Leitura semanal de 28 de Março a 03 de Abril, 2016

28.03

Esta semana encerra em si uma aprendizagem muito importante: a nossa decisão acerca da atitude que tomamos face às tristezas e inseguranças.

Todos nós passamos por momentos difíceis internos, alturas em que a tristeza nos invade e parece trazer à luz do dia dores do passado, e há o risco de nos deixarmos escorregar e acreditar que os fardos que carregamos connosco só vão tornar-se mais pesados. Mas, a mensagem desta semana é: independentemente das emoções interiores, nós temos o Poder de escolher no que acreditar.

É importante esta semana retirar tempo para si, nem que sejam 5 ou 10 minutos por dia, e estar apenas consigo lembrando-se da mensagem desta leitura. É importante permitir a si mesmo sentir o que tem a sentir, mas fica a sugestão de imprimir à sua mente e ao seu coração de que a Vida é um constante fluir de energia, que as dores que sente hoje poderão ser transformadas em Força e Paz. Há tanto a aprender com a experiência das emoções e uma das grandes aprendizagens é não sucumbir a esse lago emocional, mas sim conseguir senti-lo, aceitá-lo e elevar o nosso olhar para vermos mais longe.
Uma vez que a carta do meio fala de Abundância Infinita, esta semana as dores indicadas pela primeira carta parecem estar relacionadas com sensações de escassez, seja esta escassez financeira, afectiva ou outra. As nossas emoções, aliadas a traumas passados, podem fazer-nos acreditar que a escassez existe, e que, de alguma forma, não merecemos ou não conseguimos receber Abundância. Achamos que seremos felizes quando finalmente conseguirmos atingir aquele objectivo, ter aquela casa, vencer aquele medo. Entretanto, não podemos deixar de nos sentir em baixo, descontentes e desanimados, pois à nossa volta só vemos motivos para tal. Mas, é essa a grande armadilha. Acreditar em algo é o que cria a nossa realidade. Se acreditar que só poderá ser feliz quando conseguir riscar aquele objectivo da sua lista, então está a afirmar que será feliz no futuro e não no presente. Só que o presente é tudo o que temos, o futuro é semeado e construído no presente, ainda não aconteceu. Se continuar a plantar energia no futuro e não no presente, é como se tivesse um campo fértil debaixo dos seus pés e insistir em lançar sementes para a miragem de terreno à sua frente. Essas sementes não crescerão, pois o campo é ilusório, existe apenas na sua mente.

A terceira carta reforça a mensagem da segunda. O três de varas do Tarot de Marselha indica que muito já foi alcançado, muito já foi caminhado, mas que ainda há caminho a percorrer. A mensagem que vem neste momento é lembrarmo-nos de que a vida não é uma corrida de velocidade, é uma maratona. Quando chegamos a um ponto, é tempo de partir em direcção ao próximo. Se insistir em correr sem respirar, parar para beber água, contemplar o horizonte, reganhar forças, vai andar constantemente cansado e à beira do esgotamento.

As energias desta semana a nível global, e que nos afectam directamente, evocarão momentos dolorosos e poderá haver tendência para manter um olhar negativo sobre nós, o mundo e o futuro. A mensagem é muito veemente: não se permita sucumbir a esta negatividade. Lembre-se, você é Mestre da sua vida, tem o Poder interno divino da Criação, é esta energia que cria a sua realidade. O passado já ocorreu, e probabilidades são apenas potenciais futuros, mas que ainda não se realizaram, por isso se escolher hoje mesmo, agora mesmo, que quer uma vida diferente para si, uma vida plena, uma vida interna rica, pacífica e feliz, diga a si próprio que isso é possível. É possível hoje, agora,ter esperança e acreditar que é merecedor de Amor. Nós, humanos, temos em nós o potencial da Criação ou da Destruição. Você pode escolher que energia quer usar, pois ambas habitam dentro de si, em todos os momentos.

Por fim, é interessante referir que temos dois “3” nesta leitura, o Três de Ar (1ª carta) e o Três de varas (3ª carta), este número fala de oportunidades mágicas, é um número fortemente energético que possui um grande potencial, mas este potencial deve ser escolhido por nós. É revelador que tenhamos dois números “3” na mesma leitura em que um carrega uma energia pesada, com risco de cair na desesperança, e o outro fale de resistência interior, com o potencial de expansão e aprendizagem. É porque ambas as energias vão habitar esta semana, e é você que decidirá em qual delas vai acreditar. É essa a sua Liberdade e também o seu Poder.

