Esperança: alimento dos corajosos ou instrumento dos cobardes?

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Nos últimos anos, ou nas últimas décadas, várias vezes me chegam aos ouvidos afirmações de pessoas que acreditam firmemente que a esperança é algo fútil, passivo e digno de cobardes. Os seus argumentos prendem-se com o facto de a esperança ser um sentimento passivo, pois não requer acção. É algo alimentado por pessoas resignadas para justificar a sua inacção, pois é confortável olhar para um sonho, acalentando a esperança de o concretizar, mas é precisamente esse processo de sonhar que as impede de tomar as acções necessárias para ir ao seu encontro. Não são pessoas proactivas.

A meu ver, há aqui vários conceitos que se misturam uns com os outros e acabam por nos confundir. Nenhum sentimento que incite à expansão e que nos arranque das amarras que temos, ajudando-nos a visualizar uma existência mais plena, pode ser negativo. Nenhum sentimento positivo conduz à inacção ou à resignação. O sentimento que causa resignação é o Medo e a insegurança, nada mais. Aquilo que penso que confunde muitas pessoas e que seja talvez o ponto de origem desta crença de que a esperança é algo fútil, é acreditar que é este sentimento que cria essa resignação, quando na verdade, é apenas o seu oposto. Em nós, existe a dualidade, e Amor tem no seu oposto o Medo, tal como a Luz tem a Escuridão. Assim, também a esperança coexiste com a resignação, sendo extremos opostos que habitam em nós em constante luta. A única fonte que desequilibra esta balança é a própria pessoa, que decide que acção tomar ou não tomar e que caminho seguir. Há pessoas resignadas que vêem a sua vida como condenada e pessoas resignadas que vêem a sua vida com potencial de mudar. Ambos os grupos não tomam acção, são passivos e mantêm-se no mesmo local sem evoluir, mas eu argumentaria que o segundo tem muito mais oportunidade para um dia encetar acções e evoluir precisamente porque acalenta a esperança, do que o primeiro que simplesmente desistiu, inclusive de sonhar.

A Esperança é algo muito positivo e é divino, não fútil ou passivo. É algo que nos mantém em contacto com a nossa Alma, mesmo nos momentos em que nos sentimos sem controlo das nossas vidas, ou mesmo perdidos na escuridão. Não é por acaso que se diz que a esperança é a última a morrer. É porque, quando tudo o resto morreu, a única coisa que por vezes nos impele a viver é essa esperança de que um dia poderemos ter uma existência diferente. Não nos deixemos confundir com a propaganda de que só quem realiza mil tarefas por segundo é que está a avançar na vida. Criar movimento não é o mesmo que Evolução. Uma pessoa pode estar sempre em movimento, mas não sair do mesmo sítio, mantendo-se estagnada numa determinada plataforma evolutiva, continuamente em círculos, recusando-se a parar e a contemplar o que tem em seu redor e internamente.

Por outro lado, ter Esperança não é o mesmo que avançar. Avançar depende da nossa vontade de encetar acções concretas na nossa tridimensionalidade. Mas, eu argumentaria que a Esperança é o nosso alimento, é aquilo que nos relembra da nossa Força, é o que nos mostra que independentemente da vida que temos naquele momento, nós temos o potencial para a mudar, pois se podemos imaginar, podemos concretizar. É essa a nossa Força e o nosso Poder, e a Esperança existe para nos empurrar nessa direcção. Ter Esperança não é instrumento dos cobardes, mas sim dos corajosos. Precisamente porque é tremendamente mais difícil continuar a acreditar que a nossa vida e o mundo podem um dia mudar para melhor, quando já levámos muitas cabeçadas e atravessámos muitos desafios, do que quem já desistiu e vive uma existência vazia, desempenhando o seu papel rotineiro desesperançado, esse sim passivo e desprovido de energia transformadora.

Diz-se que a Esperança é fútil e o optimismo não é realista. Mas, eu argumentaria que a Esperança é o motor da mudança e que é o optimismo que cria a realidade, enquanto o contrário é aceitar a derrota e desistir de lutar. É por isso que a Esperança aliada ao pensamento optimista, que é o mesmo que dizer pensamento positivo, e em conjunto com o nosso Poder interno é o que nos leva a tomar as acções transformadoras que impactarão as nossas vidas e as vidas dos outros, criando um efeito repercutente muito para além do que nos apercebemos.

Por isso, mantenha a sua Esperança, mesmo que no momento actual a sua vida pareça muito fechada e sem respostas, pois é essa energia que fará abrir outros caminhos. Contudo, não se aninhe confortavelmente nessa Esperança, acreditando que tudo virá ter consigo sem ser necessário mexer-se. Você está nesta vida para caminhar, e quando portas se abrem ou sente o impulso de avançar, é importante que alie essa Esperança à Acção positiva. Acredite em si próprio e que não está sozinho. Está sempre acompanhado e, quando se sentir inseguro ou sem saber por onde ir, peça para o ajudarem. Peça-o à Fonte de Amor Incondicional, a Deus, ou outra energia com a qual sinta uma ligação profunda.

