sempre que possível! 😆

Onde está a Alegria? A verdade é que somos pessoas diferentes, com diferentes gostos e ritmos e por isso aquilo que nos despoleta alegria pode ter contornos variados, consoante a personalidade de cada um. Há quem adore ficar enrolado numa manta a ler um entusiasmante romance, e para outros o ideal é terem o cabelo arrepiado durante uma vertiginosa viagem de montanha-russa. Somos todos diferentes.

Porém, a Alegria de que falamos neste artigo é um pouco mais profunda e importante, porque não é uma alegria despoletada pelo exterior, mas sim brota de dentro. Há muitas pessoas que me perguntam sobre a forma como podemos ter mais alegria ou mais tranquilidade na vida e a resposta não é de facto linear. Aliás, daquilo que tenho aprendido, por experiência própria e por observação dos outros, é que esta Alegria interna está intimamente ligada ao grau de evolução da nossa Consciência. Porquê? Porque a Alegria interna é esmagada quando vivemos, dia após dia (e ano após ano) a acreditar que somos apenas este corpo a navegar as estruturas da sociedade, e começa a ser libertada quando começamos a compreender Quem realmente Somos.

Só que (e aqui é que é a “chatice”, caro/a leitor/a), quando começamos a abrir-nos para o Ser Espiritual que somos, a nossa vida, de repente, parece-nos muito pequena. A vida, as pessoas, as conversas, a própria matriz da sociedade, os interesses que antes nos cativavam… parece que as coisas perdem o seu brilho. Isto acontece, porque, de repente, começamos a sentir quem realmente somos: a Alma. E, quando sentimos a Alma, sentimos também o cheirinho do sítio donde viemos, um sítio onde existe apenas Amor, Infinita Sabedoria e Conhecimento. E, de repente, a vida parece-nos minúscula, um infinito labirinto de possibilidades e nenhuma nos agrada.

Então, largamos a ilusão da euforia de outrora quando acreditávamos que era o exterior que nos daria esse sentido para a vida, seja pela progressão na carreira, casar, ter filhos, construir uma família/lar, ter mais dinheiro para diversão e ficamos com… nada. Presos num limbo em que o passado já não faz sentido, mas as possibilidades que temos na vida sabem-nos a pouco, de repente sentimos uma busca interna incessante, voraz e permanentemente insatisfeita com o estado das coisas. Ganhamos também alguma impaciência, porque o timing de manifestação neste reino material é leeeeeento, supeeeer leeeeeento… Começamos a achar que há algo de errado connosco, não devemos andar a fazer o caminho espiritual como é suposto, porque em vez de nos sentirmos melhor… sentimo-nos pior do que antes!

Mas, é neste ponto, caro/a leitor/a, que as coisas se podem tornar interessantes… Se conseguirmos retirar-nos da frustração que sentimos e dissermos à nossa mente para parar de andar em círculos constantemente a perguntar “como é que saio daqui?!”, podemos começar a dar passos em frente na direcção a Nós próprios, à nossa Alma. Até parece que vos ouço, caros/as leitores, a revirar os olhos e a suspirar por lerem novamente a expressão “em direcção a Nós próprios”, porque afinal o que é essa coisa de “Nós próprios”? Essa coisa de “Nós próprios” é a tal meta que devemos ter durante a vida, mas que nunca alcançaremos verdadeiramente. Oh, pronto, agora é que compliquei tudo! Então, se nunca vamos alcançar, para quê dar-nos ao trabalho? Porque é o trabalho que viemos cá fazer. 😉

Este caminho de volta a Nós é o caminho da Espiritualidade, porque é o caminho da Dualidade de um Ser Humano a caminhar em direcção ao Uno, ao Todo. Este caminhar, gradual e por vezes tortuoso, é uma Escola de aprendizagem em que vamos subindo de nível sem nunca realmente alcançar o topo. No momento da nossa morte, recebemos o canudo de “final de curso” pelo nível que alcançámos, mas mesmo que vivêssemos 600 anos e apesar de termos podido subir muito mais de nível do que quem viveu 80, nunca iríamos chegar ao tecto. Há sempre potencial para mais, para maior expansão.

Então, se já “sabemos” que nunca iremos alcançar essa tal “meta”, porque é que sentimos esta tremenda impaciência? Porque é a nossa mente, o nosso corpo, a reagir quando começa a lembrar-se de quem realmente É do outro lado. As nossas células, à medida que se abrem à Energia Divina, acordam e lembram-se dessa realidade para a qual andávamos adormecidos. Então, é como se se lembrassem de que são autênticos Hércules com capacidades divinas infinitas, mas presos dentro de um corpo da Olivia Palito que tem de cozinhar, lavar a roupa e limpar ranho dos narizes dos filhos. É como se fosse um choque de realidades, do qual nem sempre estamos conscientes, mas que ocorre em todos os momentos.

É preciso parar, respirar e compreender o processo que se passa connosco cá dentro de modo a não entrarmos numa verdadeira depressão por tudo aquilo que não conseguimos fazer neste reino material, quando queremos. O primeiro passo é a Aceitação. Acreditem, eu sei como é difícil, mas o primeiro passo é a Aceitação. E, a Alegria verdadeira está de mãos dadas com a Aceitação. Sabe porquê, caro/a leitor/a? Porque é importante lembrar-nos a cada momento que escolhemos vir para cá. Apesar de sabermos como este mundo é difícil, como a experiência humana é tantas vezes dolorosa, confusa e incompreensível, escolhemos vir para cá, porque a nossa Alma sabe que o seu papel aqui é de extrema importância.

