Leitura semanal de 26 de Abril a 01 de Maio de 2016

Esta semana, a leitura de cartas semanal será diferente, pois recebi a indicação de que seria mais benéfico esta semana as cartas serem tiradas para cada dia, encerrando mensagens e sugestões para esse dia e para os seguintes.

Para ser mais conveniente, actualizarei esta publicação a cada dia acrescentando a carta do dia e a descrição até o dia 01 de Maio 😉

Carta do dia 26.04.2016:
A Justiça (Arcano Maior)

8-justiceHoje, surge a carta da Justiça. A importância do equilíbrio na nossa vida, nomeadamente nas nossas áreas materiais, como a financeira ou a nossa relação com o material. Quando falamos em espiritualidade, muitas vezes, temos tendência para pensar de uma forma etérea. Falamos de sentimentos, vontades, medos, desejos… falamos de evolução, mas no que diz respeito ao material, muitas vezes ouvimos “para se ser espiritual, não se deve focar no material”. Eu diria que espiritualidade e o resto das nossas vidas não são coisas separadas. Eu posso fechar os olhos e meditar e essa experiência ser profundamente espiritual, mas também não será uma experiência espiritual estar a escrever esta mensagem no meu portátil, publicá-la no Facebook para chegar até si e a outros? Mas, isto é feito a partir do material, do tridimensional, para o fazer, eu tenho de dar atenção ao meu equipamento, tenho de realizar manutenções, tenho de me focar nele. Neste sentido, eu diria que é muito importante dar atenção a tudo na nossa vida, porque é precisamente na ignorância que crescem as raízes do desequilíbrio, como autênticas ervas-daninhas que drenam o nosso jardim interior.

Hoje, esta carta envia-nos a mensagem de que é possível permear a nossa vida material, as nossas finanças, os nossos projectos, até as nossas rotinas, de espiritualidade. Deixar de olhar para a vida como composta de categorias separadas, mas sim um conjunto de energias que se inter-influenciam, criando uma rede de ligações sem núcleos separados do resto. Aquelas actividades ou aqueles momentos que lhe podem parecer absolutamente mundanos, poderão transformar-se se tentar ter outra perspectiva sobre eles. Poderá parecer-lhe irritante ter de parar o carro para o abastecer, mas já pensou como é fantástico você ter um carro que lhe dá a conveniência da mobilidade? E, pagar aquelas contas que lhe dá aquela sensação enervada do dinheiro a escapar-lhe por entre os dedos? Mas, na verdade, esse dinheiro existiu para permitir que você pagasse essas contas, pode não ser ainda a situação que gostaria de ter para si, mas esteja grato hoje por poder fazer esses pagamentos.

Talvez consiga pensar agora, ou lembrar-se mais tarde, de uma situação hoje mundana que o faz/fará aborrecer-se por ter de a realizar e tente, por um momento, olhar para ela doutra forma, de uma perspectiva mais elevada. O que é que essa situação mundana pode trazer para si de positivo? Que tipo de aprendizagem encerra? Tente e, nesse momento, está a plantar espiritualidade na sua vida através de uma tridimensionalidade que, doutra forma, seria vivida de forma pesada ou enervada, ou até entediante.

Não é uma questão de nos conformarmos com o que temos, é uma questão de valorizarmos aquilo que temos neste momento, agradecendo aquilo que nos dá, acreditando que a nossa vida é um fluxo contínuo de evolução que nos trará as soluções certas para os nossos problemas actuais.
A gratidão é das atitudes energéticas que mais dissemina a transformação na nossa vida. Ensina-nos que aquilo que para nós é completamente banal, para outros é aquilo que mais desejam. Se se sentir grato por ter uma almofada fofa onde deitar a cabeça, essa energia espalhar-se-á para o seu corpo, aura e todas as áreas da sua vida, atraindo essa mesma energia, o que criará circunstâncias positivas para si.

Viver em presença, em equilíbrio, é viver com consciência, em pleno exercício da sua espiritualidade. É estar em contacto com o mais profundo de si próprio, não renegando a sua tridimensionalidade, mas permeando-a de energia positiva, transmutando-a para a evoluir. É viver em união ao invés de separação.

Seja livre, escolha em Consciência

Muita Luz,

Sofia M.

Faço leituras de cartas individuais, mais informações aqui: https://sofiamotamarques.wordpress.com/leituras-de-cartas/

Página do Facebook: Tesouros Gayatri

Baralho utilizado: Tarot de Marselha (Tarot tradicional)


Carta do dia de 27.04.2016:

“You’re on the Right Path” (Estás no Caminho Certo)

You're on the Right Path

A carta de hoje envia-nos tranquilidade dizendo-nos que estamos no caminho certo. Muitas vezes, duvidamos se escolhemos bem, se estamos a tomar as acções certas ou as atitudes certas. Para quem ler estas palavras, esta mensagem é a que é suposto receber hoje (não interessa o dia em que estiver a lê-la, porque na verdade, o tempo linear é uma ilusão, o momento certo é sempre o presente).
Nos momentos mais conturbados que vivi, muitas vezes tirava esta carta e questionava-me sobre a razão por detrás de tudo o que estava a acontecer. Quando pensamos no caminho certo, a tendência é achar que quando estamos nele, tudo acontece na perfeição, sentimo-nos bem, a vida corre sem contratempos. Contudo, nem sempre é o caso. Muitas vezes, é nos momentos mais caóticos que nos é dada a oportunidade de evoluir. O sofrimento é intensificado quando nos sentimos vitimizados e confusos acreditando que, de alguma forma, o Cosmos está a conspirar contra nós. Mas, é nesses momentos que é mais importante mantermo-nos firmes e fortes, pois são tudo aparências.

Vivemos na tridimensionalidade, sentimos as emoções cá dentro com intensidade, experienciamos a nossa psique de uma forma estreita e quando passamos momentos difíceis, a quantidade de estímulos adversos exteriores podem ficar muito pesados se se entrelaçarem com os nossos medos interiores. Nesses momentos, questionamos tudo. O que nos levou até ali, a razão por detrás das emoções que sentimos, a incompreensão por tudo o que está a acontecer. E, nesses momentos, temos a certeza de que há algo que não está bem, devemos ter cometido um erro ou vários, estamos a sofrer as consequências de acções mal tomadas e, para piorar o cenário, convencemo-nos de que o futuro encerra situações terríveis, enchemo-nos de medo e de fatalismo. É um furacão. Não é possível estarmos no caminho certo, se estamos a experienciar tudo isto. Mas, na verdade, a grande maioria das vezes, estamos de facto a dar os passos certos. Pode parece parodoxal, mas não deixa de ser menos verdade por isso.

Não é por acaso que tanto se insiste que crescemos e evoluímos também através dos nossos desafios. Fala-se muito em crescimento através do sofrimento, mas a meu ver, nós crescemos através dos desafios. Estes desafios podem ser atravessados em sofrimento, porque ainda não ganhámos consciência de nós e do nosso verdadeiro Poder interno. Quanto mais consciência ganhamos, menos necessidade há para o sofrimento, os desafios continuam a existir, mas são encarados com cada vez mais confiança e tranquilidade. São designadas lições por uma boa razão. Servem para nos orientar na direcção de nós próprios, com vista a uma evolução efectiva. Quando nos rendemos ao medo, quando sucumbimos à tristeza, temos sempre a possibilidade de escolher de forma diferente no momento seguinte. Não interessa quantas vezes escolheu acreditar no medo, o momento presente é tudo o que precisa para alterar o seu rumo. Não interessa a idade, a história que ficou para trás, a decisão que tomou ontem. Hoje, o dia pode ser o dia em que tudo muda, porque você assim o decide.

Esta carta diz-nos que estamos no caminho certo. Se, por um momento, independentemente das suas circunstâncias, acreditar que o sofrimento que sente, os desafios que atravessa, são aquilo que é suposto estar a atravessar, o que poderia aprender com estas experiências? Se olhar para si não como uma vítima, mas como um Mestre, daria a si próprio a permissão de sentir tranquilidade neste momento acreditando que está a ser guiado na direcção das respostas que procura?

O nosso Poder está cá dentro. Se o alimentarmos, ele pode influenciar toda a nossa vida. Acreditar em algo não tem de ser “lógico”, não tem de ser “corroborado” por experiências passadas nem passar o teste do que é “mais provável”. É apenas algo que você decide, agora. É muito simples, pode não ser fácil por vezes, mas é simples. Acreditar que está no caminho certo, acreditar que as respostas virão até si na altura certa. A Mente só vê aquilo que conhece, enquanto o Coração sabe muito para além do que já viveu, ele conhece o seu potencial. Hoje, neste momento, você tem o Poder de escolher. Que escolha fará hoje? 😉

Seja livre, escolha em Consciência ❤

Muita Luz,

Sofia M.


Carta do dia de 28.04.2016:

“Financial Healing” (Cura financeira)

Finance Healing_Yellow Lily

É interessante como é a segunda carta esta semana que sai relativa a temas materiais. Na terça-feira, tivemos a J

ustiça que falava da importância do equilíbrio também da nossa área material e em como tudo está ligado e se inter-influencia, sendo possível imprimir espiritualidade no reino material.

Hoje, sai uma carta direccionada especificamente para as finanças, ou seja, o dinheiro. Há muitas mensagens importantes que é suposto transmitir nesta publicação, por isso tentarei ser o mais coordenada e clara possível.
A relação que mantemos com o dinheiro é mais importante do que a maioria de nós se apercebe. É muito comum olharmos para o dinheiro como algo maligno, ouvimos muitas vezes a expressão “o dinheiro não traz felicidade” e herdamos o orgulho de gerações anteriores em que se acreditava que ter pouco dinheiro era sinónimo de se ser uma pessoa melhor. Existia a crença (e algum azedume) de que as pessoas com dinheiro, ou que estavam “bem na vida”, de alguma forma não valorizavam o que era realmente importante, de algum modo eram corruptos, maus para os mais pobres e, regra geral, arrogantes. Um dos grandes motes da maioria das religiões modernas é o despojamento do material, um largar de posses materiais para se aceder ao nosso Eu puro. Aqui, não criticarei crenças religiosas nem práticas espirituais, não é o meu lugar dizer-lhe que você está errado/certo ou que determinada religião é nefasta/positiva. Aqui, fala-se de aprendizagem, troca de impressões e evolução em Liberdade. E, parte dessa Liberdade é você poder decidir sem ninguém lhe apontar o dedo. Aqui, tecem-se ideias, fazem-se sugestões, passam-se mensagens ❤

Estas heranças continuam profundamente enraízadas em nós. A maioria vive em conflito com a sua parte financeira. Alguns sofrem porque têm de menos, outros sofrem porque têm demais. Quantas histórias tristes ouvimos sobre pessoas que ganharam a lotaria e perderam amigos, família, sentido na vida? É que a grande verdade aqui é que não interessa a quantidade de dinheiro que você tem neste momento, o que é realmente importante é a relação que tem com ele.