Tenha Esperança e Confiança. O mundo precisa de si.

Muita Luz,

Sofia M.

Leitura semanal de 14 a 20 de Março, 2016

Leitura semanal 14-20/03

A mensagem para esta semana é muito clara: é tempo de deixarmos para trás tudo aquilo que já não nos serve, libertar emoções pesadas e negativas como a raiva, e reganhar aquilo que perdemos, a nossa inocência.

Pode parecer confuso quando pensamos na forma de largar determinadas emoções, quando existem em nós há tanto tempo. Ponderamos meditar ou fazer yoga para conseguirmos lidar com elas, ou até procurar um terapeuta. Todas estas opções são válidas, e deverá seguir a sua intuição, mas na sua essência este pode ser um processo muito mais simples, passando pelas escolhas que fazemos em cada momento. De cada vez, que escolhemos ir por um caminho e não por outro, estamos a enfraquecer partes de nós e a fortalecer outras. Assim, de cada vez que escolhemos alimentar a nossa raiva, impaciência ou indiferença, são essas forças que continuarão a crescer dentro de nós. Para quem é sensível e costuma absorver as emoções alheias, é importante compreender que esta absorção dá-se, porque em nós encontra energias de frequência semelhante. É o mesmo que uma chave que entra numa fechadura, porque ela existe. Se não houvesse fechadura, a chave não teria efeito. Não há necessidade, e é até contraproducente, sentirmo-nos culpados ou irritados porque afinal temos estas energias densas dentro de nós e que, através da nossa sensibilidade, são estas que atraem aquilo que não desejamos. Mas, se por um lado não é positivo recriminarmo-nos por isso, é também importante não o ignorar. Desta forma, podemos tomar consciência do ponto em que nos encontramos e é assim que conseguimos evoluir.

Esta semana a energia vai estar muito favorável a estas decisões de libertação, mas depende sempre do nosso livre-arbítrio. Pode escolher aproveitar a “onda” ou manter-se na praia a observar, não se preocupe, não será criticado por isso. A verdadeira Luz respeita o nosso livre-arbítrio e continua a amar-nos incondicionalmente. Contudo, dá-nos certos incentivos e sugestões para nos lembrar que é importante para nós pessoalmente, e para a Humanidade, que demos passos em frente na nossa Evolução. Por isso, coloca-nos em determinadas situações que encerram esse potencial de libertação. Uma das formas que o relembram disso mesmo, é colocá-lo a ler estas palavras agora mesmo. Depois, é você que decide o que quer fazer.

A primeira carta mostra como a vontade de crescer nos impele a largar o que já não nos serve, é um acto voluntário, não forçado. Estes processos são muito emocionais e têm impacto na nossa psique e no corpo físico. Largar estados familiares, como a raiva que é mencionada na segunda carta, é uma tarefa não imediata, mas a nossa vontade e compromisso interiores são muito mais fortes que qualquer hábito enraízado em nós. Através da nossa persistência, estas energias perturbadoras perdem força, perdem espaço dentro de nós e desintegram-se ao longo do tempo. O que ganhamos? Alegria, contentamento, inocência, um voltar a um estado puro como o das crianças. Sim, ainda temos a nossa identidade e os nossos anos de experiência, mas reganhamos o entusiasmo pela vida e uma nova esperança, o impulso interno de ter uma vida mais plena do que a que experienciamos neste momento.

Se sentir que gostaria de largar aquilo que já não lhe serve em troca daquilo que o fará evoluir, basta pedir à Fonte de Amor Incondicional (e poderá acrescentar todas fontes com as quais sentir uma ligação profunda, seja Deus, Fonte da Criação, Arcanjos, etc) que crie as circunstâncias necessárias, que atraia as situações e as pessoas perfeitas no momento certo para que possa fazer a libertação eficaz das energias que prejudicam a sua Evolução e impedem/restringem a sua Abundância. E, depois, é só manter-se vigilante das suas sensações internas e tomar as acções que considerar serem as mais elevadas.

Muita Luz,

Sofia M.

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Primeira e terceira carta: Angel Tarot Cards de Doreen Virtue e Radleigh Valentine

Segunda carta: Flower Therapy Oracle Cards de Doreen Virtue e Robert Reeves

Quando a mente está hiperactiva… meditação activa!

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Hoje em dia, parece que a resposta para todos os nossos problemas é a meditação. Está com stress? A Meditação fazia-lhe bem… A ansiedade não o larga? A Meditação é a melhor solução… Está com dúvidas se deve apanhar o comboio ou o autocarro amanhã? A Meditação dá-lhe a resposta certa… Para virtualmente qualquer desafio que esteja a ter na sua vida neste momento, é possível criar um slogan para si sobre as vantagens da meditação. No entanto, você continua a torcer o nariz e a única coisa que tenho a dizer sobre isso é… compreendo-o perfeitamente.