Nem todos temos vocação nem chamamento para nos dedicarmos à luta noutros países ou certas áreas profissionais, mas isso não significa que, à nossa medida e dimensão, não sejamos guerreiros/as a estudar uma das disciplinas mais difíceis do Universo: a experiência humana aqui na Terra. Porque Somos. E, a Alegria que brota de dentro não tem (e não deve realmente) depender do exterior, do status, da conta bancária, quão fácil ou difícil é o nosso dia-a-dia, ela deve brotar desse conhecimento profundo de que somos a Alma, estamos aqui para fazer este estudo profundo sobre a Vida, a Energia, independentemente das exigências da sociedade ou das construções exteriores.

A Alegria de Saber que, apesar de ser muito difícil, tivemos a CORAGEM de vir para aqui, de conhecer certas pessoas, de passar certas experiências e essa CORAGEM continua cá dentro, mesmo quando não a sentimos e duvidamos de nós (o que também é normal numa experiência humana, essa dúvida). A Alegria de reconhecer o que temos, neste momento, na nossa vida, de sentirmos essa gratidão, mesmo quando temos muitos outros aspectos que nos causam dor.

Porque esta experiência humana, essa mescla de vitórias e fracassos, de dores e prazeres, de enganos e epifanias, é a verdadeira Escola e nós somos os Alunos. Por isso, o caminho de volta a Nós é, na verdade, a Escola de Aprendizagem sobre o que é realmente o Amor, a Alegria, a Paz, a Alma, Deus/Fonte. E, à medida que nós, humanos, evoluímos, o tecido energético da Terra evolui connosco. Compreende, caro/a leitor/a, a importância que a sua Vida tem aqui? É que você, com todos os seus altos e baixos, vitórias e fracassos, limites e percepções, no fundo, a sua evolução, é o que determina a própria evolução da Terra, é o que irá determinar o grau de evolução das gerações que virão depois de si, muito depois da sua morte.

Comece a ver a sua Vida, e a sua experiência aqui, como algo muito mais profundo do que aquilo que a sociedade normalmente reconhece como sendo as qualidades do cidadão exemplar. Você é muito mais do que isso e veio cá para transformar a Terra, com o seu contributo, com a sua Aprendizagem nesta Escola! Pense nisso e permita sentir Alegria por ter decidido vir para cá da próxima vez que suspirar porque não lhe apetece lavar a loiça 😉

Muita Luz,
Sofia


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A Intelectualização do Mal em nome da Paz

Faz parte de nós, não há forma de o contornar. Reconhecer que existe em nós essa vibração baixa e, por isso mesmo, um potencial para manifestarmos o Mal, é o primeiro passo para pararmos de permitir que nos manipule.

Falo muito sobre os Anjos, a Alma, a Fonte/Deus e o Amor, porque é essa a vibração que quero projectar nos artigos e nas demais comunicações, porém não devemos passar uma borracha sobre uma realidade que existe, está aqui e tem raízes em cada um de nós. Porque é que não falo muito neste lado sombra? Porque, regra geral, irá suscitar Medo e isso é algo que não quero promover. Gostaria que o/a leitor/a pudesse ler este artigo com discernimento e não com a reactividade de quem não quer sequer ouvir falar de um assunto, porque lhe causa horror. Se sente que não é capaz neste momento de ler sobre a experiência humana do ponto de vista da Dualidade, não se obrigue a fazê-lo. Deixe este artigo de lado, marque-o para ler mais tarde ou nem sequer o ler. Se sente que não é o momento, não force.

Para aqueles que ainda aqui estão, gostaria que lessem este artigo com uma mente aberta e um coração aberto. Não se trata de colocar culpas em cima de nós nem de criar ressentimentos ou remorsos, trata-se sim de uma comunicação honesta sobre a experiência humana interna. Não irei entrar em demasiados detalhes, porque isso tornaria o artigo muito moroso e difícil de mastigar, mas gostaria de me focar no momento presente para falar sobre a intelectualização do Mal.

Quando é que permitimos em nós, e nos líderes do mundo, esta intelectualização do Mal? Quando o fazemos em nome de valores elevados, como o da Paz e da Defesa (geralmente dos “bons” contra os “maus”). É a intelectualização do Mal e do Horror, porque aceitamos que se executem acções que, doutro modo, nunca aceitaríamos. Fazemo-lo porque estamos petrificados pelo Medo e por aquilo que pode acontecer. Então, olhamos para cima, para os nossos líderes, que têm o dever de nos defender, e damos-lhes o nosso aval para fazerem o que é necessário. Colocamo-nos num dos lados da trincheira, permitimos que vilanizem o outro lado, chamem nomes, persigam, digam “Eles não são iguais a nós”, ou seja, desumanizamos os outros, de forma a nos ser mais fácil aceitar actos de violência e agressão.

Aquilo que se passa à escala global não é mais do que uma representação do Ser humano a viver a sua Dualidade. Uma vivência da Dualidade onde se dá primazia a valores que criam mais violência e miséria no mundo acreditando que gerarão Amor e Justiça. A nossa mente faz esta intelectualização, diz que é um mal necessário, que doutra forma não poderemos ter Paz. Porém, para quem queremos ter Paz? Para nós próprios, a nossa família, os nossos amigos, os nossos compatriotas, quem partilha da mesma religião, o nosso cantinho na Terra, etc… no fundo, aquilo que consideramos ser o nosso “clã”? Ou, quando falamos em Paz, queremos para todos? Todos os Seres humanos, sem excepção?

Caro/a leitor/a, é importante começar a ter noção da nossa própria infantilização. A maioria das pessoas vive um estado de infantilidade num invólucro de adulto, muito promovido pelas instituições e cultura onde cresceu. Estamos sempre à espera que nos digam o que fazer, o que pensar, o que sentir. Chegamos ao extremo de aceitar a censura como algo benéfico, como se fosse bom que “grupos selectos” decidam os conteúdos que devemos nós consumir, porque eles são os “bons” que nos protegem contra os “maus”.