Se olha para o dinheiro como a raiz dos males do mundo, está a conferir-lhe uma importância que ele não tem, pois o dinheiro propriamente dito é uma energia de troca, que tanto pode ser usada para criar benefícios como destruição. É uma energia poderosa, que de momento, governa o mundo, e faz parte da sua liberdade decidir a forma como se relaciona com ele. Esta ideia de que o dinheiro corrompe está directamente ligada ao ganho de Poder. Ter mais dinheiro possibilita-nos fazer mais coisas, somos vistos como pessoas de sucesso e nisso reside Poder, reconhecimento, afagamento do Ego e toda esta situação pode ser muito tentadora se a nossa Consciência ainda não tiver acordado o suficiente.

É uma questão de escolha. Existe Poder artificial e Poder real neste mundo. O Poder real reside dentro de nós, é algo que nos traz verdadeira Paz, Amor e Alegria, enquanto o Poder artificial traz-nos o mundano, a satisfação imediata, uma busca incessante de prazer que nunca consegue ser de facto saciada. Muitos escolhem o Poder artificial em vez do Poder real e é aqui que reside a corrupção do Eu interior.

Quando olhamos para o dinheiro como algo maligno, estamos a ceder o nosso Poder interior, porque o vemos como algo vivo que é a causa do nosso mal-estar. Talvez seja uma relação amor-ódio em que precisamos dele, mas não queremos precisar. Talvez criemos uma relação disfuncional e co-dependente em que alimentamos a crença da escassez. Sofremos quando temos pouco dinheiro e sofremos quando recebemos mais, porque temos medo de o perder. É um ciclo infinito de ansiedade, medo e enervação.

Vamos por pontos. Pode ser verdade que este sistema financeiro não é sustentável nem justo. Ele é, de facto, injusto, porque pressupõe que poucos tenham muito e que a maioria tenha pouco, é necessário que a base da pirâmide seja a maior para poder sustentar o topo da pirâmide. Pode ser verdade que a ganância crie situações de desespero, de opressão e que muitas pessoas sejam apanhadas nesta rede. Mas, é também verdade que você tem Poder para alterar a sua vida. E é também verdade que é necessário conseguir navegar no mundo, ser adaptável às circunstâncias, usar o seu Poder pessoal para influenciar as energias circundantes ao invés de andar ao sabor da maré, dando o governo do seu barco a outra energia que não a sua. Ninguém diz que é algo a conseguir de um dia para o outro. Mas, tente começar a pensar na forma como se relaciona com o dinheiro. Quando pensa nos seus problemas financeiros, para onde é que a sua mente viaja de imediato? Quem ou o quê a sua mente começa a culpar pela sua situação? O que sente relativamente à sua situação financeira? Raiva, desgosto, ansiedade, medo, sensação de escassez?

Pode ser difícil de ouvir, mas não é a quantidade de dinheiro que é a causa para esta escassez, a causa encontra-se bem sólida nas suas próprias crenças pessoais. Você é infinitamente mais poderoso do que imagina. Muito mais. As suas crenças moldam a sua situação, elas influenciam directamente as circunstâncias da sua vida. O que muito chamam de Sorte ou de Azar, outros chamam de Lei da Atracção. O que muitos vêem como a raiz de todos os males, outros vêem como moeda de troca e usam essa energia com mestria. Pode parecer-lhe algo infantil, mas pergunte a si próprio: mas afinal, quem é que manda aqui? A resposta é só uma, você próprio. Esta carta lembra-nos que é possível curarmos a nossa situação financeira. E a palavra Cura é apropriada para aqui. Porque não é o dinheiro que precisa de ser purificado ou curado, é a sua relação com ele.

Experimente começar a olhar para a sua situação financeira com gratidão. Eu sei que é difícil, dependendo da situação em que se encontra. Mas, não é por tentar a experiência que virá mal ao mundo (muito pelo contrário). Olhe para o dinheiro como um aliado, como um amigo. Sinta-se grato pelo dinheiro que tem, mesmo que seja pouco. Pratique todos os dias acreditar que o dinheiro que precisa virá nas alturas certas em que precisa. Em vez de criar expectativas, crie apreciação por aquilo que tem de momento, acreditando num futuro próspero, e rejeitando pensamentos de escassez. E, já agora, sinta-se merecedor de conforto, merecedor de ter as suas finanças equilibradas, merecedor de estar “bem na vida”, porque essa é a verdade. Você merece ser feliz.

O dinheiro está directamente relacionado com a nossa sobrevivência, por isso é tão difícil mantermo-nos calmos e confiantes em todos os momentos. Mas, é importante ter noção dos nossos próprios sentimentos e crenças, pois são eles que moldam o fluxo de energia na nossa vida. Se você tem medo que o dinheiro lhe falte, no fundo está a dizer “não sei se a minha sobrevivência está assegurada”, e esse medo é uma energia muito potente. Mas, pode fazer força contrária lembrando-se todos os dias da importância de curar a sua relação com o dinheiro, com a sua própria sobrevivência e vida.

Coloque post-its ou notas em locais visíveis na sua casa para que seja lembrado de forma contínua da sua resolução interna. Escreva num papel todos os dias, afirmações positivas acerca do dinheiro. Inclua nos seus pedidos ou preces a cura da sua situação financeira. Os Seres de Amor Incondicional estão à espera da sua autorização para poderem intervir directamente. Para eles, não existe separação das áreas da nossa vida, não existem necessidades superiores e inferiores, existe apenas Amor.

E, quando a sua situação financeira for curada, não se esqueça onde se encontra o Poder real, use a sua Consciência para reconhecer tentações e escolher o caminho do Amor.
Seja Mestre da sua vida.

Seja livre, escolha em Consciência ❤

Muita Luz,

Sofia M.

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Baralho utilizado:
Flower Therapy Oracle Cards, de Doreen Virtue e Robert Reeves


Carta do dia de 29.04.2016:

“Finances and Career” (Finanças e Carreira)

Finances and CareerAmigos, asseguro-vos que não estou a fazer de propósito. Uau, que sincronia no tema desta semana!

Se andar a seguir as cartas do dia desta semana, sabe que esta é a terceira carta que sai com o tema de finanças. Geralmente, quando surgem cartas com mensagens repetidas, é porque há muito para aprender dentro do próprio tema. Na terça-feira, falámos da importância de imprimir a nossa área material com espiritualidade, ontem falámos da importância de curar a nossa relação com o dinheiro transformando-o no nosso aliado em vez da fonte do nosso mal-estar, e hoje falamos da relação entre as finanças, a nossa carreira e os nossos relacionamentos.

É um aspecto crucial, pois as finanças, a carreira e os relacionamentos estão, a maioria das vezes, intrinsecamente ligados. É interessante que esta mensagem surja ligada à nossa parte relacional, pois apesar de a carta falar em “vida amorosa” (love life), recebi a indicação de que esta mensagem não se refere apenas ao relacionamento romântico, mas sim às relações que mantemos com os outros. Estes relacionamentos podem ser com família, amigos e até com pessoas que conhecemos menos bem. Dizem-me: está tudo interligado.

A nossa carreira, finanças, são muito influenciadas por factores externos, principalmente no que diz respeito às pessoas que nos rodeiam. As suas opiniões revestem-se de uma grande importância para nós, da qual podemos ter consciência ou não. Se estas influências encontrarem correspondência dentro de nós, entrelaçando-se nos nossos próprios medos e ansiedades, podem mesmo moldar de forma directa as decisões que tomamos em relação à nossa carreira. Podemos ter desejos internos, mas que por sabermos que serão recebidos com crítica ou até desconsideração, guardamos para nós e raramente os seguimos. Alguns transformam-nos em hobbies, mas outros nem a isso se atrevem.

E, então se falarmos em termos de carreira, que são sempre acções mais assertivas e públicas, a maioria encolhe-se esmagada pelos seus medos, que são inflamados pelas opiniões externas. Por outro lado, pode também dar-se o caso de termos pessoas na nossa vida que tentam incentivar-nos a seguir uma carreira mais próxima da nossa Natureza e que, por receios e inseguranças pessoais, não o fazemos. Independentemente da situação em que se possa encontrar, as decisões que toma em relação à sua carreira, têm dois grandes factores de peso: as finanças e a opinião, externa e interna.
Quando falamos então em mudanças de carreira grandes, como por exemplo, um advogado que sonha ser pintor, o caso complica-se ainda mais. O que dizer às pessoas que nos conhecem há anos que ponderamos deixar uma carreira sólida, que nos deu tanto trabalho a construir, um status reconhecido, uma situação financeira estável, para seguirmos um sonho louco, sem garantias de sucesso e que não nos dará o mesmo retorno em termos de rendimento? Que dizer ao nosso próprio espelho? O que fazer com todas aquelas emoções de insegurança, ansiedade e terror?