Olhamos à volta e a meditação parece estar na ordem do dia. Tem tantos benefícios e parece tão simples, que quase roça a magia. Então, porque é que não andamos todos a praticá-la? Talvez porque a publicidade que a meditação tem tido ao longo dos anos é vastamente mais prometedora e mágica do que depois na prática se comprova ser. Na prática, guardar 15 minutos para se sentar e se concentrar na sua respiração imediatamente a seguir àquela reunião em que todos argumentavam e ninguém se entendia, cedo se tornam 15 minutos de batalha contra uma mente hiperactiva, cuja nova obsessão é insistir em acalmar-se e encher-se de frustração por não o conseguir. E, subitamente, a ideia que tanto nos atraiu da pessoa sentada em plena serenidade, onde todos os problemas se diluem e ficam lá fora, enquanto se maravilha numa comunhão estreita com a sua Alma, parece um sonho tão longínquo como sermos contactados pela Nasa para uma viagem surpresa à Lua.

A verdade é que a meditação tem tido muitos textos escritos sobre ela, muitos métodos apresentados e muitas sugestões às quais pode aceder na Internet. Nada do que vou dizer neste artigo é propriamente revolucionário, no entanto, poderá ser surpreendente para si. Isto porque na grande maioria dos websites e revistas offline e online de Bem-estar, a meditação é praticamente apresentada da mesma forma. E estes métodos podem resultar com algumas pessoas, mas não para todas. E, mais importante ainda, pode resultar para alguns momentos em que algumas pessoas se encontram, mas não para todos. Confuso? Basta pensar em si próprio. O seu estado mental durante uma semana de trabalho intenso não será a mesma de quando está de férias, por exemplo. É por isso que mesmo as pessoas que num determinado momento conseguiram utilizar os métodos mais conhecidos de meditação a seu favor, passam depois alturas em que a prática parece uma tarefa de proporções titânicas. E é por isso que tantas pessoas já experimentaram praticar meditação e desistiram, porque saíram da experiência mais ansiosos e frustrados do que quando começaram.

A Meditação não tem de ser um bicho de sete cabeças, aliás, um dos seus objectivos é silenciar a cabeça, por isso é suposto ser um bicho sem cabeça alguma mesmo 😉 Na verdade, é muito simples: viver o momento no momento. O princípio por detrás de se concentrar na sua respiração é que enquanto observa as inspirações e expirações, a sua mente é obrigada a parar e a fazer essa observação. Quando a mente se distrai (e vai mesmo acontecer, por isso não se deixe engolir pela frustração, já que é inevitável), não é suposto batalharmos com ela, mas sim voltar a observar a respiração como se nada fosse. À medida que pratica, começa a criar espaços dentro da sua mente em que o silêncio fica cada vez mais presente, permitindo que consiga estar no momento sem ser distraído com este ou aquele pensamento. Esta é a base. E os métodos “passivos” desta base, como o da respiração que descrevi anteriormente, são os mais publicitados, mas não são os únicos. Diria até que nem sequer são os melhores para algumas pessoas e alguns estados mentais/emocionais. Posso dar alguns exemplos de casos em que não recomendaria estes métodos “passivos”: pessoas que se sentem ansiosas com frequência, pessoas hiperactivas, pessoas que sentem estar num estado constante de enervação (e que se irritam/sentem-se frustradas com facilidade), pessoas com depressão profunda ou a atravessar um momento especialmente emocional, pessoas sensíveis com tendência a episódios psíquicos (geralmente episódios negativos, que aumentam ainda mais a ansiedade e a insegurança) e para todos aqueles em que o mero pensamento de acender uma vela, meter música suave e sentar-se em completo silêncio é pior do que passar por cima de um tapete cravejado de alfinetes.

A Meditação é uma ferramenta espectacular, e o melhor de tudo… é gratuita se a fizer sozinho no seu próprio tempo. E posso dizer-lhe que sim, é mesmo a resposta para os nossos desafios. Não digo que lhe revelará o número do Euromilhões, mas só o facto de poder começar a largar a ansiedade, as sensações que lhe provocam mal-estar e o impedem de viver a sua vida em plenitude, começando a construir relações saudáveis com os outros e também consigo mesmo, só isso já começará a mudar a sua vida interior e, consequentemente, a exterior. Ainda não está convencido? Então, deixe-me falar-lhe de meditação “activa”.

A diferença entre meditação “passiva” e meditação “activa” é que enquanto na primeira o seu corpo se encontra totalmente imóvel, na segunda o seu corpo é convidado a participar na prática da meditação. Existem várias formas e, na minha opinião, o limite está apenas na sua imaginação. A única coisa a ter presente é… estar presente. Ou seja, a ideia é manter-se focado no que está a fazer naquele momento sem dar ouvidos aos pensamentos. A sua mente viajará pelas preocupações, responsabilidades e afazeres, principalmente numa etapa inicial da sua prática, e isso é perfeitamente natural. Nesses momentos, concentre-se no que está a fazer com o corpo e não entretenha os pensamentos, não tente encontrar soluções para os problemas que a sua mente está a referir e não acredite também em pensamentos desencorajadores. Sei o que é ter mil pensamentos destes por segundo, e é por isso que posso dizer-lhe que insistindo nestas práticas, estes pensamentos começam a surgir cada vez menos e com menor intensidade até um dia já não o afetarem por completo.