Caro/a leitor/a, não acha que já chega desta ausência de Poder pessoal? Quando vai chegar o momento em que vai dizer a si próprio “Eu sou a Alma, tenho um propósito mais elevado, é suposto vir trazer mais Luz à Terra e por isso sou um receptáculo para a Energia Divina que me vai transmitir a Sabedoria da Fonte/Deus”? Em vez de ficar petrificado/a de Medo a acreditar quando lhe dizem que é fraco/a, tonto/a, ignorante, que precisa que lhe dêem a mão e o/a levem ao colo? Não estou a menosprezar o Medo que sente dentro de si, porque sei como pode ser forte e difícil de ultrapassar, mas basta apenas um momento de claridade em que decide de parar de colocar o seu próprio Poder nas mãos dos outros.

Não lhe parece cada vez mais difícil de engolir a ideia de “guerra necessária” ou “guerra ética” ou “guerra para ganhar a Paz”? Não lhe parece um conceito estranho que, de um dia para o outro, se decida que um grupo inteiro de pessoas seja inferior a todos os outros e que já não mereça respeito, consideração e dignidade? Que em poucos dias são eles os vilões e nós é que somos os bons? Não lhe parece sempre a mesma história que vemos nos filmes, séries, livros em que há o lado do Herói e o lado do Vilão? Sabe porque é que, apesar de a intelectualização do Mal que a Mente faz, e apesar de essa intelectualização “fazer sentido”, o coração faz aquele “apertozinho” quando assiste a estas situações? É porque o coração sabe que nada de bom será obtido através da agressão, da censura e da imposição. Nada.

Se observarmos o que acontece à escala global como representação da Dualidade que existe em todos nós, poderemos começar a reconhecer cá dentro essa mesma Dualidade. Se está no caminho espiritual, então é porque é uma pessoa que faz muita introspecção. É naturalmente observador e procura respostas dentro de si e através da Vida sobre o Amor, a Espiritualidade e tudo o que o/a rodeia. Quando está perante situações emocionais difíceis com outras pessoas, se escolhe o caminho da imposição e da agressão, o que é que irá obter?

Todos nós, de uma forma ou doutra, temos até a experiência de executarmos acções com a melhor das intenções, mas cuja expressão dessas acções não gerou os melhores resultados. Porquê? Porque até a causa mais nobre será sempre influenciada pela forma como é expressa. Sempre. Eu posso estar a pensar em Amor, mas se a expressão desse Amor é feita através de gritos e acções agressivas, o Amor não estará lá expresso. A intenção original foi contaminada e o seu potencial foi manipulado para projectar vibrações baixas.

Há aqui um ensinamento que é importante integrar em nós: para a Energia, não interessa qual é a causa ou se temos razão, a única coisa que importa é a Vibração da Energia projectada.

Nós, o nosso corpo/mente, é como um enorme processador de emoções, ideias, convicções, valores, etc., que irá expressar-se consoante o grau/nível da nossa Consciência Divina. Se a nossa ligação ao Divino, feita através do coração, for frágil, então seremos manipulados pelo lado sombra da nossa Dualidade onde residem os impulsos através do Medo e das Paixões impulsivas. Iremos sempre sentir essas pulsões, porque a Dualidade existe em nós, mas se as reconhecermos e tivermos uma ligação forte à nossa Alma, essas pulsões sombra serão transmutadas e sublimadas em vibração elevada.

É por isso que os Anjos insistem tanto na progressão espiritual, no amadurecimento das nossas emoções e na integração da Alma. É porque essa evolução é a nossa porta para a verdadeira Sabedoria que nos permite romper as ilusões do mundo e das vibrações baixas. Elas continuarão a existir, mas as nossas percepções serão superiores a elas simplesmente porque temos acesso a uma Energia superior e inesgotável: a da Fonte/Deus através da nossa Alma.

Num dos artigos recentes que escrevi no blogue (Viver uma Espiritualidade Sincera), falei sobre a Espiritualidade Utilitária, ou seja, uma Espiritualidade que pergunta sempre “, se fizer isto/aquilo, o que posso obter para mim?” e que é uma forma de viver o caminho espiritual muito limitada e compartimentalizada, porque transforma a ligação Divina numa espécie de relação laboral em que obtemos “recompensas” por tarefas executadas. Mas, para além disso, esta Espiritualidade Utilitária cria também uma visão separatista em que os valores da Alma aplicam-se apenas a algumas áreas da vida ou circunstâncias. Não se aplicam a todas as situações, porque quando estamos consumidos pelo Medo, então a intelectualização do Mal faz-nos sentido, por uma questão até de auto-preservação e controlo.

Quero concluir este artigo, caro/a leitor/a, não para impôr uma visão pessoal, mas para o/a encorajar a reflectir sobre si próprio, honestamente. O que significa para si Amor Incondicional? O que significa para si a Espiritualidade, essa busca do Amor, da Paz e da Verdade? Pertence apenas a alguns momentos do dia ou fases da sua Vida, é relevante apenas quando as circunstâncias do quotidiano ou do mundo parecem ser as certas ou é algo sempre presente, sempre importante, sempre central? Seja honesto/a consigo, sem culpas, ressentimentos ou reactividades.

Procure bem dentro de si a Verdade do que é realmente o Amor. Os Valores da sua Alma não são empecilhos, são aquilo que o/a irá salvar dos Castelos da Ilusão que insistem que você, caro/a leitor/a, não é mais que um grão de areia insignificante e ignorante. Não é. Mas, é preciso que o diga a si próprio, continue a caminhar na direcção da Alma e que se permita abrir à Sabedoria Divina que está cá para todos. O seu Anjo da Guarda está consigo a ajudá-lo em cada momento a encontrar a sua Verdade Interior, permita que ele o/a ajude a abrir esse caminho de volta à sua Alma e aos valores verdadeiros do Amor, da Paz e da Compaixão.