Falam-me neste momento em carreira do coração. Esta é das carreiras mais difíceis de seguir e a qual é descartada pela maioria de nós. É descartada, porque implica desbravar o nosso próprio caminho, pois ela parte directamente do nosso coração, que tem uma energia única, logo o caminho terá de ser único, nunca antes caminhado por mais ninguém. E isto é difícil de assumir perante nós e o mundo e é difícil de escolher ir por aqui, porque se nunca ninguém fez o caminho… que garantias temos do nosso sucesso? Que referências temos para avançar na direcção certa? Nenhumas…
Mas, é a carreira do coração que viemos cá para desbravar. É aquela que se nos apresenta como uma floresta inexplorada, que nos obriga a encolher os ombros quando alguém nos pergunta onde temos a cabeça, pois não temos resposta lógica para dar que justifique a nossa escolha, é aquela que, muitas vezes, depois de anos e anos a construir castelos, nos lança num mar de depressão e dúvidas, porque sentimos que não estamos a fazer aquilo que viemos cá para fazer. E a sensação de perda de tempo, de desperdício da nossa energia, é esmagadora. Pode ser doloroso, mas acontece por uma boa razão. Mostra-nos que aquilo que construímos com tanto afinco não é aquilo que nos dá sentido na vida. Mostra-nos que o mundo não é feito de verdades, é feito de opiniões. Quando alguém ou uma multidão inteira diz “isso não é possível”, estas são apenas opiniões, nunca verdade.

A única pessoa que pode decidir o seu caminho, é você, e se for a única pessoa no mundo inteiro que acredita que pode vencer no seu sonho mais louco, então essa é a sua verdade. Não permita que a descrença dos outros o influencie ao ponto de se manter numa vida, numa carreira, que não lhe traz felicidade nem realização pessoal. Talvez até tenha um cargo invejável, com um ordenado invejável, e os outros lhe digam “que sorte que tu tens”, mas se você está infeliz, então que sentido é que faz continuar nesta insistência?
Não tem de mudar a sua vida da noite para o dia. Não tem de largar tudo, deixar tudo para trás, e começar de novo. Consoante a sua situação e a sua personalidade, poderá decidir dar passos lentos, mas decididos. Poderá contemplar um período de transição em que começa a semear aquilo que realmente deseja para si em termos de carreira do coração, enquanto começa a cortar devagar cada fiozinho que o liga à sua carreira mental.

E sim, as finanças demoram mais tempo a dar-lhe o retorno que deseja quando inicia algo novo. E sim, poderá encontrar incompreensão e crítica por parte dos outros. Mas, quando se olhar ao espelho, vai saber que está a ser íntegro consigo próprio, saberá que está finalmente a ser honesto consigo e a dar passos para revelar a si e ao mundo o seu verdadeiro Eu. Um Eu único, poderoso e inspirador.

Há anos atrás houve uma afirmação que entrou na minha mente como um raio e me fez todo o sentido: todos aqueles que me criticam, só irão mudar de ideias quando eu tiver sucesso, nunca antes. E, nesse momento, a única pessoa que tinha de decidir acreditar que iria ter sucesso era eu, e mesmo que ninguém mais acreditasse (o que não era o caso, porque felizmente tive e tenho pessoas na minha vida que me apoiam), era suficiente eu acreditar. Era crucial eu acreditar. Eu era o início e o fim de tudo.

As pessoas na nossa vida são importantes para nós. As suas opiniões são-nos valiosas. Contudo, nada disto implica que as suas crenças tenham de ser mais fortes que nós. O amor que temos por elas não significa que tenhamos de nos sujeitar a uma vida cinzenta, aborrecida e contrária à nossa verdadeira natureza.

Finanças, carreira, relacionamentos. Tudo ligado numa grande rede, com você no meio, que pode escolher ser Mestre ou ser Vítima. Aqui, não há crítica. Pode escolher o que quer ser e não sou eu que lhe vou apontar o dedo. Posso apenas dizer-lhe: vale a pena, muito a pena, seguir o nosso coração. Vale a pena atravessar medos, inseguranças, vergonhas, arriscar ser ridicularizado, porque quando somos honestos connosco próprios, as peças do puzzle começam a encaixar-se. Há uma nova força em nós, um novo entusiasmo. A Alma brilha com mais intensidade e sentimos cá dentro que não estamos sozinhos.
Há muitos seres ao seu lado a apoiá-lo e que trabalham para que você tenha sucesso, pois quando você emana a sua verdadeira Luz, o mundo inteiro beneficia.

Afinal, que sentido faz uma vida sem sentido?

Seja livre, escolha em Consciência ❤

Muita Luz,

Sofia M.

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Baralho utilizado:
The Romance Angels Oracle Cards, de Doreen Virtue


Carta do dia de 30.04.2016:

Acceptance (Aceitação)

AcceptanceHoje, sai-nos uma carta que apesar de ter uma mensagem muito clara, muitos de nós ainda não conseguiram compreender claramente o que significa.

É importante compreender a diferença abismal que existe entre Aceitação e conformismo. Consoante tivermos um Ero proactivo ou passivo, este rebelar-se-á contra a sugestão da verdadeira Aceitação. Veja em qual das duas categorias de Ego você se identifica, neste momento:

– “Quem aceita a situação em que está é quem é preguiçoso ou não tem confiança em si próprio. Não é suposto aceitarmos o que temos, se estamos mal, devemos mudar”.

– “Faz-me sentido aceitar a situação em que estou, porque não depende de mim as circunstâncias mudarem. Só posso continuar a ter esperança de que algo intervirá a meu favor”.

A primeira mensagem vem de um Ego proactivo, com necessidade de acção e de controlo, enquanto o segundo vem de um Ego passivo, que emana uma sensação de insegurança pois não acredita que pode influenciar uma resolução positiva dos seus problemas. Nenhum dos dois tem a resposta que procuramos, mas também não significa que estejam totalmente errados. No primeiro há a indicação de que a acção pessoal é importante para avançar (sabedoria), por isso não se deve aceitar a nossa situação, pois os únicos que a controlam somos nós (medo), enquanto o segundo fala de intervenção, que podemos compreender como intervenção divina (sabedoria), porque não depende de nós mudar as circunstâncias (medo). É aqui que entra o jogo do Ego. É fácil para o Ego convencer-nos de algo, porque as suas ideias não são estranhas nem demasiado excêntricas, elas possuem uma gota de verdade envolvida num manto de medo, falando simultaneamente à Sabedoria (Evolução) que temos enquanto estimulam e inflamam o nosso Medo (Estagnação). Contudo, é crucial compreender este jogo para conseguirmos separar as ideias que nos farão evoluir daquelas que nos mantêm num ciclo de estagnação, ou numa constante ilusão de movimento, mas sem avanço efectivo.

Um Ego proactivo floresce na ideia de separação do Todo, dando-nos uma sensação de isolamento, fazendo-nos sentir que esta atitude é positiva, é motivo de orgulho; é repleto de acção, proactividade, com pouca contemplação. Um Ego passivo floresce na ideia de separação do Todo, dando-nos uma sensação de isolamento, fazendo-nos sentir que há outras pessoas/energias/seres que sabem mais do que nós e que saberão melhor do que nós o que fazer; é repleto de contemplação, receptividade, com pouca (ou nenhuma) acção.
Consegue ver a tremenda semelhança que existe entre os dois Egos? Independentemente de um ser proactivo ou ser passivo, ambos florescem na ideia de separação e de isolamento. É por isso que nenhum dos dois nos fornece a resposta que procuramos, mantendo-nos confusos e desorientados.

Aceitação não é conformismo e a não aceitação não é rebeldia saudável. A Aceitação vem de um lugar de Paz. Aceitar o nosso presente, com tudo aquilo que existe nesse momento de bom e de mau, de agradável e desagradável, permite-nos, por um lado, largar a necessidade de controlo e, por outro, aceder à nossa centelha divina onde reside a verdadeira confiança pessoal. A Alma é simultaneamente proactiva e passiva, estes dois conceitos existem em uníssono em plena harmonia, intercalando-se consoante as energias do momento. Momentos para agir e momentos para contemplar, momentos para movimento e momentos de paragem. Tudo na nossa vida tridimensional funciona dessa forma. Para libertar tensões, deve mexer-se, mas ao fim de algum tempo, o corpo está cansado, precisa de parar. Para um dia intenso de actividade, é necessário dormir à noite. Para um momento de contracção, tem de se seguir um momento de libertação. Inspirar e expirar. Movimentos contínuos, harmoniosos e complementares.

Aceitar a sua situação é respirar fundo, largar as críticas que tem sobre acções passadas, largar os julgamentos que faz acerca de si próprio e compreender que faz parte do Todo, não está sozinho. Sim, a sua vida depende de si, afinal de contas, é a sua vida, foi a si que lhe foi dada e cabe-lhe a si vivê-la, mas isso não significa que tenha de o fazer sozinho. Não tem de se erguer no topo de uma montanha de punho no ar, nem tem de se encolher numa caverna com medo de sair lá para fora. É uma questão de equilíbrio. Nós temos o Poder para alterar a nossa vida, porque tudo começa dentro de nós. Quando aceitamos largar o controlo, estamos a dar permissão à Alma para nos enviar as mensagens de que precisamos com as melhores soluções que nos darão as circunstâncias melhores para nós. E, quando essas mensagens passam até nós, é nessa altura que devemos seguir essas orientações e agir. Mas, esta é uma acção confiante, sem a ansiedade esmagadora da expectativa com o terror de falhar. É uma acção que vem de um lugar de Paz, aceitando que as nossas acções internas e externas influenciam directamente a nossa vida, mas que também fazemos parte de um Todo, com Seres de Amor Incondicional, que são a nossa família, e que nos ajudam em todos os momentos, se assim dermos permissão.

Aceitar não é o mesmo que dizer “tenho de gostar da vida que tenho”. Todos nós temos circunstâncias diferentes, e algumas podem ser muito adversas ou até perigosas para a nossa saúde. Aceitar algo não significa largar o nosso Poder pessoal, como um encolher de ombros ou uma atitude de conformismo, que é sempre uma atitude derrotista.