O método de meditação activa que gosto mais é dançar. Pois… um método complicadíssimo, não é? 😉 Quando dança, está a entrar em contacto com a sua Alma e através do movimento do corpo é mais fácil começar a viver no momento. Não significa que cada vez que tenha dançado no passado, que tenha meditado também. Como em qualquer actividade, também podemos dançar completamente distraídos de nós, absortos nos nossos pensamentos e embrenhados em activas discussões dentro da nossa cabeça. Mas, se juntar à dança a intenção de meditação, então pode começar a criar magia. A única intenção a ter é a que já referi antes: estar presente. Dançar ao som da música, mexendo o corpo e observando as suas reacções internas, sem entrar no jogo da mente entretendo pensamentos. À medida que ouve as notas da música e dança ao seu ritmo, observe as emoções que começa a sentir, o que pensa sobre si próprio e o mundo naquele momento. Tomar conhecimento do seu estado mental pode ter impacto sobre si mesmo, pode ser assustador ou até surpreendente. Independentemente do que experienciar, lembre-se do seu objectivo: o seu equilíbrio. Se se aperceber de desequilíbrio, está na sua mão caminhar em direção ao equilíbrio. Não ouça a sentimentos de culpa, medo ou desilusão. Nesse momento, agradeça a si próprio o gesto de auto-amor que está a manifestar.

E não tem de ser uma música calma ou clássica (mas se o quiser fazer, óptimo). Porque não a música “Holiday” dos Scorpions? É boa para quem está a começar (ou para quem quer experimentar meditação activa), pois começa de forma calma, depois mais forte e termina de forma calma novamente, e ainda são cerca de 6 minutos. Pode encontrá-la facilmente no Youtube, e mesmo que tenha uma casa cheia de gente e não consiga um espaço individual, pode ir à casa-de-banho com auscultadores e o seu telefone e dançar durante 3 minutos da música (se não se sentir à vontade para ficar os 6 minutos). Não há regras. Faça o tempo que puder da forma como puder, o importante é dar os passos e não se deter ao primeiro obstáculo.

E sabia que pode ouvir música de harpa que vai para além da clássica ou suave? Visite este canal do Youtube onde pode encontrar música dos Metallica, Iron Maiden, bandas sonoras de filmes como o Senhor dos Anéis e Piratas das Caraíbas ao som de harpas: https://www.youtube.com/user/CamilleandKennerly/videos

É óptimo para quem quer começar a entrar em sons mais suaves, mas ainda precisa de algum ritmo associado. Mais tarde, poderá começar a dançar ao som de outros géneros, como Chopin, por exemplo. Não force, avance ao seu ritmo, e aumente os momentos de silêncio dentro de si para começar a ouvir a sua verdadeira voz a alto e bom som. É em si que tudo começa e acaba. Com uma mente hiperactiva e ensurdecedora, você fica surdo ao seu verdadeiro Eu, mantendo-se sempre num ciclo interminável de preocupações, responsabilidades e uma vida monocromática, pois é neste território que a Mente é rei e rainha.

Aqui ficam outras sugestões de meditação activa, mas lembre-se de ter sempre a intenção de meditar, pois facilmente se pode distrair a pensar na lista do supermercado que ainda tem de fazer. Rapidamente, verá como começa a conseguir desfrutar dos pequenos (e grandes) prazeres da vida e de como está realmente presente para as pessoas que ama, bem como para si próprio:

– Brincar com crianças ou animais;

– Ao andar na rua, tire alguns minutos para se concentrar nos seus pés e no seu movimento, a forma como assenta o calcanhar no chão e empurra o solo, a pressão de um pé vs. a pressão do outro. Observe visualmente este movimento ao mesmo tempo que se concentra nas sensações nas suas solas e também como as vibrações sobem pelas pernas;

– Quando estiver a ver televisão, pouse uma mão sobre o cotovelo oposto, e com as pontas dos dedos indicador e do meio, dê dois “passos” com os dedos para baixo (na direcção do pulso) e um “passo” para trás. Continue até chegar ao pulso e repita três vezes ou mais;

– Numa folha de papel em branco, comece a rabiscar com um lápis. Siga aquilo que sente. Estes rabiscos podem ser longas linhas ao longo do papel, podem ser riscos curtos, podem ser pontinhos, podem ser bolinhas, não interessa. Não é suposto criar uma obra-prima (mas se acontecer, parabéns!), mas sim estar concentrado no que está a fazer. Preencha tantas folhas de papel quantas quiser durante o tempo que puder (e enquanto for aprazível fazê-lo, se ficar aborrecido ou inquieto, mexa o corpo ao som de uma música ritmada e solte a tensão);