Muita Luz,
Sofia


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Não Esquecer o Amor

Parece um título óbvio e desnecessário, mas na verdade é muito importante! É daquelas afirmações que não são tradicionais, porque é construída na negativa com o uso do “não” (geralmente, afirmações são frases positivas), mas é algo do qual nos devemos lembrar todos os dias.

Nós, humanos, mesmo os melhor intencionados, temos aquela terrível tendência de compartimentalizar tudo. Numa categoria, colocamos “x”, na outra colocamos “y”. Dividimos a nossa vida da mesma maneira: das tantas às tantas, sou funcionário/empresário; depois, sou motorista e vou buscar os miúdos à escola; sou cozinheiro/a para aplacar as feras famintas da família; sou o/a senhor/a da limpeza que deixa (ou tenta deixar) tudo num brinco; sou atleta quando vou ao ginásio; sou jibóia quando me afundo no sofá e esqueço o mundo; algumas semanas do ano sou livre, porque estou de férias; sou um/a sonhador/a quando imagino cenários em que faço aquilo que gosto, mas que não acredito poder alcançar… e, tantas outras categorias. Esta visão separatista da vida expressa-se até na medicina tradicional, onde tratamos as pessoas “às postas”, por secções como se fôssemos o IKEA.

É claro, caro/a leitor/a, que eu sei que se esforça imenso para viver uma Espiritualidade integrada, até porque sabe melhor do que ninguém os custos que colhemos quando vivemos num carrossel infinito sem prestar atenção ao que nos rodeia. O nosso corpo, incluindo a nossa mente, mais tarde ou mais cedo, irá mostrar sinais (mais ou menos violentos) da negligência a que é submetido. E, nesses momentos, torna-se muito difícil continuar a ignorar. Comprometemo-nos então ao caminho espiritual, tomando acções que nos ensinam a tratar o corpo, a mente e o coração de forma diferente e mais estreita. Compreendemos a importância do relaxamento, da redução do stress, da alimentação equilibrada, dos relacionamentos saudáveis, etc… Lemos livros, executamos práticas, implementamos estratégias no nosso dia para conseguir integrar cada vez mais a Espiritualidade. Ao escrever estas palavras, até ouço os Anjos às gargalhadas! Não estão a gozar connosco, acham sim piada à forma como olhamos para nós e a vida.

Eles sabem que nada está separado. Uma parte de nós influenciará sempre o Todo. Se me sinto exausto, de pouco servirá motivar-me e esforçar-me imenso para ir fazer uma sessão de cardio intensa durante 2 horas no ginásio do bairro. Se o corpo está exausto, vou contrariá-lo e puxar por ele ainda mais? Só o faço, porque em vez de aceitar o momento em que estou, ponho-me a pensar que há três dias que não me mexo e ainda comi aquele bolo que não devia ter comido e depois atormento-me com a ideia de aumentar centímetros quando ainda o mês passado me tinha “portado tão bem”… E, há imensos exemplos deste tormento auto-infligido em todas as áreas da nossa vida. A Culpa é o estado de espírito mais constante nas pessoas da actualidade. Culpa por fazer e culpa por não fazer. Este estado de sobrecarga mental, em que sentimos permanentemente que nada do que fazemos é suficiente, cria um stress monumental para nós próprios. E, por muito que consigamos compartimentalizar a nossa vida, é este estado mental fragmentado e exausto que irá permear tudo aquilo que fazemos.

Porque nada está separado, mesmo quando nos convencemos de que está. E é por isso que já assisti (e continuo a assistir) a tantos terapeutas que trabalham afincadamente para desenvolver os seus dons, executando práticas cada vez mais complexas quando no final de tudo, esqueceram o que é mais importante: Não Esquecer o Amor. Vejamos: de que me serve ir ao ginásio todos os dias se de cada vez que me vejo ao espelho só detecto aquilo de que não gosto, aquilo que ainda quero mudar? E, de que me serve querer mudar de vida profissional se continuo a achar que o sucesso só é alcançável com terríveis sacríficios? Se penso que a vida é um grande novelo que só me trará dores e dificuldades, de que me serve mudar de casa/país/vida? Esse estado interno emocional e mental irá seguir-me para qualquer mudança que eu faça, seja ela qual for. Porque nada está separado!

Igualmente, de que me serve sorrir constantemente até os ossos doerem se por dentro a minha mente acha que os outros são todos imbecis/maus/degenerados? Ou se, por outro lado, acredito que eu sou imbecil/mau/degenerado…? Olhemos primeiro para dentro, bem para dentro, caro/a leitor/a, e perceber o estado em que nos encontramos. Lembrar de não esquecer o Amor. O Amor por nós e pelos outros. Existem ferramentas e ensinamentos fantásticos na prática espiritual para nos ajudar a desenvolver os nossos dons, a amadurecer as nossas emoções, a trazer sabedoria para a mente, mas nenhum deles irá gerar resultados sólidos e reais se nos esquecermos do essencial.

Porque, neste caso, todos os caminhos podem não levar-nos a Roma, mas é bom que desemboquem no Amor. Caso contrário, irão encaminhar-nos para o caminho do Medo em que só existem restrições, receios de não sermos suficientes, sacrifícios atrozes, no fundo, um ascetismo ignóbil disfarçado de “caminho espiritual”. Quanto mais difícil, sóbrio, disciplinador for o caminho, melhor. Só que não… Porque um dos maiores ensinamentos que os Anjos me passam é a Sabedoria do Riso e da Leveza. Porque um coração pesado é um coração aprisionado. E, um coração aprisionado vive cheio de terror sobre o que poderá acontecer. No fundo, vive cheio de terror da Vida.