Aceitar a nossa situação é dizer “cheguei aqui, estou aqui. Sei algumas das razões que me levaram aqui, outras não sei. Reconheço que tenho coisas na minha vida que quero mudar, que não me fazem bem, que me mantêm neste sítio onde sou infeliz. Contudo, tenho outras que posso começar a valorizar. Tenho situações/pessoas/bens materiais pelos quais posso começar a sentir-me grato. Aceito que não estou sozinho e que tenho Amor à minha volta. Aceito que, neste momento, posso não estar a manifestar a minha Alma aqui em toda a sua plenitude, mas sei que quero e posso começar a fazê-lo. Peço ajuda à minha Alma, ao meu Eu Superior, à Fonte de Amor Incondicional, aos Seres de Amor Incondicional, que são a minha verdadeira família, para me orientarem e criarem as circunstâncias perfeitas que me trarão as soluções perfeitas de que preciso. Peço ainda confiança para agir quando for o momento certo. Peço paz e confiança para poder largar a necessidade de controlar os resultados. Aceito que os resultados poderão não ser aqueles que desejaria, mas que são o que preciso para dar os passos em direcção ao meu verdadeiro Equilíbrio. Aceito que sou Mestre da minha vida, pertencente ao Todo, pertencente a uma família de Amor Incondicional, que me ajuda aqui na minha experiência humana, tridimensional, em todos os momentos. Aceito que o passado encerra aprendizagens, mas que não é oráculo do futuro. Aceito que o presente é onde reside o meu Poder, onde agora semeio Paz, Alegria, Confiança, Compaixão, Saúde plena, Cura, Abundância e aceito que continuarão a florescer no meu Futuro.”

A Aceitação é uma viagem dia após dia, há momentos em que estará mais confiante, outros em que terá dúvidas. É natural. Não há necessidade de ficarmos irritados por não conseguirmos manter a confiança e largar o controlo, nem há necessidade de nos criticarmos porque nos sentimos impotentes novamente. Também é benéfico para nós aceitarmos as nossas dualidades, os nossos momentos mais inspirados e os outros menos brilhantes. Aceitar, respirar fundo, e acreditar que continuamos a evoluir. Que depois da tempestade, virá o sol. E que o sol se tornará cada vez mais brilhante para nos ajudar a atravessar as tempestades com confiança e paz. Sem medo, com infinita compaixão por nós, em comunhão com a nossa família de Amor Incondicional, sorrindo e chorando, inspirando e expirando. Em Paz.

Seja livre, escolha em Consciência ❤

Muita Luz,

Sofia M.
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Baralho utilizado:
Archangel Raphael Healing Oracle Cards, de Doreen Virtue


Carta do dia 01.05.2016:

Queen of Water (Rainha das Águas)

Queen of WaterQue carta tão apropriada para o dia de hoje! 🙂
Hoje, é Dia da Mãe e sai-nos a Rainha das Águas. Esta Rainha é uma líder que governa através do coração. Ela é terna, paciente, compassiva, empática e muito, muito intuitiva. Se eu tivesse de falar na Mãe, em termos abrangentes, estas seriam definitivamente as características que mencionaria.

Nem todos nós passamos pelas mesmas experiências. Nem todos podemos dizer que tivemos uma mãe, no sentido mais profundo da palavra. Alguns de nós podem não ter conhecido a sua mãe biológica, outros não se ligaram à mãe adoptiva, enquanto outros tiveram várias “mães” numa instituição. Mas, todos nós temos uma Mãe, bem cá dentro de nós. Por isso, quer hoje você tenha uma mãe física para celebrar, quer esta já não esteja entre nós, ou mesmo que ela nunca tenha existido para si fisicamente, a celebração da Mãe Sagrada é algo muito importante para nós. Porque podemos não conseguir escolher a nossa mãe exterior, esta pode ter sido o centro da nossa alegria ou o centro da nossa dor, ou ambos, mas a Mãe que habita no nosso interior é crucial para o nosso Equilíbrio.

Dependendo das nossas experiências ao crescer, e consoante as pessoas, nomeadamente mulheres, que nos rodearam, nós absorvemos essas experiências e transformámo-las na nossa Mãe interna. E esta Mãe pode ser nossa aliada ou nossa inimiga. O Sagrado Feminino é algo que foi muito ferido no passado e continua o seu processo de recuperação, numa cura muito lenta. Cá dentro, mulheres e homens, lutam num conflito interno com uma Mãe interior que é, muitas vezes, autoritária, seca, manipuladora e azeda. Porquê? Porque o feminino ferido usa armas que nos magoam directamente no coração. Como o Feminino usa a energia que reside no mais profundo de nós, o Amor maternal, para nos dar vida e nos alimentar, e porque é profundamente conhecedor do reino da intuição, compreendendo o que o rodeia quase num piscar de olhos, quando o feminino degenera, esta energia é virada ao contrário e consegue atingir-nos directamente onde mais dói. É vital para nós compreender que podemos não controlar a mãe exterior que tivemos/temos, mas podemos e devemos cuidar da nossa relação com a nossa Mãe interior, pois esta é um reflexo do nosso próprio Feminino. Se o nosso Feminino não estiver em equilíbrio, pode ser um verdadeiro carrasco para nós.

A Mãe Sagrada cuida, dá Amor Incondicional, é uma líder cuja autoridade é natural e não imposta. Ela alimenta os nossos corações, apoia-nos nos nossos sonhos mais loucos, enquanto nos conforta quando a vida não corre como gostaríamos. Ela é divertida, vive a vida com uma gota de leveza, pois sabe que ontem pode ter sido um dia difícil, mas hoje encerra todo o potencial para evoluir. Ela sacode os dramas como água do capote, não entra em conversas destrutivas e não embarca em fantasias. Ela sonha, é Fonte de Criação, e é infinita na sua capacidade de Amar. Ela tem o abraço mais quente e a intuição mais aguda. Ela lembra-nos da importância da suavidade, da compreensão, da paciência e da empatia, principalmente em períodos adversos onde os nossos princípios e crenças são testados. Ela fala-nos em construção ao invés de destruição e é uma eterna optimista, mantendo porém os pés bem assentes no chão.

Esta é a personificação da Mãe Sagrada e este potencial reside em todos nós. Seja mulher seja homem, a Mãe vive em si, seja ela Criadora ou Destruidora. Faz parte da nossa responsabilidade para connosco próprios cuidar desta parte de nós tão importante. Viver a vida zangado e ressentido pelo nosso passado ou situação actual com as nossas mães externas é convidar a dor e o sofrimento. É não conseguir ver para além das nossas emoções doridas, agarrando-nos a uma raiva que sentimos que a outra pessoa merece, mas sem nos apercebermos que no processo, a pessoa que sai mais magoada somos nós próprios. Alimentamos a nossa Mãe Destruidora com mais ressentimento e ela dá-nos o retorno de uma forma terrível, porque ela, má ou boa, é muito poderosa.

O positivo disto tudo é que este Poder é também nosso. E, nós podemos mudar a nossa perspectiva, escolher alimentar o nosso interior com Amor para começar a curar esta Mãe interna. O perdão é essencial. Não quer dizer que perdoar seja dizer que o que a outra pessoa fez (ou faz) está certo ou é justificável. Perdoar não é mais que escolher largar a raiva. Uma raiva que continuará a destruí-lo por dentro tornando-o cada vez mais amargo e triste. Perdoar é escolher largar aquilo que nos traz sofrimento, para poder escolher-se a si próprio. Porque se a sua mãe externa não lhe soube dar Amor, e você agora perpetua esse ciclo recusando-se a amar-se a si próprio, que sentido é que faz continuar a alimentar esse ressentimento? Para onde é que continua a caminhar carregando este fardo, cada vez mais pesado? O que está a ganhar com isto tudo?

Hoje, o Dia da Mãe lembra-nos que celebrar a nossa Mãe interna ou externa, ou ambas, é celebrar a vida. Se tiver actualmente, ou tiver tido, uma Mãe externa amorosa, líder pelo coração, guerreira intrépida, celebre-a em plenitude. Faça-a sentir (quer ela esteja entre nós ou não) como ela o influenciou profundamente e a sua gratidão pela dádiva da vida. Por todos aqueles momentos de firmeza ou de conforto, pelos momentos de riso e de choro, por todas as conversas de horas a fio em que nos ouvia com paciência infinita, como sempre nos recebeu de braços abertos mesmo após a termos acusado de não nos compreender. E, apesar de ninguém ser perfeito, ela foi a mãe perfeita para si.

E, se por outro lado, a sua Mãe externa não tiver sido o melhor exemplo, ou mesmo tiver sido a fonte do seu sofrimento, celebre a sua Mãe interna. Compreenda que, por oposição, por saber nesta vida como dói não ter uma Mãe que alimenta o seu coração, você sabe melhor do que ninguém como ela é importante. Talvez até, na sua vida, depois de ter curado essas dores dentro de si, você possa ajudar outras pessoas no seu caminho a encontrar o Amor de que precisam. O Perdão não é uma borracha que torna a outra pessoa impune, é uma arma de libertação para si próprio. É escolher ser feliz, é escolher colocar-se a si primeiro. Não permita que a negatividade à qual, infelizmente, alguns de nós sucumbem o arraste a si para o fundo. Seja aquele que se liberta do escuro e nada em direcção à Luz. Aquele que, tal como a carta da Rainha das Águas, emerge do fundo do Mar, brilhante e de coração aberto, liderando com Compaixão e Amor. É possível, você é mais poderoso do que imagina, e o Amor é infinitamente mais poderoso do que a Raiva 🙂

Parabéns e muito Amor a todas as Mães Sagradas neste dia e em todos os dias!

Seja livre, escolha em Consciência ❤

Muita Luz,

Sofia M.

Faço leituras de cartas individuais: https://sofiamotamarques.wordpress.com/leituras-de-cartas/

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Baralho utilizado:
Angel Tarot Cards, de Doreen Virtue e Radleigh Valentine

Leitura semanal de 18 a 24 de Abril, 2016

18.04

 

Esta semana é uma semana de reflexão, mas não são aquelas reflexões em que nos sentamos e ficamos a pensar e a pensar numa tentativa mental de chegar a conclusões definitivas. É uma semana de reflexão interior, uma introspecção sobre as áreas da nossa vida e o estado actual da nossa existência, encerrando em si um grande potencial para transformação e, consequentemente, evolução.

A primeira carta que surge é logo um Arcano Maior, de seu nome “O Dependurado”, que nos indica que será uma semana intensa a nível interno, com uma energia profunda e que poderá dar-nos outra perspectiva sobre nós e o mundo. Esta carta indica também ritmos mais lentos, alguns aparentes atrasos, mas estes ocorrem para criar as circunstâncias e os ajustes necessários às melhores soluções para nós. O desafio é mantermo-nos confiantes numa resolução positiva, aproveitando estes espaços de tempo para nos dedicarmos ao nosso interior sem nos preocupar em demasia em efectuar acções exteriores.