– Mantras. Pode parecer estranho, mas a repetição contínua do mesmo mantra é uma prática muito poderosa. Recomendo as versões da Deva Premal, porque não incluem cânticos, os mantras recitados têm apenas uma leve melodia. Um dos meus preferidos é “Om Gam Ganapataye Namaha”, do álbum “Mantras for Precarious Times”, basta seguir a Deva Premal e repetir ao mesmo tempo que ela. É excelente para a mente, pois terá de se concentrar mesmo para conseguir repetir o mantra uma e outra vez. Procure no Youtube este mantra recitado pela Deva Premal. As primeiras vezes podem parecer mais difíceis, mas se persistir, rapidamente vai perceber os imensos benefícios para a sua mente. Este mantra recita-se para remover obstáculos, por isso porque não colocar a intenção de remover os obstáculos mentais à manifestação plena do seu verdadeiro Eu? A sua sessão de meditação activa torna-se assim ainda mais poderosa 🙂 E, passado uns dias, vai dar por si a cantarolar dentro da sua cabeça nas mais diversas situações, porque a mente está a aprender novos hábitos e a repetição é uma das ferramentas mais potentes para criar esses hábitos saudáveis.

Estas são apenas algumas sugestões para lhe darem uma ideia do que pode fazer, mas você mesmo pode criar métodos de meditação activa para o ajudar a começar a silenciar a mente. E, pode ser que daqui a algum tempo, já lhe seja possível (e apetecível) sentar-se em silêncio, acender uma vela, colocar uma música suave e usufruir de um momento só seu, em comunhão plena com a sua Alma sentindo apenas Paz e Amor.

Muita Luz,

Sofia

Enraízar para poder voar mais alto

Voar é bom, é magnífico, é ter um gostinho do que é ser Alma novamente, sem corpo, sem limitações, sem Medo. É regressar a casa.

A Espiritualidade dá-nos asas, ou talvez nos relembre que sempre as tivemos. E, quando começamos a dar os primeiros passos nesta viagem, experimentamos momentos de pura Pureza, momentos fugidios de início, depois mais longos, mas sempre com um prazo de validade. E abre-se um mundo que sempre soubemos que deveria existir, um mundo para além do visível e da imaginação, um mundo que nos toca sem percebermos bem como e, por momentos, está tudo bem. Nesses momentos, não estamos sós e temos consciência do diálogo constante que mantemos com a energia, porque nós somos energia, nada está separado e, nesses momentos, podemos sentir essa plenitude e essa comunhão. É magnífico.

Talvez seja por isto que tantas pessoas que têm experiências com a energia de Luz tenham depois tanta dificuldade em voltar. Sim, voltam fisicamente às suas vidas, às suas rotinas, mas o seu coração já não está cá, viaja algures pela magia etérea da atmosfera. É duro quando passamos pela experiência de plenitude e do ilimitado e termos de voltar para uma vida que, de repente, nos parece tão pequena e cinzenta. Sempre soubemos que a nossa vida estava um pouco desequilibrada, internamente conseguíamos sentir essa dor, mas é quando nos abrimos à Fonte, ao Universo, a Deus ou qualquer que seja o nome que queira atribuir, é nesse momento que o espelho de tudo o que a nossa vida é nos olha directamente nos olhos. E, na grande maioria das vezes, não gostamos do que vemos. Podemos chegar até a sentir que nos é insuportável voltar ao ranque-ranque do dia-a-dia. E, de repente, as pessoas que nos rodeiam já não nos parecem as mesmas, não nos cativam como dantes, as conversas aborrecem-nos e até podemos começar a notar padrões negativos, os nossos valores e crenças subitamente já não nos fazem sentido… e ficamos à deriva. Como viver na pele de um passado que ainda não se transformou num futuro? Não podemos viver em nós, mas também não podemos viver fora de nós. Então, criamos esta separação entre o Eu rotineiro, o que cumpre as suas obrigações, honra as responsabilidades, paga as contas, vai para o emprego, limpa a casa e o Eu espiritual, que nos abre as portas para um mundo de infinitas possibilidades, sensações de comunhão intensa com a nossa Alma, um matar saudades com a nossa família universal. Talvez tenhamos noção desta separação, ou talvez não.

Qualquer que seja a nossa história pessoal, todos nós, de uma forma ou doutra, sabemos o que é sofrimento. Mesmo as pessoas que nos parecem superficiais, não podemos de facto saber o seu interior sem lá estar dentro. Conheci mulheres e homens lindos fisicamente, confiantes, com um historial enorme de conquistas amorosas, com empregos fabulosos e que se sentiam os seres mais miseráveis à face da Terra. É difícil lidar com a nossa parte emocional quando ela está ferida e é duro tomar consciência do nosso estado mental. E é assustador pensar no caminho que ainda temos de percorrer e o sofrimento que temos de atravessar se o fizermos. É muito mais reconfortante aninharmo-nos no colo da energia e sermos embalados no seu abraço.