E esta é a maneira de viver de muitos de nós, de tal forma que já nem nos apercebemos disto, porque já estamos muito habituados. Contudo, há uma excelente forma de perceber se vivemos com o coração aprisionado. É pensar quantas vezes, em média, rimos às gargalhadas (daquelas que quase não conseguimos respirar) sem motivo nenhum. Aquele riso fácil, que abana o corpo todo e não quer saber se alguém está a olhar. E, pensemos, por contraste, quantas vezes sentimos um peso no peito e na cabeça que só com muito esforço conseguimos sacudir (e nem na totalidade)…

Nada está separado. O Amor é a Força da Vida. É o Amor que nos traz de volta à presença do momento. E, uma boa forma de implementar essa Energia na nossa vida é ponderar se, na acção que estamos a pensar tomar, estamos a fazê-lo por Amor. Vou ao ginásio, porque é uma obrigação ou vou ao ginásio porque é uma oportunidade de me conectar ao meu corpo e dar-lhe Amor através do movimento? Faço esta refeição para a minha família, porque é minha obrigação ou porque me dá uma alegria imensa dar-lhes Amor através da comida? Estou a fazer este curso, porque acho que assim as pessoas me irão respeitar mais ou faço-o porque quero aprofundar o meu conhecimento e poder contribuir mais e melhor para mim e o mundo? As acções não têm de mudar forçosamente, mas a nossa percepção delas é que cria a diferença!

Não Esquecer o Amor.

E, acrescento ainda para se lembrar também, caro/a leitor/a: o seu Anjo da Guarda está sempre consigo. Porque não começa neste momento por lhe dizer um “olá” em voz alta e fá-lo todos os dias em que acorda de manhã? O seu Anjo da Guarda vive junto a si e está sempre pronto a ajudar, mesmo em momentos em que precisa apenas de um conforto ou de um confidente. Peça para lhe enviar sinais sobre quais os melhores passos a seguir. Não precisa de caminhar sozinho/a, porque nunca foi suposto fazê-lo sozinho/a. Viemos cá como parte de uma Equipa enorme que existe para nos lembrar de que estamos sempre todos ligados! Não existe separação, nem dentro de nós nem fora de nós. A realidade é a União. União no Amor e através do Amor.

Muita Luz,
Sofia


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Viver uma Espiritualidade Sincera

Neste artigo, quero falar-lhe, caro/a leitor/a, de forma franca sobre o caminho espiritual. Não falarei de todos os aspectos, porque isso resultaria numa tese de doutoramento😜, mas há um aspecto que acho ser essencial.

De há uns anos para cá que se tornou comum equiparar o caminho espiritual ao sucesso material, e não me refiro apenas ao dinheiro, refiro-me ao sucesso no reino material. Este sucesso pode variar de pessoa para pessoa, consoante os seus desejos, mas regra geral tem de incluir os seguintes elementos: riqueza financeira, profissão com uma forte componente espiritual que dá um propósito à nossa vida e saúde física fabulosa e permanente (sem vícios ou desejos de chocolate/batatas fritas/outras malandrices). Depois destes aspectos estarem estabelecidos vêm os aspectos secundários, mas não menos importantes: estabilidade (quase) perfeita da parte emocional/mental, relacionamentos saudáveis e equilibrados, um relacionamento romântico com a alma gémea, saber exactamente qual é o nosso propósito divino, felicidade estonteante todos os dias, entre outros.

Todos estes aspectos que compõem a retórica dos livros/gurus/mestres espirituais da actualidade podem parecer pintar um quadro muito bonito e atraente, mas na realidade colocam uma fasquia tão alta e ilusória que acabam por derrotar o seu propósito original. Nós, consumidores desta retórica, vamos colando em nós conceitos espirituais que contêm em si os objectivos que enumerei acima e convencemo-nos de que é por eles que devemos lutar.
E, quando os dias se transformam em anos e nós, consumidores e seguidores, não vemos esses objectivos concretizados nas nossas vidas começamos a “inventar” justificações para tal: ou não somos talhados para o caminho espiritual, porque não compreendemos/percepcionamos o reino sobrenatural ou então convencemo-nos de que não temos as qualidades emocionais/mentais necessárias para atingir esse tal sucesso soberbo de que nos falaram existir. Achamos que temos demasiados vícios/defeitos de personalidade ou demasiados traumas e é por isto que a fórmula fantástica que nos apresentaram não funciona connosco.

Passemos então à parte franca deste artigo. Caro/a leitor/a, respeito a sua soberania de discernir o que é real e não é, e longe de mim querer impôr-lhe a minha visão, mas da minha experiência, devo dizer-lhe que estes objectivos são uma miragem. É uma miragem, porque falam dos aspectos da vida que normalmente atormentam as pessoas e alimentam a ilusão de que o caminho espiritual lhes trará as soluções (quase milagrosas) para eles. Se executarmos técnica “x”, se seguirmos o método “y”, se aplicarmos um conjunto de regras/condutas estruturadas, então as soluções virão. O problema é que estes objectivos, e subsequentes estratégias para os manifestar, são elaborados a partir de um olhar superficial sobre o Ser humano, a Espiritualidade e a Vida.

As preocupações que nos atormentam são superficiais, não por serem fúteis ou inválidas, mas porque só vêem a superfície da situação e não nos permitem ver mais longe dentro de nós. Criam uma associação entre a nossa infelicidade e as circunstâncias que vivemos. Ligamos a nossa infelicidade àquilo que achamos que falta na nossa vida. Não nos sentimos felizes, porque não temos o corpo que desejamos ou o emprego que queremos, o estilo de vida que precisamos, achamos tóxicas as pessoas à nossa volta, etc. Sentimo-nos presos dentro da nossa vida e a retórica espiritual de que iremos encontrar as soluções para estas agonias torna-se muito atraente, eu diria até “viciante”.