Os dois temas de reflexão esta semana são-nos dados pelas duas cartas seguintes, o nove de pentagramas e o nove de copas (2ª e 3ª cartas), o que significa que andaremos à volta de questões financeiras e também emocionais. Contudo, é particularmente relevante a mensagem por detrás de cada carta para nos dar pistas sobre estas reflexões de forma mais concreta. Basicamente, a energia de reflexão concentrar-se-á especificamente na nossa estabilidade financeira e emocional. Quer você esteja numa situação confortável, agradado com o que conseguiu alcançar, possivelmente tem as suas finanças estáveis e sente-se no centro das atenções, como numa festa, quer, pelo contrário, esteja a batalhar com dificuldades a este nível, esta semana todas estas questões serão centrais. Questões como “cheguei até aqui, e agora?”, “alcancei os meus objectivos, será que estou realmente feliz?”, “Se trabalho tanto, porque é que não consigo aquilo que quero?”, “Sonho com uma vida confortável, estável e abundante, será que é pedir demais?”, “O que é que eu quero realmente?”, entre outras, estarão na ordem do dia (ou dias).

Geralmente, nós como seres humanos reagimos a estes questionamentos interiores com impaciência, medo ou até enfado. Contudo, é importante termos consciência de que quando algo nos “apoquenta” ou nos “enerva” e é quase recorrente, é porque tem em si um grande potencial para nos libertarmos do velho e arranjar espaço em nós para o que realmente nos fará felizes.

Poderá estar impaciente esta semana para que as situações na sua vida ganhem contornos mais concretos, que avancem mais rapidamente, e poderá tentar forçar para que isso aconteça. Faz parte do seu livre-arbítrio. Contudo, poderá também ser útil lembrar-se que a energia desta semana facilita mais a introspecção, a aceitação do ritmo da vida, e o aproveitar este espaço para se questionar sobre o estado actual das suas finanças e também da sua parte emocional, que integra mais especificamente os seus relacionamentos, entre si e os seus amigos, família, o mundo e, claro, de você consigo próprio. Quer se sinta no topo do mundo ou que está a escalar o Evereste para lá chegar, esta semana tudo isto será questionado e poderá encarar este desafio com aborrecimento e impaciência ou como oportunidade para compreender as razões por detrás da sua situação actual.

Estão favorecidas actividades mais lentas em que poderá estar realmente presente consigo próprio. Entre elas, caminhar na natureza (ou num parque, ou num local sossegado), yoga lento, meditação (passiva ou activa), ponderar 5 minutos antes de dormir, escrever, contemplar. Tente não passar demasiado tempo junto de equipamentos electrónicos (sei que pode ser difícil se os usar a nível profissional), mas no seu tempo livre, afaste-se um pouco da televisão, do telemóvel, tablet, etc. Passe algum tempo consigo próprio, olhe pela janela e deixe o seu olhar vaguear, passeie o cão ou brinque com o gato ou saia para dar um passeio. É quando temos a mente relaxada que as verdadeiras informações vindas da nossa Alma conseguem alcançar a nossa mente Consciente e essas informações podem ser realmente transformadoras para a nossa psique!

É uma semana com grande potencial para epifanias, que, na verdade, nos ajudam a avançar mais rapidamente do que forçar acções externas que nos dão a ilusão de movimento, mas que nos mantêm praticamente no mesmo sítio. Avanços internos ajudam o movimento externo, criando circunstâncias sincronizadas com o Amor Incondicional, em que as melhores soluções surgem sem que seja necessário um esforço titânico da nossa parte… nem arrancar os cabelos por causa do stress 😉

Seja livre, escolha em Consciência 😉

Muita Luz,

Sofia M.

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Cartas e baralhos:

Todas as cartas são do Baralho de Tarot de Marselha (tarot tradicional)

1ª carta: O Dependurado (ou O Enforcado)

2ª carta: Nove de pentagramas (ou Nove de ouros)

3ª carta: Nove de copas

Leitura semanal de 11 a 17 de Abril, 2016

10.04

Esta semana, a energia da semana passada de libertação continua, mas com aberturas e oportunidades positivas que poderão surgir de forma mais concreta. [Nota: acabei de lançar uns confettis no ar de contentamento por esta revelação. Woo-hoo! ;)].

Nesta libertação daquilo que já não nos serve, principalmente no que diz respeito a conceitos e padrões mentais, abre-se um caminho de oportunidades para nós. É interessante a relação dinâmica entre as cartas esta semana que indica também uma relação dinâmica de energias. À medida que libertamos perspectivas e crenças mentais, abrimos espaço para entrarem energias positivas e criativas, o que, por sua vez, nos dá oportunidades concretas de iniciar novos projectos ou até de fortalecer os já existentes.

Temos o nosso livre-arbítrio, bem como a nossa intuição, por isso tudo depende de nós. Contudo, a energia desta semana favorece novas iniciativas, passos concretos dados na direcção de estabelecer ou reforçar parcerias, desenvolver projectos que já têm alguma forma. Há verdadeiro potencial de crescimento. A terceira carta, o três de pentagramas, indica o favorecimento de trabalho em equipa, novos projectos e até assinatura de contratos. Se se encontrar nesta situação, ou se se deparar com uma situação destas esta semana, poderá querer ponderar seriamente aproveitar a energia dando um passo em frente.

Chamam a atenção para o facto de a carta de libertação de padrões mentais, o dez de espadas, se encontrar no meio das outras cartas, dizem que não é por acaso. É um lembrete que no centro do surgimento destas oportunidades e abertura de caminhos está a nossa aceitação e vontade de libertar aquilo que já não nos serve. Este dado é crucial, pois a resistência ou desistência desta libertação, se por um lado não deve ser fonte de auto-crítica nem de culpa, por outro lado deve ser entendido que esta decisão não nos trará o avanço positivo que desejamos. De resto, esta afirmação é sempre verdadeira. Enquanto nos mantivermos presos ao passado, recusando atravessar as emoções e mágoas que nos dominam, não há de facto espaço para crescer ou para evoluir. No fundo, não há espaço para semear felicidade e realização quando estamos concentrados em manter tudo exactamente da mesma forma. Não há crítica aqui, são processos difíceis, mas é importante termos noção da nossa responsabilidade relativamente à nossa vida e, consequentemente, ao nosso futuro. E, esta semana, a energia favorece este dizer “adeus” às nossas correntes mentais para que o caminho indicado pela primeira carta, o três de varas, se abra perante os nossos olhos, mostrando como já tanto caminhámos, encorajando-nos a continuar a caminhar com confiança, usando a força criativa em nós.

Referem-me igualmente que quando largamos parte das nossas amarras mentais (diga-se aqui que não interessa quantas amarras liberta, uma só já fará toda a diferença) ganhamos Consciência do nosso próprio caminho, ou seja, é como tirar uma venda dos olhos. É como um acordar, quando olhamos em volta e nos espantamos por não termos dado conta até ali de todas as coisas boas que temos na nossa vida. É como um parar para olhar em volta e nos maravilharmos com o que vemos, sabendo que ainda temos muito para caminhar, mas em vez de isso nos esmagar com cansaço, incentiva-nos com entusiasmo.

Não temos noção realmente do nosso aprisionamento até começarmos a libertar aquilo que nos mantém estagnados e desolados. Esta semana lembra-nos que, se assim o aceitarmos, chegou a altura de tirar as amarras dos tornozelos e dar um passo em frente. E, quando realizamos estas acções corajosas, o Universo também responde a esta energia, potenciando ainda mais o nosso retorno.

Para os amantes da numerologia, temos novamente duas cartas número “3” esta semana numa tiragem de 3 cartas, o que reforça a magia por detrás das oportunidades, principalmente sendo ambas as cartas muito positivas, criando três triângulos: 3 da primeira carta, 3 da última carta e 3 por serem 3 cartas no total. No fundo, muitas mensagens estão aqui para nos dizer “avança, confia que correrá tudo bem, deixa o passado para trás e abraça a mudança que queres ver na tua vida”.

Eu já estou a esfregar as mãos, pronta para me atirar de cabeça (sim, porque se é suposto libertarmos energias velhas mentais, então é mesmo melhor ir logo de cabeça!) e você? 😉

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Muita Luz,

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Cartas e baralhos:

Todas as cartas são do Baralho de Tarot de Rider-Waite (tarot tradicional)

1ª carta: Três de varas

2ª carta: Dez de espadas

3ª carta: Três de pentagramas

Nenhum de nós sabe quanto tempo tem, nem o tempo das pessoas que amamos

É um dado adquirido que todos nós temos o nosso tempo aqui, quer acredite que este esteja pré-determinado ou vá mudando consoante as escolhas que fazemos. De qualquer forma, ninguém sabe quanto tempo tem. E o mesmo se passa em relação às pessoas que mais amamos aqui. A nossa mortalidade pode ser fonte de ansiedade ou pode ser uma oportunidade para fortalecer relações e compreender a importância da verdadeira aproximação e intimidade.

A pressa vivida no quotidiano, as nossas vidas estruturadas compostas por manhãs, tardes e noites, onde os nossos horários estão determinados por um conjunto de factores, incluindo obrigações, necessidades e desejos, dão-nos a ilusão de que os dias se passam uns a seguir aos outros. E, queixamo-nos porque num dia nos dói a ponta do pé e noutro dia refilamos contra o trânsito, e passamos horas a desabafar sobre aquela atitude que um colega nosso irritado teve connosco. E, de repente, estamos cheios internamente dos nossos horários, dos nossos futuros imaginados, respirando uma realidade que se repete todos os dias e, se não pararmos por um momento, a nossa mente fica plenamente convencida de que estes dias se desenrolarão até ao infinito, como se a mortalidade fosse um sonho do qual toda a gente sabe, mas sobre o qual raramente se fala e do qual temos pouco entendimento.