Contudo, vivemos aqui. E estamos aqui por razões importantes. É maravilhoso voar, mas é vital criar raízes. Por mais difícil que seja, nascemos humanos para viver emoções, mesmo quando estas ameaçam engolir-nos. Viver com a ilusão de que estamos a evoluir quando, na verdade, nos rendemos à fuga, é criar ainda mais sofrimento e separação. A magia existe aqui também, a energia de Luz pode impregnar cada aspecto da nossa vida se assim o aceitarmos.
A Espiritualidade não faz parte da nossa vida, ela é a nossa vida. Por muito que a coloquemos numa caixa que só retiramos para fora da prateleira quando estamos sozinhos, a verdade é que ela está sempre connosco, porque somos Seres espirituais e Unos. É por isto que é tão importante nos momentos mais sofridos em que achamos a nossa vida pequena, chata e complicada, chamar a energia pura do Universo para impregnar cada parte de nós para que possamos começar a lembrarmo-nos onde reside o nosso verdadeiro Poder, para o aplicar também aqui em vez de o usar constantemente para voar para outras margens.

Sempre gostei da analogia da árvore, que refere que quanto mais alta a árvore, mais profundas as suas raízes precisam de ser, precisamente para que uma rajada de vento não a derrube com facilidade e a leve para longe. Também nós precisamos dessas raízes, doutra forma a nossa parte humana, as nossas emoções e a nossa mente ficam tão desfragmentadas, que até o mais pequeno problema ou desafio pode despoletar uma reacção emocional intensa. Porque é que acha que há tantas pessoas que se auto-denominam espirituais, que praticam yoga e meditação todos os dias, e depois têm atitudes que nos parecem imaturas e até agressivas? Que as mesmas pessoas que professam a humildade se tornam arrogantes e se acham mestres espirituais que devem dizer aos outros o que devem fazer e como viver as suas vidas? É que ninguém, onde quer que tenha nascido, qualquer que seja o seu QI ou qualquer que seja o seu nível de psiquismo, pode evoluir aqui sem passar pela experiência humana na sua plenitude, e esta experiência passa sempre por viver as emoções e crescer através delas, sempre. Por muito que se esperneie e se ache que se tem um terceiro olho do tamanho do Evereste, se se recusa a olhar para o seu interior, mais tarde ou mais cedo, a máscara da ilusão acaba por se revelar.

Compreendo que é assustador, percebo perfeitamente. É difícil, é desorientador e é de arrancar os cabelos em certas alturas, mas é também libertador. Expande-nos para além dos nossos sonhos mais loucos, faz-nos rir das ideias que temos acerca de nós próprios e preenche-nos com sensações puras e magnânimas… mesmo quando estamos na fila para o autocarro. Não há limitações, não há circunstâncias e não há rituais necessários. Somente nós em plenitude.

Se estas palavras lhe fizerem sentido, e quando se sentir preparado (poderá levar algum tempo ou ser imediato), diga as seguintes palavras em voz alta. Sim, pode parecer-lhe ridículo de início, também achei isso das primeiras vezes que o fiz, mas é potente e abre caminhos:

(Pode começar por escolher a quem/o quê se dirige consoante o que lhe fizer mais sentido, ou a todos, não importa. A mensagem chega aonde deve, por isso invoquei várias designações abaixo ;))

“Universo, Deus, Fonte de Amor Incondicional, o meu Eu Superior, Seres de Amor Incondicional, a minha família espiritual de Amor Incondicional cósmica e da Terra,

Peço para que intervenham directamente na minha vida para que eu possa manifestar o meu verdadeiro Eu. Por favor, façam chegar facilmente até mim as pessoas, as circunstâncias e as soluções perfeitas para me ajudar. Peço para que cuidem das minhas dores, das minhas ansiedades e das minhas relações. Escolho, neste momento, dar-vos as minhas preocupações em troca de Paz, Serenidade e Confiança. Confio que tudo está a ser cuidado para que eu manifeste o meu propósito de vida com suavidade e tranquilidade.

Obrigada pela vossa presença na minha vida e pela ajuda.”

Poderá acrescentar o que quiser, seja aos pedidos, seja à “despedida”, o que quiser. Poderá parecer-lhe um discurso muito de New Age, mas na verdade é apenas para que você comece a abrir-se à sua própria Alma e a permitir esta acção na sua vida. Lembre-se que apesar de se estar a dirigir a “eles”, na verdade, está a dirigir-se a “nós”, pois a sua Alma faz parte do Todo, não há separação, mas esta forma serve para não confundir a nossa mente em demasia quando começamos a fazer pedidos deste género. Não tem de ser complicado nem preso a receios de religião, cultura ou crenças. Veja como se sente, não dê atenção à cabeça neste momento, sinta apenas e que isso seja o seu barómetro agora.