Convido-o a reflectir, caro/a leitor/a, sobre a quantidade de vezes por dia que se atormenta com aquilo que falta na sua vida. Pense agora há quanto tempo é que isto acontece. Talvez as circunstâncias tenham mudado ao longo dos anos e as causas das preocupações sejam ligeiramente diferentes, mas na verdade, resume-se tudo ao mesmo: há sempre uma ansiedade latente e permanente sobre os desafios que surgem na sua vida. Estes desafios tornam-se agonias que o/a atormentam a (quase) todas as horas do dia. Não é de admirar que quando entra (e continua) no caminho espiritual seja guiado por essa miragem e, a cada ano que passa, se sinta cada vez mais desolado/a de ainda não ter conseguido alcançar as metas que estabeleceu para si.

A questão aqui é mais simples do que se possa imaginar: o que é necessário é uma mudança de perspectiva. Em vez de focarmos a Espiritualidade em objectivos superficiais, vamos colocá-la na posição onde ela realmente pertence: um mapa para caminharmos de volta a Nós. É disso que se trata. Porque sejamos francos, caro/a leitor/a, o que é que realmente deseja na sua vida? Mais dinheiro? Segurança? Roupas giras para um corpo fantástico? Sentir um propósito de vida? Saúde física? Emoções equilibradas? Aquela pessoa especial? Por mais estranho que possa parecer, não é nada disto que desejamos, porque quando obtemos alguns destes desejos (e pessoas que o fizeram, podem confirmá-lo), mais tarde ou mais cedo, iremos voltar a sentir aquele vazio e ânsia de partir em busca de outra coisa.

Na verdade, se reflectir profundamente, o que todos buscamos resume-se a uma palavra: Paz. Aquela verdadeira Paz que, em menos de 1 segundo, nos permite relaxar o corpo completamente, calar a mente, e viver plenamente o momento presente, sentindo alegria no nosso coração e o gosto de estar vivo, mesmo que tudo caia à nossa volta. É isso que buscamos, é essa Paz. A Paz que nos permite sentir Esperança e Confiança na Sabedoria da Vida. A Paz de quem sabe que é a Alma, que está ligada ao Todo, que é profundamente amada seja qual for a sua história pessoal. Uma Paz que fala connosco através do Silêncio, lembrando-nos a cada momento de Quem Somos e do Potencial que reside em Nós. Uma Paz que nos permite sentir as presenças de Seres Divinos à nossa volta e a profunda Felicidade que isso traz. A Paz que nos faz dar gargalhadas sem motivo nenhum.

Porém, quando a nossa perspectiva é associar essa Paz a circunstâncias externas, quando a Vida nos corre “bem”, estamos “bem”, quando não corre, já estamos mal, iremos viver uma Espiritualidade utilitária. A Espiritualidade vendida actualmente é comercial e utilitária, porque coloca os seus consumidores a fazer a mesma pergunta uma e outra vez: de que forma é que “isto” me pode ajudar a obter o que desejo? E esta forma de viver a Espiritualidade não só é ilusória, como pode tornar-se prejudicial, porque irá sempre meter à frente da nossa cara tudo aquilo que ainda não concretizámos nesta vida, tudo aquilo que desperdiçámos, tudo o que não está “bem”. E o caminho espiritual torna-se um caminho de espinhos em que nos tornaremos tão sérios, tão sóbrios e tão “focados” que nos esqueceremos da simplicidade de um sorriso, de uma brincadeira ou da leveza de respirar sem contracções. É um caminho espiritual que nos aprisiona, porque afunila a nossa visão para objectivos muito específicos e que nos mantém um olhar superficial sobre a Vida e Nós próprios.

Na verdade, o caminho espiritual apresenta-se como uma forma de nos ensinar a manifestar aqui, na Terra e através de um corpo humano, os preceitos da Alma. E trabalhar continuamente a nossa parte humana para integrar esta energia e ensinamentos da Alma é algo que faremos a vida inteira. Quer aceitemos isso, quer não. Como disse anteriormente, respeito a sua soberania para discernir o que é real e não é, mas posso dizer-lhe, com franqueza, que insistir numa Espiritualidade utilitária irá apenas trazer-lhe mais tristeza e vazio, porque está a esforçar-se demasiado para atingir objectivos que não têm qualquer interesse para a Alma.

E, quanto mais caminhar em direcção à sua Alma, mais Ela lhe irá mostrar aquilo que é realmente importante e, se se entregar a esta busca e a esta viagem, irá verificar que a sua Vida se transforma para o/a colocar no sítio exacto onde é mais preciso/a. E, à medida que larga esses objectivos e se foca no caminho de volta a si, irá ver que tomar decisões acerca da sua saúde e do seu estilo de vida se irão revestir de confiança e de sincronia. Porque a transformação faz-se de dentro para fora e não de fora para dentro, tal como o material é moldado a partir da energia interior. Quando o interior se expande, as possibilidades para o exterior expandem também.

É uma mudança de perspectiva. É mudar o paradigma da pergunta “o que posso obter se fizer isto?” para a afirmação “Alma, mostra-me o caminho”. São abordagens completamente diferentes e o caminho espiritual, se tivermos de o resumir numa só palavra é, na sua essência, muito simples, na verdade é só isto: Entrega. Porque se formos sinceros na nossa abordagem, a declaração “Alma, mostra-me o caminho” requererá sempre o mesmo: Entrega. Onde quer que a Vida nos leve.

Entramos no comboio sem saber para onde ele vai e não saltamos pela janela a cada imprevisto 😉

Muita Luz,
Sofia


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Alegria e Boa-disposição quando estamos carrancudos!🤣

A Energia Divina é sempre muito criativa e tem uma particularidade engraçada: é muito bem-disposta 😄

Isto é algo difícil para nós compreendermos, porque em momentos difíceis só queremos alívio daquilo que nos oprime, levamos as nossas dificuldades muito a sério e não queremos “ver” nem “sentir” Seres à nossa volta a fazer piadas 🤣Aliás, a expressão que Eles utilizaram neste momento foi “fazer macacadas”!😅

Como humana que sou, percebo a nossa perspectiva, porque quando estamos zangados, irritados, frustrados ou tristes, queremos que o exterior valide os nossos sentimentos. Levamo-nos muito a sério, as nossas dores são sérias, o nosso sofrimento também.