Faço leituras individuais, pode aceder a todas as informações aqui: https://sofiamotamarques.wordpress.com/leituras-de-cartas/

Muita Luz a todos e… Força!! 😉

Sofia M.

Cartas presentes nesta leitura:

Three of Air (Três de Ar) – Baralho Angel Tarot Cards de Doreen Virtue e Radleigh Valentine

Infinite Abundance (Abundância Infinita) – Baralho Life Purpose Oracle Cards de Doreen Virtue

Três de Varas – Tarot de Marselha (tarot tradicional)

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Página no Facebook: Tesouros Gayatri

Oh não, estou emocional!

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Um dia de tempestade

Todos nós temos aqueles dias. Aqueles dias em que é uma luta interna conseguirmos sentir-nos confiantes, quando de repente as dúvidas que temos se revelam como grandes bocas abertas cheias de dentes afiados, prontas a devorar-nos. Tentamos lembrarmo-nos do que fizemos dias antes para sentirmos que estávamos no caminho certo, quando hoje as opções estendem-se até ao infinito e nenhuma parece ser a certa.

Faz parte da experiência humana passarmos por estes dias. Sem querer entrar em grandes dissertações metafísicas acerca das razões por detrás desta descida aos infernos fumegantes, quero no entanto afirmar que nem tudo aquilo que sentimos provém da nossa vida ou do nosso interior por si só. Nós somos Seres ligados a tudo e a Humanidade mantém uma ligação colectiva entre si. É por isso que se fala tantas vezes no poder dos pensamentos. Estes não nos influenciam apenas a nós, mas estendem-se como pequenas ondas que vão mudar a energia do ambiente e da consciência colectiva, tendo efeitos que vão muito para além da nossa imaginação. E, para além de sermos Seres sensíveis que recebemos milhares de estímulos por parte desta Consciência colectiva, ainda somos influenciados pela conjuntura energética criada pela própria Terra que, por sua vez, é influenciada pelo ambiente do Cosmos. E é impossível escapar a esta realidade, mas tendo consciência dela podemos libertar-nos da frustração e, mais importante do que tudo, podemos parar de nos recriminarmos pelo nosso estado emocional e psicológico. Repare que recriminação não é o mesmo que responsabilidade. Enchermo-nos de culpa e crítica por achar que somos fracos e sem capacidade para mudar a nossa vida não nos leva a lado nenhum. Ser responsável é saber que não somos vítimas e que temos o potencial divino de dar os passos necessários em direcção à nossa Alma, mas é também dar-nos a nós próprios o direito de ter momentos de cansaço, de desânimo ou de isolamento. Não é sucumbir a esses momentos, é deixá-los fazer a travessia que têm a fazer, aprender com as sensações e libertá-las, sem culpas nem recriminações, sempre com a convicção de que estamos a evoluir e que também esta tempestade terá o seu término.

Um dia de sol

Um dia de sol

Há uma ideia generalizada que nos é incutida desde pequenos, que nos diz que temos de ser de uma determinada forma. Temos de ser líderes, temos de ser fortes, temos de ser guerreiros. E, não é que não seja verdade, mas não engloba todo o Ser complexo que é o Ser humano. Ser humano é também passar por emoções de dúvidas, ansiedade e nervosismo, aprendendo a lidar com essas emoções sem, por um lado, nos criticarmos nem, por outro lado, as ignorar cravando o olhar no futuro por não querer enfrentar essas emoções.

Há alturas mais penosas do que outras. Algumas alturas são mais pesadas por questões circunstanciais que ocorrem exteriores a nós (aparentemente) e outras derivam do nosso interior sem que pareça haver motivos externos para tal. Não há realmente diferença entre uma situação e outra. Apesar de ser mais fácil para os outros “aceitar” que você se sente mal por causa de circunstâncias, não é menos válido você sentir-se em baixo por nenhum motivo aparente. Não se recrimine por não estar no seu melhor, por se sentir fragilizado, triste ou com medo e não o conseguir justificar nem a si próprio nem aos outros. O Ser humano encontra-se colectivamente numa batalha há Eras para não construir tantas conclusões acerca do outro baseado em aparências. Se a outra pessoa está em sofrimento, de que vale eu achar (e pior, dizer) que os problemas dela são facilmente resolvíveis? São-no para quem está de fora, mas com certeza que todos nós temos problemas internos, facilmente resolvíveis por pessoas externas, mas que por sermos nós a passar por eles, estes são verdadeiros desafios olímpicos. Por isso, fica a sugestão para começar a olhar para os outros sem os criticar acerca dos seus problemas “simples” nem se recriminar a si próprio por causa dos seus. É muito libertador quando nos vemos uns aos outros no mesmo barco e que, apesar das circunstâncias e personalidades diferentes, todos partilhamos a mesma experiência aqui. E, não sei qual é a sua opinião, mas quanto a mim, prefiro ser alguém que olha para o outro com compaixão e trabalha para elevar o seu ânimo em momentos difíceis, do que aquele que olha o outro de cima para baixo e aponta o dedo.