Você é necessário aqui. Faz parte de todos nós, mesmo que nesta vida não nos conheçamos todos uns aos outros, as suas acções, pensamentos e decisões afectam o Todo. Continue a voar, é de facto maravilhoso, mas comece a pensar em assentar bem os pés na Terra, alimentando as suas raízes, abrindo-se à sua vida interior para se redescobrir e trazer a Luz que experiencia em momentos de silêncio para aqui para que a Terra e todos nós possamos usufruir dela também. Obrigada por existir 🙂

Sofia

Tenho tudo para ser feliz, mas…

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O Normal já foi o meu inimigo, já foi a minha muleta, já foi a minha vida toda… e, finalmente, está a ser depositado no local onde sempre pertenceu: no lixo.

Geralmente, quando perguntamos a alguém se as pessoas têm a liberdade para ser quem são, a resposta é sim. Afinal de contas, vivemos em Democracia, certo? Afirmar o contrário, seria uma ignomínia. Todos somos livres e todos podemos procurar os nossos sonhos, pois estes podem realizar-se… pelo menos, no contexto de filmes e discursos motivacionais. Mas, no “mundo real”, esta suposta liberdade é espezinhada como se fosse um segredo mal contado que todos professam, mas em que poucos realmente acreditam. Gritamos “liberdade”, mas no momento em que os nossos filhos começam a desviar-se do caminho que achamos ser o apropriado, cai o Carmo e a Trindade. E quem diz filhos, diz netos, diz sobrinhos e até os rebentos de amigos chegados.

E, tudo aquilo que em jovens odiávamos nos familiares mais velhos, empregna-se na nossa pele nesses momentos e tornamo-nos naqueles aos quais um dia revirámos os olhos. Repare-se que o que repudiávamos não eram propriamente as pessoas, mas sim a sua falta de visão e de aventura, porque em crianças e em jovens ainda temos um contacto próximo com a Verdade do Universo, contacto esse que se vai desfiando e desfiando à medida que nos vamos rendendo à Verdade humana e do que deve ser.

O Normal é-nos imposto, pura e simplesmente. Com muito boas intenções, diga-se, excelentes intenções até. Intenções de que os jovens cresçam e se tornem adultos responsáveis, com uma situação financeira estável e que constituam eles próprios família e continuem a tradição que nos deram os nossos pais. Contudo, embrenhados no meio deste ensinamento bestial de como viver em sociedade esquecemo-nos do que é mais importante: a pessoa em si. A diversidade não é algo a ser temido ou oprimido, é algo a ser celebrado. Mas celebrado plenamente, não apenas quando se encaixa nos nossos planos e vilipendiado quando nos é inconveniente. Celebrado, aceite e até expectável.

É normal querermos que os nossos filhos estejam seguros, é normal querermos que encontrem o seu rumo cedo para que não dêem muitas cabeçadas e é normal querermos vê-los bem integrados. Só que no meio de toda esta normalidade, deixamos de ter espaço para o que de mais real temos em nós: a nossa Alma. E a Alma quer aprender através de experiências, através de cair e levantar, através de arriscar e sentir a vida pulsar dentro das nossas veias.

A normalidade que se instalou é uma falácia de felicidade, é uma promessa de plenitude que nunca se realiza, mas que nos mantém nesta busca incessante em que sacrificamos o que somos em prol de agradar aos outros, sentirmo-nos reconhecidos, no fundo, sentirmos-nos “membros activos e bem integrados da sociedade”. E neste encaixe perfeito, sofremos em solidão e em silêncio.

Quando trabalhei com a minha mãe no nosso centro de terapias, o principal comentário que escorria dos muitos lábios que por lá passaram e para lá telefonaram, era: “tenho tudo para ser feliz. Tenho um emprego estável, que paga bem, tenho uma família saudável, tenho uma casa bonita. Não há razões para me sentir assim”. E este desabafo sincero vinha ainda carregado de culpa por não sentir a felicidade que deveria sentir, já que tantas outras pessoas vivem situações piores e essas sim, têm razão de queixa.

O nosso coração não faz comparações, não elabora sobre os “porquês”, apenas sente. E se sente solidão e dor, não dá importância ao país em que vivemos, à nossa beleza externa nem ao sucesso da nossa conta bancária. Sente apenas. Por isso, da próxima vez que se criticar a si próprio ou a outro por não sentir aquilo que “deve”, lembre-se que esse sentir é mais real do que qualquer elaboração que a sua Mente poderá fazer acerca da realidade.

Não digo para empacotar as malas e partir rumo a um Ashram, (se bem que se for esse o seu chamamento, vá em frente), e se ainda assim sente que não consegue romper com a herança de normalidade com que cresceu e foi educado, faça aquilo que sente ser o mais certo para si neste momento, mas reserve um cantinho dentro de si que acalente a possibilidade de uma vida que se coadune mais com a sua verdadeira natureza, pois essa pode ser uma semente brilhante para um futuro possível.