Se alguém estiver a fazer piadas, vamos levar a mal, porque de alguma forma achamos que não está a validar os nossos sentimentos, não está a VER o nosso sofrimento e está a descartá-lo como algo sem importância.

De facto, quando queremos desabafar com alguém ou quando estamos em baixo, ver outra pessoa a lidar com isso com leveza ou como se fosse algo pouco importante vai ferir-nos. Precisamos que alguém veja o que sofremos e nos dê algum conforto.

Compreendo isso muito bem e posso dizer-lhe, caro/a leitor/a, que em muitas ocasiões quando realmente há muito sofrimento envolvido, os Anjos e outros Seres rodeiam a pessoa com uma Energia muito delicada e de conforto.

Porém, na grande maioria dos casos, somos nós a fazer uma grande tempestade de algo que não tem realmente que tomar aquelas proporções. Nestes casos, a Energia Divina irá fazer essas macacadas e irá rodear-nos dessa energia de Alegria.

Não é para nos ferir, mas sim para nos ajudar a sair desse tremendo “drama” em que nos enfiámos. Como humanos, temos uma tendência imensa para achar que algo é um molho de bróculos quando, na verdade, não o é. Começar a mudar o nosso olhar sobre aquilo que nos acontece, vai ajudar-nos a ter uma margem interior muito maior para aquilo que a Vida nos traz.

Não significa que não estejamos a sentir ansiedade ou nervosismo, não significa que isso não nos traga sofrimento. Claro que estamos a sofrer, mas sofremos porque estamos em circuito fechado sobre nós próprios com uma Mente agonizante que nos atormenta com coisas que, de facto, não têm assim tanto peso.

O caminho não passa por invalidarmos os nossos sentimentos, pelo contrário, é importante reconhecer que eles existem. Mas é possível reconhecê-los ao mesmo tempo que observamos a situação e percebemos que estamos a reagir de forma exagerada.

Rirmos de nós próprios é uma excelente qualidade a desenvolver. A Energia Divina traz essa boa-disposição, essa esperança de que, apesar da forma como nos sentimos neste momento, esse estado de espírito é passageiro. Se não nos levarmos demasiado a sério e cultivarmos um olhar mais baseado na observação e não na reactividade, começaremos a permitir que a Energia Divina mude o nosso estado emocional.

O contacto com a Energia através de caminhadas na Natureza, meditação, de sessões terapêuticas ou mesmo através de actividades de que gostamos é vital (e não é secundário) para começarmos a abrir-nos para a Vida com boa-disposição e Alegria! 😊

Navegar uma tempestade com companheiros alegres e nós próprios confiantes é infinitamente mais fácil e prazeroso do que estarmos todos muito sombrios, sérios e a pensar sempre no pior cenário!

A Alma é Alegria, vamos permitir que ela nos ensine a Viver essa Alegria todos os dias ❤️

Muita Luz,
Sofia


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A Esperança é o nosso Farol

A Energia da Esperança é muitíssimo desvalorizada. É considerada a “última a morrer”, mas na maioria das vezes passamos os nossos dias com esta energia já moribunda… ainda não morreu, mas quase!

A Energia da Esperança é muito mais importante do que pensamos, ela é aquela que nos ajuda a ver onde está a Luz, porque funciona como farol. E, termos um Farol é vital quando estamos no meio de tempestades. Sem isso, continuaremos à deriva a sentirmo-nos cada vez mais desesperados. Cada pessoa vive os seus problemas de forma muito intensa e cada um enfrenta desafios diferentes. Porém, temos algo comum a todos: no meio do nosso mar revolto, temos mais tendência para nos guiarmos pelo Medo do que pelo Amor.

E Amor é Esperança. A Esperança serve para nos ajudar a navegar, ajuda-nos a lembrarmo-nos de que Somos mais do que apenas este corpo, este quotidiano, os nossos planos logrados, as nossas opiniões acerca de nós ou dos outros. A Esperança leva-nos de volta a Nós quando já nos desviámos tanto que nos sentimos desesperar.

Toda a minha vida lidei com a Energia, na grande maioria das vezes, energia de baixa vibração. Era esse o caminho que tinha de trilhar, compreender o seu funcionamento para um dia mais tarde poder auxiliar outros. E, posso dizer-lhe, caro/a leitor/a, que um dos principais ataques da vibração baixa é precisamente à Energia da Esperança. Fazem-no porque sabem que sem isso, o Ser Humano começa a definhar. Pode não ser logo, mas lentamente murchará como uma flor sem água.

É por isso que a Mente trabalha para nos tornar a vida muito árida, seca e rígida, porque uma das coisas que mais mata a Esperança é acreditar que tudo o que Existe é tudo aquilo que já conhecemos. E, se aquilo que conhecemos é árido, seco e rígido… então, a Vida deixa de ser uma dádiva para ser uma sentença. Se vivemos prisioneiros dentro da nossa própria Vida, se sentimos que andamos apenas no ranque ranque vazio do dia-a-dia, se tentamos agarrar-nos a uma réstea de sentido para o facto de estar vivo e não obtemos resposta… é tempo de mudar. É tempo de fazer algo diferente, é tempo de dar um passo em frente.

Não acha, caro/a leitor/a, que por mais obrigações, responsabilidades e discursos de “deve-se isto ou deve-se aquilo”, o mais importante é sermos honestos connosco próprios? Sermos finalmente honestos e declarar “não estou feliz”, “não sei quem sou”, “não tenho esperança, sinto-me vazio/a”! É que por mais assustador que possa ser reconhecermos para nós próprios essa infelicidade e vazio, é infinitamente melhor do que passar mais um dia que seja a viver uma mentira. Mentimos para os outros, mas primeiro mentimos para nós próprios. Quando chegará o momento de dizer “basta!”?