Dê a si próprio espaço para ter os momentos que precisa de ter. A mestria interna obtém-se verdadeiramente atravessando tudo aquilo que somos, e isto inclui sofrimentos, dores e dúvidas. Andar a saltar por cima destes desafios sem lidar com eles só os vai aumentar de tamanho até um dia ser impossível para si saltar ou contorná-los.

A emocionalidade faz parte de todas os homens e mulheres deste planeta, que se inter-influenciam constantemente, num fluxo interminável de momentos felizes e desafiantes que os conduz à Evolução. Esta pode ser feita com Consciência e ser uma espiral ascendente ou ser feita sem Consciência conduzindo à estagnação ou, mesmo, a uma espiral descendente. Escolha o olhar com compaixão para si e para os outros, sinta-se livre porque o é realmente, e liberte a culpa que só o prende dentro de si. Assuma o seu papel de Mestre neste planeta e diga a alto e bom som que tem o direito a uma emocionalidade responsável, sem ter de o justificar a ninguém.

Seja livre, seja genuíno e rodeie-se de energia positiva 😉

A Matilde sabe bem o que a ajuda a atravessar os momentos mais difíceis.

A Matilde sabe bem o que a ajuda a atravessar os momentos mais difíceis.

Muita Luz,

Sofia M.

Leitura semanal de 21 a 27 de Março, 2016

20.03

A mensagem para esta semana é: paciência, paciência, paciência 😉

Da esquerda para a direita, temos: Dez de espadas, A Temperança e o Dependurado.
Sendo uma leitura em que saem dois Arcanos maiores (2ª e 3ª cartas), é indicativo de que esta semana poderá ser verdadeiramente transformadora.

Não é de surpreender, uma vez que teremos uma Lua cheia, um eclipse lunar e ainda a energia intensa da Páscoa. Esta última não está necessariamente associada à religião, mas não deixa de exercer influência sobre todos nós.

A primeira carta fala-nos de finais de ciclo, de libertação e de deixar o velho para trás. Partes de um caminho que temos percorrido chegam agora ao fim e, se não criar resistência, esta libertação poderá ser ainda mais facilitada, pois lembre-se que, por muito assustadora que uma mudança possa ser, se a olharmos com uma perspectiva positiva, cheia de possibilidades e novas aventuras, a dor interior não nos dominará nem o nosso sofrimento será intensificado. Uma vez que é do naipe de espadas indica igualmente que poderá haver alguma interferência da mente, enchendo-nos de preocupações ou ansiedades irracionais, com uma tendência para pensar no pior. Não sucumba a estas energias, elas não têm fundamento na realidade. Respire fundo e lembre-se da 2ª carta, A Temperança, que nos lembra como o Equilíbrio em tudo é importante. Nós somos feitos de dualidade, e é quando essa dualidade está em equilíbrio é que é possível sentirmos Paz e Confiança mesmo nas fases de maior movimento à nossa volta. Repare nas taças que o anjo tem nas mãos, a vermelha que simboliza a paixão, a emocionalidade, e a azul que representa o prático e o mental, os líquidos de ambos fundem-se num só para que ambas as energias existam em pé de igualdade e impregnadas mutuamente com a energia uma da outra. Indicam-me também que a protecção por parte dos Seres de Amor Incondicional está sempre à sua disposição e poderá inclusive reconhecer alguns sinais esta semana que o lembrarão disso. Poderá ter um vislumbre de algo, como palavras num cartaz que lhe chamam a atenção, por exemplo, ou um pensamento relâmpago que parece vir “do nada” e que o lembrará da importância de se proteger de um potencial ambiente energético mais pesado, basta para isso pedir o auxílio das energias com as quais sentir mais ligação. Anjos, Deus, Jesus, Eu Superior, Fonte de Amor Incondicional, etc.