Por muito que tenhamos a sensação de que os nossos dias avançam uns pegados aos outros, ocasionalmente alterados por um período de férias ou um fim-de-semana mais empolgante, a verdade é que tanto nós como as pessoas que nos rodeiam vivem tão cheias de vida como de mortalidade. E, podemos escolher olhar para esta questão com ansiedade e medo, continuando a viver como se a morte estivesse sempre a muitos anos de distância, ou podemos aproveitar para realmente olhar para a nossa condição humana e talvez questionar as nossas prioridades.

As pessoas que nos rodeiam hoje, algumas delas poderão não estar cá amanhã, e a pessoa que você é para elas, poderá também um dia desaparecer de repente. Estas palavras não têm a intenção de alarmar nem de colocar uma nuvem negra por cima da sua cabeça, servem sim para o relembrar de que ter Consciência da Vida é ter Consciência da Morte. E, quando aceitamos esta realidade dentro de nós, começamos a valorizar os momentos que passamos com os outros, aprendemos a estar gratos pelo tempo que temos agora para viver a nossa vida e é como uma chamada de atenção para olharmos para o nosso estado actual e pensar: que prioridades tenho dentro de mim? Toda a gente diz que uma das grandes prioridades são as pessoas que ama na sua vida, mas se olhar de facto para o seu dia-a-dia, tem estado realmente presente com essas pessoas? Ou a sua presença limita-se apenas a estar no mesmo espaço geográfico do que elas? Estar presente implica uma vontade intrínseca de fortalecer as relações com os outros, construir intimidade não acontece só porque sim, é resultado do contacto entre Almas que partilham um ou vários momentos juntas.

Eu que estou a escrever e você que está a ler, nós um dia não estaremos aqui, mas levaremos connosco as nossas experiências, deixando nesta Terra a nossa energia e as memórias que partilhámos com aqueles que ainda ficarem aqui depois de nós. Não levamos nada mais, os nossos horários deixam de existir, as obrigações tão importantes hoje tornam-se inúteis, os deveres que colocámos acima das nossas relações já não fazem sentido e as prioridades materiais subitamente perdem relevância. Tudo o que levamos e deixamos para trás são experiências, são momentos, são partilhas. Então, o que é realmente importante no final de tudo? Quando se encontra perante uma decisão entre tratar daquele monte de roupa suja e passar umas horas de qualidade com quem mais ama, o que escolhe? Baseia a sua escolha no pensamento de que terá tempo no futuro para estar com eles? E, se alguém nesse momento lhe revelasse que esse futuro não existiria, o que faria então? Provavelmente, aquele monte de roupa suja perdia toda a importância. Então, convido-o a sair do “piloto automático” e olhar para o seu momento presente, o seu dia presente e compreender profundamente a impermanência das circunstâncias, a impermanência da presença das pessoas, a impermanência da Vida e agir com gratidão por aquilo que o rodeia, mostrando o seu Amor.

Amor em cada momento presente é o que cultiva uma vida rica, cheia e plena. E é também o que nos ajuda a aceitar que tudo tem um Fim, mas que esse fim não tem de ser visto com terror, pode ser visto como uma oportunidade para estar grato e poder expressar o seu Amor enquanto aqui estiver com quem ainda cá está 😉 E, consoante as suas crenças, esse Fim pode ser apenas um passo na viagem eterna da Alma e nesse sentido, a Morte é apenas outra etapa. Contudo, o Ser Humano que você é nesta vida, bem como os Seres Humanos que o rodeiam agora, são únicos. A Alma é eterna, mas a vida que está a viver agora é única, não acontecerá novamente. Por isso, valorize as pessoas na sua vida, os encontros inesperados, os amigos que vão e vêm, a família que aumenta ou diminui. Poderá não saber quanto tempo tem, mas pode decidir como passar esse tempo em cada momento.

Seja livre, escolha em Consciência 🙂

Muita Luz,

Sofia M.

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Aquilo que não realizamos não tem de ser fonte de crítica

Quero convidá-lo por um momento a pensar seriamente no que é “crítica”. Fala-se muito em críticas construtivas, que são consideradas positivas em oposição às destrutivas, consideradas negativas. Contudo, se olharmos com mais atenção, crítica não é mais do que apontar o dedo a algo que achamos não estar bem. Esse apontar de dedo pode ser feito de forma amigável ou de forma agressiva, mas não deixa de ser um dedo apontado directamente a uma vulnerabilidade pessoal ou do outro. Somos ensinados que a crítica é boa, que havendo auto-crítica é uma forma de nos vigiarmos para saber o que devemos mudar em relação a nós próprios. Gostaria de o convidar a olhar para esta questão por outra perspectiva.

A crítica é formulada a partir de um ponto de vista de um Eu Interior que observa algo, que pode ser um comportamento, opinião, etc, e conclui que esse algo é negativo e tem de ser mudado. Frequentemente, a crítica traz consigo uma lição de moral, que é transmitida supostamente para trazer a solução àquele problema detectado. Num mundo ideal, sem projecções mentais ou intenções subconscientes, criticar o outro ou nós próprios poderia ser uma excelente ferramenta de análise de comportamentos e padrões mentais/emocionais com vista a melhorias, mas na prática não é assim. Na prática, a crítica traz consigo uma energia abrasiva, que chega a roçar a arrogância, e pressupõe sempre que o que foi feito ou não feito deve ser alvo de condenação. Crítica e condenação estão, muitas vezes, de mão dada. Poderá afirmar que não é essa a sua intenção, e é compreensível, mas tente observar que reacção provoca nos outros e em si próprio quando usa a energia da crítica. Tente sentir por dentro a energia que está a criar ao criticar alguém ou a si próprio. E, se reparar como há indícios de condenação por detrás dessa crítica, poderá começar a pensar que talvez não seja a melhor via para alcançar os seus objectivos mais elevados. É que “agarradas” à energia da condenação, vêm outras energias do género “eu sei mais do que tu” ou “sou sempre o mesmo, nunca aprendo”, etc. E, quando usamos a crítica de forma repetida, esta torna-se um padrão. E, de repente, sem nos apercebermos temos um guarda prisional constantemente a dar-nos a sua “opinião” sobre tudo aquilo que não realizamos e devíamos estar a realizar, que não somos capazes porque não temos capacidade para mais, não somos suficientemente bons nisto ou naquilo, etc. Ou um autêntico polícia em relação aos outros, sempre de olho atento para detectar a mais pequena “infracção” e pronto a usar o apito.

Consciência não é o mesmo que crítica, pois Consciência tem em si a energia da Sabedoria, que nos transmite tranquilidade e confiança. Ao cometermos um erro ou um deslize, a Consciência anota o ocorrido, agradece a sua capacidade de reconhecimento do que ocorreu, observa o ocorrido em busca de aprendizagem e cria confiança para no futuro esse erro ou deslize não ocorrer, mantendo no entanto o sentido de evolução que nos diz que, mesmo que esse erro ou deslize ocorra novamente, que aprenderemos com ele e daremos mais um passo na nossa evolução. Ao passo que a crítica nos mantém a rodar em círculos, focados constantemente naquilo que temos de mudar e não conseguimos, num rol infinito de problemas, a Consciência liberta-nos desse padrão aprisionado e lembra-nos que somos responsáveis por nós, temos toda a capacidade de transformar as nossas vidas e que, com compaixão e tranquilidade, tudo é possível.

Estes não são conceitos simples, mas sempre que se sentir mal consigo ou fizer outros sentirem-se mal com aquilo que não se realizou ou com erros cometidos, está a usar uma energia negativa circular que o manterá no mesmo sítio com a sensação ilusória de movimento. Reforço negativo não é a força motriz mais eficaz, mas sim um encorajamento positivo quando acreditamos que somos capazes de mudar o que quisermos em nós. E, quando percebemos o verdadeiro Poder da Consciência, e largamos o padrão da crítica, largamos também a necessidade de criticar o outro, pois vemos como essa energia só vai gerar negatividade.

É importante desenvolver a nossa Consciência, aceitando as “falhas” em nós, sentindo responsabilidade pela nossa própria evolução, mas sem qualquer tipo de auto-crítica ou auto-condenação. Para semear alegria na sua vida, valorize as boas qualidades que tem e plante compaixão em relação àquilo que gostaria de melhorar em si. Estamos todos aqui para fazer aprendizagens, porque razão temos de nos condenar pelas aprendizagens que ainda não alcançámos?

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Dramas podem ser autênticas tempestades!

Dramas não são o mesmo que problemas ou desafios. Dramas carregam consigo uma energia de vibração muito baixa, com uma tendência circular que não encontra realmente solução, porque o começo e o fim de um drama não se prendem com a questão central nem as circunstâncias, mas sim com quem criou o drama e com quem participa no mesmo. Por esta razão, vemos com frequência como algumas pessoas “saltam” de drama em drama, pois assim que resolvem um têm necessidade de criar outro, pois este é um comportamento que necessita de altos teores de energia para se alimentar, como um padrão interno que se auto-alimenta, no fundo, como um vício.

Quer você se veja a criar dramas ou mesmo a participar neles com alguma frequência, é importante parar e perguntar-se porque é para si tão crucial envolver-se num problema ou desafio transformado numa história épica, de vários capítulos, que envolve outras pessoas e muitas conversas, tudo à volta do mesmo tópico, com conotação negativa. Pense na forma como se sente depois de participar nestes dramas. Sente-se revigorado, com paixão renovada pela vida e cheio de confiança? Ou sente-se constrangido, com uma sensação de “peso”, uma actividade mental intensa e o corpo ansioso, quase eléctrico?
Dramas são energia mal direccionada, ocorrem quando temos grandes quantidades de energia interna que não estão a ser utilizadas de forma positiva e que têm de ser escoadas por algum lado, criando a necessidade de nos focarmos nestes “projectos” que requerem toda a nossa atenção mental e emocional, usando energia dissonante, pesada e altamente crítica. Pense bem no que está a plantar na sua vida ao focar-se nestes dramas, pessoais ou alheios, com que pessoas se está a rodear no dia-a-dia e decida se é este o contributo que quer fazer para si e para o mundo.