Porque, por mais que nos convençamos que temos tudo para sermos felizes, se não o somos, é porque a nossa Alma nos está a enviar uma mensagem em letras garrafais e luzes néon que podemos escolher ignorar ou ouvir, pois somos livres de ir por um caminho ou por outro.

E é aqui que reside a verdadeira liberdade.

O tempo a passar… e você a desesperar!

Rosas num dia de contemplação

A energia da sociedade em que vivemos e fomos criados impulsiona-nos sempre para a frente. Não é saudável parar, é crucial avançar, sempre avançar. Cedo aprendemos que o tempo de contemplação de que usufruíamos em criança, já não faz sentido quando se é adulto. O adulto sabe que perder tempo é cavar a própria sepultura, já que todo o tempo deve ser proactivo… excepto quando nos pomos a ver televisão, mas nessas alturas lançamos pela janela as “obrigações” e dizemos “também mereço um tempo de vegetação”.

Mas, quantas vezes o nosso coração e a nossa mente vagueiam por outras actividades que gostaríamos de fazer e quantas vezes dizemos “não tenho tempo” ou “quando conseguir resolver isto, então terei tempo/disponibilidade mental para outras actividades” ou “não é a altura certa” ou mesmo “isso não é apropriado para um adulto responsável e sério como eu”. Contudo, quando paramos (ou somos forçados a parar) por exaustão ou por doença, então perante o sentimento de culpa por essa paragem, justificamo-nos com “também mereço, porque trabalho muito” ou “não tenho culpa de estar doente”. Contudo, paramos e… o mundo parou por isso mesmo? Aconteceu algum cataclismo por estarmos de cama? Aquelas pessoas que precisam e dependem tanto de nós ficaram num sofrimento atroz porque nós fomos forçados a não lhes dar atenção? Ou, apesar de tudo, o sol continua a nascer e as pessoas à nossa volta continuam a respirar?

É importante começar a dar atenção a estes sentimentos de culpa que nos fazem acreditar que o tempo não é nosso, que decidir pelo nosso bem-estar é ser egoísta e que as pessoas ou o nosso trabalho precisam tanto de nós que nos é negada qualquer pausa para algo que não tenha um “objectivo específico e adequado”. Sempre que dizemos “há pessoas que podem tirar algum tempo para elas, mas eu não, porque…”, estamos a negar o nosso próprio poder de criar o espaço que precisamos para recarregar baterias, expandir horizontes e evoluir. Pergunte a si mesmo: por que razão estou aqui hoje? Por que razão acordei esta manhã e estou vivo? Quando partir desta vida, o que levarei comigo? Uma vida de correrias, sempre num stress afogado em preocupações, numa eterna promessa de que poderei dar a mim próprio um momento de verdadeira paz e relaxamento quando resolver todos os problemas?

Hoje, nem que seja por 30 segundos, tenha a intenção de parar. Parar nem que seja para respirar. Parar apenas por parar, sem qualquer outro objectivo. E sinta como é crucial darmos tempo a nós próprios. Repare, não é ter tempo para nós, é darmos tempo a nós próprios. Porque a única pessoa que tem realmente a capacidade de dar tempo a si próprio é você mesmo. E, mesmo que tente culpar os outros ou a sua vida pelo seu estado de perpétua ansiedade, o único Poder que pode realmente mudar essa situação é o seu próprio Poder. Tempo de contemplação, lazer criativo (não o “lazer” à frente da televisão), uma sesta, brincar com os seus animais domésticos, ouvir música ou dançar, artes manuais, etc não são “perda de tempo”, não são “actividades periféricas”, são essenciais porque são através delas que se abre à sua Alma. Lembre-se, não é uma máquina por muito que a sociedade ou as circunstâncias o queiram convencer disso, é um Ser multidimensional a passar por uma experiência humana e essa experiência será ditada por si, pela forma como navega este mundo e as suas experiências pessoais.

Você é digno de Amor, de Paz e de Alegria. E, se ao ler estas palavras, achar que estas sugestões são apenas “para quem pode”, fique a saber que a autora deste blogue sabe muito bem o que é sentir que ter 24 horas num dia não chega. Que as necessidades de outros são tão prementes e importantes que “terei aquela pausa quando resolver isto… e mais aquilo… ah, e não me posso esquecer daquilo também”. E é precisamente por ter passado por isto e me ter apercebido depois de que é tudo uma grande ilusão e que, de facto, nós temos o Poder para mudar as nossas circunstâncias, que lhe digo aqui e agora que, sim, você tem esse Poder… se assim escolher acreditar.

Sem culpas e sem recriminações, comece a dar pequenos passos em direcção a si próprio novamente. 30 segundos hoje, 60 segundos amanhã. Acredite que após esse tempo, o mundo à sua volta continuará a girar, mas você terá começado a mudar e descobrirá que não é preciso resolver os problemas para finalmente se sentir bem. Na verdade, diria mesmo que é preciso sentir-se bem para resolver os seus problemas.

Lembre-se: você é digno.