A terceira carta reforça a ideia de paciência, que está também implícita na carta da Temperança. O Dependurado encerra um potencial incrível para evolução interna, mas esta faz-se aceitando as circunstâncias que vive no momento, mesmo que estas pareçam que se movem demasiado lentamente ou mesmo nada, a energia desta carta é como um Acordar interno que nos vira de cabeça para baixo, incitando-nos a mudar de perspectiva no olhar que temos sobre a vida. Mas, esta é uma energia de silêncio e de quietude e não de acção forçada. Agir impulsivamente não será talvez o mais indicado para esta semana, por isso se sentir o impulso de fazer algo intenso, respire fundo e, se possível, permita que esse impulso marine um bocado, dando tempo a si próprio para verificar se internamente está seguro dessa acção, ou se tem dúvidas sérias. Esta semana, sugere-se que opte pela quietude interna, pela procura de equilíbrio, pelo silêncio que permite observar as nuances de movimento dentro de nós e fora de nós.

Lembre-se, é uma semana que pode levar a epifanias e grandes avanços, e perante receios, ansiedades ou impulsividade, repita para si próprio: paciência, paciência, paciência, e peça aos seus “amigos” energéticos que o orientem, o confortem e o ajudem a confiar no ritmo e no timing divinos, pois tudo ocorrerá no tempo certo na altura certa, sem ser preciso forçar os acontecimentos 😉

Muita Luz,

Sofia M.

O momento é nosso!

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O momento é tudo o que temos, porque está dentro de nós. É puro, intocado e verdadeiro. Naquele milésimo de segundo em que ocorre, nada o trava e nada o contamina. Quando o conseguimos sentir em toda a sua plenitude, tudo é tão simples e fácil. Quando estamos verdadeiramente presentes no momento, voltamos ao estado puro das crianças, onde tudo é possível e a alegria vem naturalmente.

As preocupações, os hábitos mentais, a nossa própria personalidade, todos eles interferem com a pureza desse momento. Estão programados para argumentar contra a plenitude sentida, contra as possibilidades infinitas, pois o objectivo é manter-nos no mesmo sítio, convencidos de que as paredes que temos em volta são indestrutíveis e inabaláveis. Acreditamos na mentira, porque é com ela que temos vivido a maioria das nossas vidas. Olhamos em volta, e a maioria das pessoas que vemos aprisionam a sua existência nessa mentira. Alguns conseguem usar esta mentira e construir prisões lindas, outras muito funcionais e ainda outras muito inteligentes. Mas uma mentira, por muito bem-sucedida que seja, nunca poderá trazer-nos a verdadeira Paz. A plenitude interior que impregna cada poro, que nos alimenta o fogo interno e a certeza interior de que estamos a viver com toda a força da Alma.

Nem todos estão preparados para viver fora dessa mentira, muitos não estão sequer preparados para ouvir que é mentira, enquanto outros poderão discordar e afirmar que é essa a realidade que vivemos, sendo assim a verdade. Compreendo, consideram que é subjectivo. Consideram que tudo é subjectivo e tudo é visto através da nossa lente interior, composta pelos nossos desejos, educações, cultura e valores, e que serão completamente diferentes de pessoa para pessoa. Mas é aquele momento espontâneo, aquela emoção que nos apossa o corpo e que, antes de a mente reconhecer o que se está a passar, nos diz com uma intensidade avassaladora que há mais do que o que estamos a viver, há muito mais do que o que estamos a ver. E a diferença que achámos que existia entre nós e o outro desaparece. Afinal, somos únicos, mas todos partilhamos esta experiência humana. E, nesse sentido, as Almas buscam o mesmo.

E, esse momento puro pode ser rapidamente engolido pelo mar revolto que é a nossa tridimensionalidade, mas já nada poderá ser como era dantes. Agora, como uma tela em branco salpicada com cor, não há como negar que, por mais camadas monocromáticas de tinta que acumulemos por cima, aquelas gotas coloridas estão lá por baixo, e nós sabemos cá dentro que tudo mudou. E, faz parte da nossa liberdade escolhermos ignorar e continuar a viver dentro destas paredes, ou aceitar que aquilo que construímos não passam de castelos de areia, que tentamos manter intactos contra todas as intempéries, que necessitam de toda a nossa atenção e energia, pois são frágeis e desintegram-se à mais pequena brisa e nos aprisionam num rol incessante de stress e medo da derrocada, porque no fundo sabemos que não passam de corpos sem vida, sem paixão, sem substância.