Não há realmente limites para o que poderá conseguir criar na sua vida se decidir equilibrar esta energia mal direccionada e usá-la para implementar mudanças positivas no seu corpo, na sua mente, na sua casa e em todas as suas actividades em vez de a utilizar para plantar ou reforçar energias dissonantes. É realmente extraordinário ser livre para poder fazer escolhas em consciência, por muito difíceis que estas possam parecer. Pode decidir agora mudar a sua vibração e a vibração da sua vida, começando a afastar as nuvens negras e atrair as situações, os ambientes e as pessoas que realmente terão um contributo positivo para si!

Seja livre, escolha em Consciência 😉

Muita Luz,

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Leitura semanal de 04 a 10 de Abril, 2016

04.04

Esta semana poderão ocorrer encontros, sinais, situações criados pela sincronicidade da nossa Alma com a Fonte de Amor Incondicional para nos guiar na direcção do nosso Propósito mais elevado. É bom estar atento, mas não se preocupe demasiado sobre se está a perceber correctamente as mensagens ou se está a detectar os sinais certos, pois estes ocorrem quando não estamos a procurar, pois é quando nos encontramos mais abertos e receptivos, sem a interferência da mente. E, mesmo que não se aperceba destes sinais, poderá acreditar que está a ser guiado. Ainda esta semana, tive uma senhora que me escreveu para pedir esclarecimentos sobre uma leitura de cartas que havíamos feito na semana anterior, pois continha pontos profundos que ela ficara a ponderar durante este tempo. Uma das suas preocupações era precisamente não estar a conseguir compreender os sinais que tinham sido anunciados nessa leitura que iriam acontecer no futuro próximo. Nesta mensagem de esclarecimento, a energia de Amor Incondicional aproveitou para acrescentar alguns pontos importantes que ela estava preparada para ouvir naquele momento e, no final dessa mensagem foi-lhe dito que um dos sinais que ela recebera fora precisamente escrever-me a pedir esse esclarecimento, só que ela não se apercebera disto. Acontece muitas vezes connosco, os pensamentos e impulsos recorrentes são muitas vezes sinais, mas como estamos à espera de ver sinais exteriores, não nos apercebemos destes sinais mais subtis interiores, contudo mesmo não os reconhecendo, se agirmos, estamos a seguir a sua orientação.

A energia desta semana impele-nos a largar situações do passado, incluindo traumas, padrões mentais/emocionais, situações e pessoas que não contribuem positivamente para a nossa vida. Se estes não puderem ser largados de imediato, não se apoquente. O primeiro passo é sempre reconhecer o que já não queremos, e dar um passo de cada vez em direcção ao nosso verdadeiro Eu. Nesta viagem, e de forma natural, largaremos tudo aquilo que não serve para a nossa expansão. Esta viagem é representada pela segunda carta onde a mulher está a emergir das águas, afastando-se das ondas revoltas que personificam o seu passado. Se reparar com atenção, as suas roupas ainda se fundem com a água, dizendo-nos que este é um processo gradual, que poderá ainda carregar consigo estas energias, mas que o movimento em frente é poderoso e não poderá ser travado, se mantiver a persistência.

A terceira carta remete-nos para a orientação e ajuda dada pelo Amor Incondicional. Este poderá conter as suas crenças pessoais e, desde que estes seres sejam feitos de Amor, ou mesmo se aceitar ajuda apenas do seu Eu Superior, é benéfico respirar fundo e aceitar esta ajuda e orientação. Os passos e acções estarão sempre sob o seu controlo, faz parte do seu livre-arbítrio. Use-o sem medo nem culpa. O Mestre da sua vida é você e nada neste Universo poderá mudar isso. É preciso que esteja ciente do seu Poder e aceitar usá-lo sem medo.

Esta semana promete ser poderosa em termos energéticos, com potencial para caminharmos de forma clara em direcção ao nosso verdadeiro Eu. Esta caminhada pode parecer caótica de início, com muitas dúvidas, mas é apenas porque estamos a olhar directamente para a nossa desarrumação interna. Se se imaginar a si próprio a entrar numa divisão cheia de móveis empilhados, revistas e livros espalhados, com roupas sujas atiradas por todo o lado, cortinas rasgadas, e sujidade, com certeza que a sua primeira reacção seria parar, deixar cair o queixo, olhar em volta chocado e a pensar como é que poderá limpar e arrumar o cenário à sua frente. A nível energético passa-se o mesmo. Por isso, não se preocupe se estiver neste momento de choque inicial, pois ele é o primeiro passo de reconhecimento daquilo que você tem de começar a limpar e a arrumar. Não tenha pressa nem se recrimine. Sinta sim a responsabilidade que tem em relação a si próprio, e sinta a sua própria Força. Una-se ao seu Eu Superior e depois comece passo a passo, mesmo que estes lhe pareçam pequenos ou mesmo que não saiba bem o que está a fazer.

Seja livre, escolha em Consciência, e tenha uma semana cheia de Amor 😉

Muita Luz,

Sofia M.

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Baralhos usados:

1ª e 2ª cartas: “Magical mermaids and dolphins oracle cards” por Doreen Virtue

3ª carta: “Messages From Your Angels Oracle Card” por Doreen Virtue

Leitura semanal de 28 de Março a 03 de Abril, 2016

28.03

Esta semana encerra em si uma aprendizagem muito importante: a nossa decisão acerca da atitude que tomamos face às tristezas e inseguranças.

Todos nós passamos por momentos difíceis internos, alturas em que a tristeza nos invade e parece trazer à luz do dia dores do passado, e há o risco de nos deixarmos escorregar e acreditar que os fardos que carregamos connosco só vão tornar-se mais pesados. Mas, a mensagem desta semana é: independentemente das emoções interiores, nós temos o Poder de escolher no que acreditar.

É importante esta semana retirar tempo para si, nem que sejam 5 ou 10 minutos por dia, e estar apenas consigo lembrando-se da mensagem desta leitura. É importante permitir a si mesmo sentir o que tem a sentir, mas fica a sugestão de imprimir à sua mente e ao seu coração de que a Vida é um constante fluir de energia, que as dores que sente hoje poderão ser transformadas em Força e Paz. Há tanto a aprender com a experiência das emoções e uma das grandes aprendizagens é não sucumbir a esse lago emocional, mas sim conseguir senti-lo, aceitá-lo e elevar o nosso olhar para vermos mais longe.
Uma vez que a carta do meio fala de Abundância Infinita, esta semana as dores indicadas pela primeira carta parecem estar relacionadas com sensações de escassez, seja esta escassez financeira, afectiva ou outra. As nossas emoções, aliadas a traumas passados, podem fazer-nos acreditar que a escassez existe, e que, de alguma forma, não merecemos ou não conseguimos receber Abundância. Achamos que seremos felizes quando finalmente conseguirmos atingir aquele objectivo, ter aquela casa, vencer aquele medo. Entretanto, não podemos deixar de nos sentir em baixo, descontentes e desanimados, pois à nossa volta só vemos motivos para tal. Mas, é essa a grande armadilha. Acreditar em algo é o que cria a nossa realidade. Se acreditar que só poderá ser feliz quando conseguir riscar aquele objectivo da sua lista, então está a afirmar que será feliz no futuro e não no presente. Só que o presente é tudo o que temos, o futuro é semeado e construído no presente, ainda não aconteceu. Se continuar a plantar energia no futuro e não no presente, é como se tivesse um campo fértil debaixo dos seus pés e insistir em lançar sementes para a miragem de terreno à sua frente. Essas sementes não crescerão, pois o campo é ilusório, existe apenas na sua mente.

A terceira carta reforça a mensagem da segunda. O três de varas do Tarot de Marselha indica que muito já foi alcançado, muito já foi caminhado, mas que ainda há caminho a percorrer. A mensagem que vem neste momento é lembrarmo-nos de que a vida não é uma corrida de velocidade, é uma maratona. Quando chegamos a um ponto, é tempo de partir em direcção ao próximo. Se insistir em correr sem respirar, parar para beber água, contemplar o horizonte, reganhar forças, vai andar constantemente cansado e à beira do esgotamento.

As energias desta semana a nível global, e que nos afectam directamente, evocarão momentos dolorosos e poderá haver tendência para manter um olhar negativo sobre nós, o mundo e o futuro. A mensagem é muito veemente: não se permita sucumbir a esta negatividade. Lembre-se, você é Mestre da sua vida, tem o Poder interno divino da Criação, é esta energia que cria a sua realidade. O passado já ocorreu, e probabilidades são apenas potenciais futuros, mas que ainda não se realizaram, por isso se escolher hoje mesmo, agora mesmo, que quer uma vida diferente para si, uma vida plena, uma vida interna rica, pacífica e feliz, diga a si próprio que isso é possível. É possível hoje, agora,ter esperança e acreditar que é merecedor de Amor. Nós, humanos, temos em nós o potencial da Criação ou da Destruição. Você pode escolher que energia quer usar, pois ambas habitam dentro de si, em todos os momentos.

Por fim, é interessante referir que temos dois “3” nesta leitura, o Três de Ar (1ª carta) e o Três de varas (3ª carta), este número fala de oportunidades mágicas, é um número fortemente energético que possui um grande potencial, mas este potencial deve ser escolhido por nós. É revelador que tenhamos dois números “3” na mesma leitura em que um carrega uma energia pesada, com risco de cair na desesperança, e o outro fale de resistência interior, com o potencial de expansão e aprendizagem. É porque ambas as energias vão habitar esta semana, e é você que decidirá em qual delas vai acreditar. É essa a sua Liberdade e também o seu Poder.

Faço leituras individuais, pode aceder a todas as informações aqui: https://sofiamotamarques.wordpress.com/leituras-de-cartas/

Muita Luz a todos e… Força!! 😉

Sofia M.

Cartas presentes nesta leitura:

Three of Air (Três de Ar) – Baralho Angel Tarot Cards de Doreen Virtue e Radleigh Valentine

Infinite Abundance (Abundância Infinita) – Baralho Life Purpose Oracle Cards de Doreen Virtue

Três de Varas – Tarot de Marselha (tarot tradicional)

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Leitura semanal de 21 a 27 de Março, 2016

20.03

A mensagem para esta semana é: paciência, paciência, paciência 😉

Da esquerda para a direita, temos: Dez de espadas, A Temperança e o Dependurado.
Sendo uma leitura em que saem dois Arcanos maiores (2ª e 3ª cartas), é indicativo de que esta semana poderá ser verdadeiramente transformadora.