Se o fizermos, poderemos constatar que apesar de termos muitas “coisas” e pessoas boas à nossa volta e que “devíamos” ser felizes, mas que na verdade não somos, poderemos finalmente fechar esse capítulo do “estou bem, estou bem”, para passarmos ao capítulo “não estou bem, mas quero encontrar Paz!”. Este “querer” tem muito mais Força do que pensamos, porque este “querer” é o princípio da Esperança. É aquela centelha que surge quando estamos no meio dos escombros e ainda assim dizemos “quero saber!”, “quero crescer!”, “quero saber Quem Sou!”. Não há nada mais poderoso do que nos ajoelharmos perante nós próprios, abraçarmo-nos por termos chegado até aqui apesar das dores e das dificuldades e declarar “Quero Saber Quem Sou!”. A Fonte/Deus responde com a mesma Força se pedirmos que se manifeste na nossa Vida.

Um dos MAIORES ensinamentos que os Anjos me transmitiram (e transmitem) é que a Vida é uma dádiva! E, um dos grandes sinais de que estamos a viver desviados do Amor e da nossa Alma é não sentir os nossos dias como uma dádiva, mas como uma prisão da qual pedimos para sair a cada momento. É terrível viver assim! E, não é de todo necessário! Porque a Liberdade está dentro!

Caro/a leitor/a, não sou uma pessoa que tenha tido uma vida fácil e linear, sei muito bem o que é ter de viver aqui com todas as dificuldades e opressões, desde emocionais, físicas, financeiras e sei lá que mais! Não vivo no mundo da fantasia nem tive uma vida leve, portanto não faço estas declarações a partir de uma perspectiva de quem não sabe o que é o mundo aqui em baixo. Sei muito bem e por isso valorizo muito a Força que temos cá dentro, porque as dores e a opressão podem chegar a níveis dantescos! E, isso também me dá muita Força e Certeza para lhe dizer a si que é tempo de tomar uma decisão. Essa vida aprisionada existe porque o seu coração está aprisionado!

A sua Alma vive dentro de si, mas é como se estivesse no centro de um labirinto construído pela Mente através das experiências dolorosas que atravessou e agora esse caminho de volta está obscurecido. Porém, a nossa Mente pode não ter o mapa, mas o caminho através do labirinto até esse Centro existe e esse caminho é conhecido pela Energia Divina.

Os Anjos são feixes de Luz que nos ajudam a contactar (e a lembrar) a Luz Divina! Ela existe dentro de nós, bem apagada e oprimida, mas é como uma semente brilhante, basta regá-la para ela romper e crescer! Precisamos de ser persistentes e precisamos de ter paciência, porque a Energia vai mudando em nós, a nossa Mente vai mudando e, com o tempo e com a prática espiritual, ela vai abrindo para acomodar uma Consciência Superior.

É tempo de largar as ideias que temos acerca de nós e do mundo, acerca das estruturas e dos planos, porque o Futuro está fora das nossas mãos, o que temos é Este momento. E, neste momento, o que conta são as nossas decisões internas. Quantos mais dias irá viver desconectado/a da sua Verdade? Longe de Si próprio, longe da sua Alma? Essa é a decisão que mais conta, estejamos onde estivermos nesta viagem da Vida.

Eu sei que quando estamos no meio da tempestade, tudo nos parece negro e, nestes casos, recomendo que procure ajuda. Não digo para o fazer comigo, apesar de ter esses serviços aqui no site, mas o que me interessa a mim (e aos Anjos) é que encontre a ajuda de que precisa de forma a fazer esse caminho de volta a si, através desse labirinto! Sinta que é o momento e dê um passo em frente, comigo ou com outra pessoa. E, lembre-se que essa ajuda que procura não significa dependência (sei que alguns de vós se preocupam com isso), porque se se conectar com as pessoas certas, estas serão meros facilitadores da Energia, mas é a sua Alma e a Fonte/Deus que estão a comandar a direcção das “comitivas”. Quando alguém me pede orientação, eu peço orientação aos Anjos. É assim que funciona, porque o meu “Eu” não sabe nada e está plenamente ciente da sua própria ignorância, 🤣! Portanto, procure ajuda junto de pessoas em quem confia, porque essa orientação deve vir da Fonte mais elevada possível, precisamente para depois não andar “refém” do “Eu” de outros.

Faça de Hoje o dia em que fecha um capítulo para começar outro. Vale muito a pena pedirmos para que acendam essa Luz da Esperança em nós, para que façamos o caminho de volta à nossa Alma! Nada mais Belo do que integrarmos e expandirmos o Divino ainda em Vida, tenhamos a idade que tivermos.

Muita Luz,

Sofia❤️


Que opções tenho para ajudar a Energia Divina a actuar em Si e na sua Vida?

Limpeza: opção pontual (e que só algumas pessoas precisam), para que sejam criadas as condições para a entrada e integração de Energia de Alta Vibração, onde é preciso uma intervenção mais direccionada e intensa.

Tratamento: opção para ser feita com regularidade, porque vão sendo trabalhadas as nossas várias camadas. A Energia Divina é tanto mais suave ou mais intensa consoante o caso de cada um e o momento das sessões. Esta opção é para quem decide mudar mesmo o seu rumo, porque à medida que o tempo vai passando, a Vida transforma-se interna e exteriormente.

Pedido de intervenção divina: para quem tem situações específicas na sua vida e que precisa de mais Força e Intensidade nos seus pedidos pessoais/preces. É uma forma muito potente de direccionar especificamente a Energia Divina para trazer soluções.


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