O nosso peito físico não é suposto sentir-se apertado, contraído e acossado de pontadas de ansiedade. Não viemos a este mundo para morrer uma morte lenta, ensinados a baixar a cabeça e a aceitar o que está estabelecido, porque é tudo o que conhecemos. Viemos para aqui para expandir a nossa consciência, para caminhar a nossa Evolução através da experiência. E, temos toda a Força da Alma connosco, toda a sabedoria acumulada, todos os pontos de ligação com os nossos antepassados.

A necessidade de satisfação imediata é o principal sintoma de uma vida sem vida. O consumo excessivo e eufórico representa uma necessidade desvirtuada de realização pessoal. O vazio interior de uma existência desprovida de propósito, num isolamento acompanhado de multidões, é o que plantamos quando vivemos em busca do material bebendo da sua fonte seca e acreditando que um dia transbordará de água pura. É insano e é mentira que é suposto vivermos assim. Somos mestres. Nascemos mestres e fomos ensinados que somos seguidores. Pior ainda, fomos ensinados que somos escravos, que é suposto pagarmos com a nossa pele pelo “privilégio” de sobreviver aqui e ainda agradecer por isso. É suposto sermos felizes com a nossa condição de prisioneiros. E, vingamo-nos nas roupas que compramos, excedemo-nos na comida que consumimos, enrolados permanentemente numa comparação incessante em relação aos outros que consideramos estarem melhores que nós, alimentando a sensação de injustiça, ou os que estão piores que nós, para nos criticarmos por não valorizarmos aquilo que temos.

É possível mudar. É possível romper as barreiras da educação, da sociedade e das crenças que construímos dentro de nós. Não iremos mudar quem somos, iremos mudar a ideia de quem somos. Porque a pessoa que vê ao espelho todos os dias, que tem as suas características físicas, os seus trejeitos únicos, tem no seu interior a energia pura de uma Alma. E é possível deitar fora as camadas acumuladas para poder sentir essa energia. Não é a realidade exterior que determina a nossa realidade interior, é o contrário. A energia da Alma é a energia da Criação. É ela que cria a nossa realidade, mas faz parte da nossa liberdade escolher dar-lhe ouvidos, colocá-la a ela no pódio, dar-lhe a ela o comando das nossas acções.

A sua vida é sua. Foi-lhe dada a si e mais ninguém. Não interessa o que a sua vida foi até aqui, você tem o poder e o direito de escolher aquilo que quer que a sua vida seja a partir daqui. Pode sentir que é duro e difícil escolher mudar, mas questione-se: são o sofrimento e o medo emoções estranhas para si? Não. Então, diga a si próprio que mesmo que seja verdade que a sua escolha lhe poderá trazer sofrimento, ao menos acontece porque optou pelo caminho que o trará de volta a casa, de volta ao seu verdadeiro propósito, de volta à sua Alma. E nesse caminho, poderá colher dor, mas colherá muito mais Paz, Alegria e Sucesso. E é essa a diferença entre construir castelos de areia e caminhar nuo de mão dada com a Alma, é que a sincronicidade que buscamos com a fonte pura de Amor é o que nos traz a abundância de recursos, de alimento e de satisfação duradouros.

Respire fundo, sinta quem é neste momento, em todo o seu equilíbrio e desequilíbrio e lembre-se que, independentemente das circunstâncias da sua vida ou do seu passado, você tem o Poder para tomar as decisões. E, quando as tomar, não está sozinho. Peça ajuda neste caminho e não ficará desamparado.

Muita Luz,

Sofia M.

Esperança: alimento dos corajosos ou instrumento dos cobardes?

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Nos últimos anos, ou nas últimas décadas, várias vezes me chegam aos ouvidos afirmações de pessoas que acreditam firmemente que a esperança é algo fútil, passivo e digno de cobardes. Os seus argumentos prendem-se com o facto de a esperança ser um sentimento passivo, pois não requer acção. É algo alimentado por pessoas resignadas para justificar a sua inacção, pois é confortável olhar para um sonho, acalentando a esperança de o concretizar, mas é precisamente esse processo de sonhar que as impede de tomar as acções necessárias para ir ao seu encontro. Não são pessoas proactivas.