Não é de surpreender, uma vez que teremos uma Lua cheia, um eclipse lunar e ainda a energia intensa da Páscoa. Esta última não está necessariamente associada à religião, mas não deixa de exercer influência sobre todos nós.

A primeira carta fala-nos de finais de ciclo, de libertação e de deixar o velho para trás. Partes de um caminho que temos percorrido chegam agora ao fim e, se não criar resistência, esta libertação poderá ser ainda mais facilitada, pois lembre-se que, por muito assustadora que uma mudança possa ser, se a olharmos com uma perspectiva positiva, cheia de possibilidades e novas aventuras, a dor interior não nos dominará nem o nosso sofrimento será intensificado. Uma vez que é do naipe de espadas indica igualmente que poderá haver alguma interferência da mente, enchendo-nos de preocupações ou ansiedades irracionais, com uma tendência para pensar no pior. Não sucumba a estas energias, elas não têm fundamento na realidade. Respire fundo e lembre-se da 2ª carta, A Temperança, que nos lembra como o Equilíbrio em tudo é importante. Nós somos feitos de dualidade, e é quando essa dualidade está em equilíbrio é que é possível sentirmos Paz e Confiança mesmo nas fases de maior movimento à nossa volta. Repare nas taças que o anjo tem nas mãos, a vermelha que simboliza a paixão, a emocionalidade, e a azul que representa o prático e o mental, os líquidos de ambos fundem-se num só para que ambas as energias existam em pé de igualdade e impregnadas mutuamente com a energia uma da outra. Indicam-me também que a protecção por parte dos Seres de Amor Incondicional está sempre à sua disposição e poderá inclusive reconhecer alguns sinais esta semana que o lembrarão disso. Poderá ter um vislumbre de algo, como palavras num cartaz que lhe chamam a atenção, por exemplo, ou um pensamento relâmpago que parece vir “do nada” e que o lembrará da importância de se proteger de um potencial ambiente energético mais pesado, basta para isso pedir o auxílio das energias com as quais sentir mais ligação. Anjos, Deus, Jesus, Eu Superior, Fonte de Amor Incondicional, etc.

A terceira carta reforça a ideia de paciência, que está também implícita na carta da Temperança. O Dependurado encerra um potencial incrível para evolução interna, mas esta faz-se aceitando as circunstâncias que vive no momento, mesmo que estas pareçam que se movem demasiado lentamente ou mesmo nada, a energia desta carta é como um Acordar interno que nos vira de cabeça para baixo, incitando-nos a mudar de perspectiva no olhar que temos sobre a vida. Mas, esta é uma energia de silêncio e de quietude e não de acção forçada. Agir impulsivamente não será talvez o mais indicado para esta semana, por isso se sentir o impulso de fazer algo intenso, respire fundo e, se possível, permita que esse impulso marine um bocado, dando tempo a si próprio para verificar se internamente está seguro dessa acção, ou se tem dúvidas sérias. Esta semana, sugere-se que opte pela quietude interna, pela procura de equilíbrio, pelo silêncio que permite observar as nuances de movimento dentro de nós e fora de nós.

Lembre-se, é uma semana que pode levar a epifanias e grandes avanços, e perante receios, ansiedades ou impulsividade, repita para si próprio: paciência, paciência, paciência, e peça aos seus “amigos” energéticos que o orientem, o confortem e o ajudem a confiar no ritmo e no timing divinos, pois tudo ocorrerá no tempo certo na altura certa, sem ser preciso forçar os acontecimentos 😉

Muita Luz,

Sofia M.

O momento é nosso!

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O momento é tudo o que temos, porque está dentro de nós. É puro, intocado e verdadeiro. Naquele milésimo de segundo em que ocorre, nada o trava e nada o contamina. Quando o conseguimos sentir em toda a sua plenitude, tudo é tão simples e fácil. Quando estamos verdadeiramente presentes no momento, voltamos ao estado puro das crianças, onde tudo é possível e a alegria vem naturalmente.

As preocupações, os hábitos mentais, a nossa própria personalidade, todos eles interferem com a pureza desse momento. Estão programados para argumentar contra a plenitude sentida, contra as possibilidades infinitas, pois o objectivo é manter-nos no mesmo sítio, convencidos de que as paredes que temos em volta são indestrutíveis e inabaláveis. Acreditamos na mentira, porque é com ela que temos vivido a maioria das nossas vidas. Olhamos em volta, e a maioria das pessoas que vemos aprisionam a sua existência nessa mentira. Alguns conseguem usar esta mentira e construir prisões lindas, outras muito funcionais e ainda outras muito inteligentes. Mas uma mentira, por muito bem-sucedida que seja, nunca poderá trazer-nos a verdadeira Paz. A plenitude interior que impregna cada poro, que nos alimenta o fogo interno e a certeza interior de que estamos a viver com toda a força da Alma.

Nem todos estão preparados para viver fora dessa mentira, muitos não estão sequer preparados para ouvir que é mentira, enquanto outros poderão discordar e afirmar que é essa a realidade que vivemos, sendo assim a verdade. Compreendo, consideram que é subjectivo. Consideram que tudo é subjectivo e tudo é visto através da nossa lente interior, composta pelos nossos desejos, educações, cultura e valores, e que serão completamente diferentes de pessoa para pessoa. Mas é aquele momento espontâneo, aquela emoção que nos apossa o corpo e que, antes de a mente reconhecer o que se está a passar, nos diz com uma intensidade avassaladora que há mais do que o que estamos a viver, há muito mais do que o que estamos a ver. E a diferença que achámos que existia entre nós e o outro desaparece. Afinal, somos únicos, mas todos partilhamos esta experiência humana. E, nesse sentido, as Almas buscam o mesmo.

E, esse momento puro pode ser rapidamente engolido pelo mar revolto que é a nossa tridimensionalidade, mas já nada poderá ser como era dantes. Agora, como uma tela em branco salpicada com cor, não há como negar que, por mais camadas monocromáticas de tinta que acumulemos por cima, aquelas gotas coloridas estão lá por baixo, e nós sabemos cá dentro que tudo mudou. E, faz parte da nossa liberdade escolhermos ignorar e continuar a viver dentro destas paredes, ou aceitar que aquilo que construímos não passam de castelos de areia, que tentamos manter intactos contra todas as intempéries, que necessitam de toda a nossa atenção e energia, pois são frágeis e desintegram-se à mais pequena brisa e nos aprisionam num rol incessante de stress e medo da derrocada, porque no fundo sabemos que não passam de corpos sem vida, sem paixão, sem substância.

O nosso peito físico não é suposto sentir-se apertado, contraído e acossado de pontadas de ansiedade. Não viemos a este mundo para morrer uma morte lenta, ensinados a baixar a cabeça e a aceitar o que está estabelecido, porque é tudo o que conhecemos. Viemos para aqui para expandir a nossa consciência, para caminhar a nossa Evolução através da experiência. E, temos toda a Força da Alma connosco, toda a sabedoria acumulada, todos os pontos de ligação com os nossos antepassados.

A necessidade de satisfação imediata é o principal sintoma de uma vida sem vida. O consumo excessivo e eufórico representa uma necessidade desvirtuada de realização pessoal. O vazio interior de uma existência desprovida de propósito, num isolamento acompanhado de multidões, é o que plantamos quando vivemos em busca do material bebendo da sua fonte seca e acreditando que um dia transbordará de água pura. É insano e é mentira que é suposto vivermos assim. Somos mestres. Nascemos mestres e fomos ensinados que somos seguidores. Pior ainda, fomos ensinados que somos escravos, que é suposto pagarmos com a nossa pele pelo “privilégio” de sobreviver aqui e ainda agradecer por isso. É suposto sermos felizes com a nossa condição de prisioneiros. E, vingamo-nos nas roupas que compramos, excedemo-nos na comida que consumimos, enrolados permanentemente numa comparação incessante em relação aos outros que consideramos estarem melhores que nós, alimentando a sensação de injustiça, ou os que estão piores que nós, para nos criticarmos por não valorizarmos aquilo que temos.

É possível mudar. É possível romper as barreiras da educação, da sociedade e das crenças que construímos dentro de nós. Não iremos mudar quem somos, iremos mudar a ideia de quem somos. Porque a pessoa que vê ao espelho todos os dias, que tem as suas características físicas, os seus trejeitos únicos, tem no seu interior a energia pura de uma Alma. E é possível deitar fora as camadas acumuladas para poder sentir essa energia. Não é a realidade exterior que determina a nossa realidade interior, é o contrário. A energia da Alma é a energia da Criação. É ela que cria a nossa realidade, mas faz parte da nossa liberdade escolher dar-lhe ouvidos, colocá-la a ela no pódio, dar-lhe a ela o comando das nossas acções.

A sua vida é sua. Foi-lhe dada a si e mais ninguém. Não interessa o que a sua vida foi até aqui, você tem o poder e o direito de escolher aquilo que quer que a sua vida seja a partir daqui. Pode sentir que é duro e difícil escolher mudar, mas questione-se: são o sofrimento e o medo emoções estranhas para si? Não. Então, diga a si próprio que mesmo que seja verdade que a sua escolha lhe poderá trazer sofrimento, ao menos acontece porque optou pelo caminho que o trará de volta a casa, de volta ao seu verdadeiro propósito, de volta à sua Alma. E nesse caminho, poderá colher dor, mas colherá muito mais Paz, Alegria e Sucesso. E é essa a diferença entre construir castelos de areia e caminhar nuo de mão dada com a Alma, é que a sincronicidade que buscamos com a fonte pura de Amor é o que nos traz a abundância de recursos, de alimento e de satisfação duradouros.

Respire fundo, sinta quem é neste momento, em todo o seu equilíbrio e desequilíbrio e lembre-se que, independentemente das circunstâncias da sua vida ou do seu passado, você tem o Poder para tomar as decisões. E, quando as tomar, não está sozinho. Peça ajuda neste caminho e não ficará desamparado.

Muita Luz,

Sofia M.