A meu ver, há aqui vários conceitos que se misturam uns com os outros e acabam por nos confundir. Nenhum sentimento que incite à expansão e que nos arranque das amarras que temos, ajudando-nos a visualizar uma existência mais plena, pode ser negativo. Nenhum sentimento positivo conduz à inacção ou à resignação. O sentimento que causa resignação é o Medo e a insegurança, nada mais. Aquilo que penso que confunde muitas pessoas e que seja talvez o ponto de origem desta crença de que a esperança é algo fútil, é acreditar que é este sentimento que cria essa resignação, quando na verdade, é apenas o seu oposto. Em nós, existe a dualidade, e Amor tem no seu oposto o Medo, tal como a Luz tem a Escuridão. Assim, também a esperança coexiste com a resignação, sendo extremos opostos que habitam em nós em constante luta. A única fonte que desequilibra esta balança é a própria pessoa, que decide que acção tomar ou não tomar e que caminho seguir. Há pessoas resignadas que vêem a sua vida como condenada e pessoas resignadas que vêem a sua vida com potencial de mudar. Ambos os grupos não tomam acção, são passivos e mantêm-se no mesmo local sem evoluir, mas eu argumentaria que o segundo tem muito mais oportunidade para um dia encetar acções e evoluir precisamente porque acalenta a esperança, do que o primeiro que simplesmente desistiu, inclusive de sonhar.

A Esperança é algo muito positivo e é divino, não fútil ou passivo. É algo que nos mantém em contacto com a nossa Alma, mesmo nos momentos em que nos sentimos sem controlo das nossas vidas, ou mesmo perdidos na escuridão. Não é por acaso que se diz que a esperança é a última a morrer. É porque, quando tudo o resto morreu, a única coisa que por vezes nos impele a viver é essa esperança de que um dia poderemos ter uma existência diferente. Não nos deixemos confundir com a propaganda de que só quem realiza mil tarefas por segundo é que está a avançar na vida. Criar movimento não é o mesmo que Evolução. Uma pessoa pode estar sempre em movimento, mas não sair do mesmo sítio, mantendo-se estagnada numa determinada plataforma evolutiva, continuamente em círculos, recusando-se a parar e a contemplar o que tem em seu redor e internamente.

Por outro lado, ter Esperança não é o mesmo que avançar. Avançar depende da nossa vontade de encetar acções concretas na nossa tridimensionalidade. Mas, eu argumentaria que a Esperança é o nosso alimento, é aquilo que nos relembra da nossa Força, é o que nos mostra que independentemente da vida que temos naquele momento, nós temos o potencial para a mudar, pois se podemos imaginar, podemos concretizar. É essa a nossa Força e o nosso Poder, e a Esperança existe para nos empurrar nessa direcção. Ter Esperança não é instrumento dos cobardes, mas sim dos corajosos. Precisamente porque é tremendamente mais difícil continuar a acreditar que a nossa vida e o mundo podem um dia mudar para melhor, quando já levámos muitas cabeçadas e atravessámos muitos desafios, do que quem já desistiu e vive uma existência vazia, desempenhando o seu papel rotineiro desesperançado, esse sim passivo e desprovido de energia transformadora.

Diz-se que a Esperança é fútil e o optimismo não é realista. Mas, eu argumentaria que a Esperança é o motor da mudança e que é o optimismo que cria a realidade, enquanto o contrário é aceitar a derrota e desistir de lutar. É por isso que a Esperança aliada ao pensamento optimista, que é o mesmo que dizer pensamento positivo, e em conjunto com o nosso Poder interno é o que nos leva a tomar as acções transformadoras que impactarão as nossas vidas e as vidas dos outros, criando um efeito repercutente muito para além do que nos apercebemos.

Por isso, mantenha a sua Esperança, mesmo que no momento actual a sua vida pareça muito fechada e sem respostas, pois é essa energia que fará abrir outros caminhos. Contudo, não se aninhe confortavelmente nessa Esperança, acreditando que tudo virá ter consigo sem ser necessário mexer-se. Você está nesta vida para caminhar, e quando portas se abrem ou sente o impulso de avançar, é importante que alie essa Esperança à Acção positiva. Acredite em si próprio e que não está sozinho. Está sempre acompanhado e, quando se sentir inseguro ou sem saber por onde ir, peça para o ajudarem. Peça-o à Fonte de Amor Incondicional, a Deus, ou outra energia com a qual sinta uma ligação profunda.

Tenha Esperança e Confiança. O mundo precisa de si.

Muita Luz,

Sofia M.

Leitura semanal de 14 a 20 de Março, 2016

Leitura semanal 14-20/03

A mensagem para esta semana é muito clara: é tempo de deixarmos para trás tudo aquilo que já não nos serve, libertar emoções pesadas e negativas como a raiva, e reganhar aquilo que perdemos, a nossa inocência.

Pode parecer confuso quando pensamos na forma de largar determinadas emoções, quando existem em nós há tanto tempo. Ponderamos meditar ou fazer yoga para conseguirmos lidar com elas, ou até procurar um terapeuta. Todas estas opções são válidas, e deverá seguir a sua intuição, mas na sua essência este pode ser um processo muito mais simples, passando pelas escolhas que fazemos em cada momento. De cada vez, que escolhemos ir por um caminho e não por outro, estamos a enfraquecer partes de nós e a fortalecer outras. Assim, de cada vez que escolhemos alimentar a nossa raiva, impaciência ou indiferença, são essas forças que continuarão a crescer dentro de nós. Para quem é sensível e costuma absorver as emoções alheias, é importante compreender que esta absorção dá-se, porque em nós encontra energias de frequência semelhante. É o mesmo que uma chave que entra numa fechadura, porque ela existe. Se não houvesse fechadura, a chave não teria efeito. Não há necessidade, e é até contraproducente, sentirmo-nos culpados ou irritados porque afinal temos estas energias densas dentro de nós e que, através da nossa sensibilidade, são estas que atraem aquilo que não desejamos. Mas, se por um lado não é positivo recriminarmo-nos por isso, é também importante não o ignorar. Desta forma, podemos tomar consciência do ponto em que nos encontramos e é assim que conseguimos evoluir.

Esta semana a energia vai estar muito favorável a estas decisões de libertação, mas depende sempre do nosso livre-arbítrio. Pode escolher aproveitar a “onda” ou manter-se na praia a observar, não se preocupe, não será criticado por isso. A verdadeira Luz respeita o nosso livre-arbítrio e continua a amar-nos incondicionalmente. Contudo, dá-nos certos incentivos e sugestões para nos lembrar que é importante para nós pessoalmente, e para a Humanidade, que demos passos em frente na nossa Evolução. Por isso, coloca-nos em determinadas situações que encerram esse potencial de libertação. Uma das formas que o relembram disso mesmo, é colocá-lo a ler estas palavras agora mesmo. Depois, é você que decide o que quer fazer.

A primeira carta mostra como a vontade de crescer nos impele a largar o que já não nos serve, é um acto voluntário, não forçado. Estes processos são muito emocionais e têm impacto na nossa psique e no corpo físico. Largar estados familiares, como a raiva que é mencionada na segunda carta, é uma tarefa não imediata, mas a nossa vontade e compromisso interiores são muito mais fortes que qualquer hábito enraízado em nós. Através da nossa persistência, estas energias perturbadoras perdem força, perdem espaço dentro de nós e desintegram-se ao longo do tempo. O que ganhamos? Alegria, contentamento, inocência, um voltar a um estado puro como o das crianças. Sim, ainda temos a nossa identidade e os nossos anos de experiência, mas reganhamos o entusiasmo pela vida e uma nova esperança, o impulso interno de ter uma vida mais plena do que a que experienciamos neste momento.

Se sentir que gostaria de largar aquilo que já não lhe serve em troca daquilo que o fará evoluir, basta pedir à Fonte de Amor Incondicional (e poderá acrescentar todas fontes com as quais sentir uma ligação profunda, seja Deus, Fonte da Criação, Arcanjos, etc) que crie as circunstâncias necessárias, que atraia as situações e as pessoas perfeitas no momento certo para que possa fazer a libertação eficaz das energias que prejudicam a sua Evolução e impedem/restringem a sua Abundância. E, depois, é só manter-se vigilante das suas sensações internas e tomar as acções que considerar serem as mais elevadas.

Muita Luz,

Sofia M.

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Primeira e terceira carta: Angel Tarot Cards de Doreen Virtue e Radleigh Valentine

Segunda carta: Flower Therapy Oracle Cards de Doreen Virtue e Robert Reeves